terça-feira, novembro 08, 2005

Inquisição

Uma amiga minha há uns anos atrás, fez um estudo sobre a inquisição de vila do conde, estudou a documentação da época (finais do séc. XVI) e contou-me alguns episódios curiosos, de que vou apresentar um; como isto me foi contado há uns anos atrás, não me lembro dos pormenores.
Numa aldeia nos arredores de vila do conde, corria o boato de que existia uma bruxa; feita a denúncia à inquisição, a senhora foi presa. Sendo interrogada (não me lembro se foi torturada, mas provavelmente sim), ela confessou que não era bruxa, que tendo alguém espalhado o boato, começou a ser visitada por pessoas que queriam que ela fizesse feitiços. Como ela era pobre e precisava de dinheiro, começou a fazer poções (de ervas inofensivas) e as pessoas pagavam contentes.
Para quem está habituado ao estereótipo da inquisição, a pena pode parecer surpreendente: foi condenada ao exílio por charlatanice. É que as penas dependiam bastante da formação dos inquisidores (os juristas eram muito mais cépticos do os teólogos para tudo o que se referisse a crimes religiosos), assim como o tipo de crime (fosse a acusação de apostasia para o judaismo, o processo teria decorrido de forma muito diferente).

1 comentário:

ernesto esteves disse...

Olá,
Quero deixar-lhe aqui um convite: vá até ao meu blog e faça o seu comentário ;)