segunda-feira, julho 05, 2004

Afrika Korps-III

Uma das maiores desvantagens dos alemães vinha dos seus aliados: os italianos. Mal equipados (a maioria dos seus tanques e artilharia não tinham possibilidade de competir com armamento inglês), mal comandados, desmotivados, as tropas italianas tinham uma tendência para se render mal as coisas corressem mal (do género, uma unidade de infantaria italiana ter de enfrentar blindados sem apoio, mas quem os pode criticar?). O mau exemplo vinha de cima: os oficiais exigiam refeições com vários pratos e raramente combatiam, enquanto que os soldados por vezes tinham de mendigar a alimentação aos alemães (Rommel estabelecera que os oficiais germanos comessem os mesmo que os soldados, aumentando a solidariedade do Afrika Korps). Sem possuírem tranportes, eram obrigados a caminhar pelo deserto muitas vezes a pé para a frente de batalha; a maioria dos oficiais não serviam para uma guerra moderna com grandes iniciativa e rapidez. Em itália, uma intensa burocracia travava o envio de reforços ou qualquer modificação que se tentasse impôr (mesmo que fosse o envio de reforços ou a adopção de armamento mais moderno). É certo que existiam excepções: um comandante de artilharia era tão apreciado por Rommel (pois colaborava com as suas peças em unidade com os alemães em perfeita sintonia), que este foi visita-lo na enfermaria onde jazia ferido de morte. Em combate corpo-a-corpo, os italianos saiam-se razoavelmente, e algumas unidades lutavam ferozmente como os paraquedistas da Folgore ou a divisão blindada Ariete que combateu em El Alamein para proteger a retirada dos DAK, resistindo até ao fim (por outras palavras, ardendo com os seus tanques). Algumas armas (em pequena quantidade é certo) ainda provocavam sustos aos aliados (como o semovente 75/18, um canhão de assalto). Mas tudo isto era muito pouco, e os alemães eram obrigados a vir constantemente em auxílio dos seus aliados para evitar que sectores da frente se desmoronassem.


Sem comentários: