sábado, março 19, 2005

O raio dos revisionistas...

Quem os lê até pensa: "Como é que aqueles incompetentes dos americanos e dos britânicos, que ainda por cima tinham armas piores, conseguiram derrotar àquela magnífica, maravilhosa, infalível máquina-alemã-de-guerra-que-tudo-esmaga?"

Já repararam que as vitórias dos Aliados são sempre diminuídas, fruto da sorte ou apenas da superioridade numérica ou logística? Há sempre um "apesar de", um "lá conseguiram".

Quer se queira, quer não, por muito que custe a engolir aos germanófilos (e há muitos encapotados) e aos revisionistas, a invasão da Normandia foi um grande feito de armas. Lançar um ataque anfíbio e aerotransportado daquela dimensão contra posições fortificadas era uma jogada extremamente arriscada que tinha tudo para correr mal. Não era por acaso que Eisenhower tinha uma mensagem preparada para ser transmitida ao mundo no caso das coisas correrem mal.

Bastava que os alemães tivessem conseguido travar o ataque nas praias. Como se sabe, a artilharia naval e os ataques aéreos pouca ou nenhuma mossa fizeram nas defesas costeiras, pelo que a infantaria teve de avançar direita aos canhões, de peito feito. Mesmo assim venceram. O resto é conversa.

5 comentários:

Marcos Osorio disse...

Aqui é que eu me calo quando critico aos americanos...

Parca disse...

Tanto quanto sei, do lado americano o apoio aéreo foi verdadeiramente risivel. Mas os ingleses sofreram menos perdas porque tiveram o bom senso de usar tanques no desembarque (não é que servissem de grande coisa, mas dava para os soldados se protegerem), enquanto que os americanos tiveram de correr contra metralhadoras e arame farpado: ninguém põem em causa a coragem dos americanos, mas sim o bom senso dos seus chefes que consideravam que um ataque relâmpago resolveria tudo sem problemas de maior (patton sem ter intervido aí, era um dos advogados dessa solução).

RS disse...

Erros, há sempre dos dois lados. O que faz a diferença nem sequer é quem comete mais ou menos, mas sim quem se consegue adaptar e seguir em frente. A História está cheia de exércitos que perderam todas, ou quase todas as batalhas, mas ganharam as guerras.

Lisdengard disse...

Acho q passa tudo muito pelo "fascínio do mal". De facto os Nazis e tudo o que a eles está associado alimentaram muita estória e muita lenda, e todas andam à volta do tema (conscientemente ou inconscientemente)do "quão poderoso é o mal" e é esse poder q o torna fascinante...

AA disse...

Quer dizer... aquelas explicações "foi assim que os alemães perderam a guerra"... são todas falsas? >)

Cumprimentos,

AA