segunda-feira, maio 15, 2006

Mais sobre livros

No séc. XVI em Lisboa existia cerca de uma dúzia de livrarias (tendo ao todo cerca de 60 empregados). Ainda existiam pela cidade tendeiros que também se dedicavam à venda de livros e manuscritos. Com um número um pouco inferior, existiam diversas livrarias também em Coimbra (graças à universidade), em Évora (que também tinha uma universidade) e Porto. Esses livreiros eram considerados ricos dado o grande investimento que representava a posse desses livros para venda. Boa parte dos livros eram vendidos sem capa, encomendando o comprador uma capa de acordo com as suas posses.

sexta-feira, maio 12, 2006

Livros

Num trabalho efectuado no qual se recensearam os livros impressos em Portugal no séc. XVI (uma parte pelo menos), concluíu-se que quase 60% eram em português, cerca de 30% em latim, uns 10% em castelhano e o resto (cerca de 1%) seria em outras línguas (grego e hebraico).

quarta-feira, maio 10, 2006

Cisma




Um facto curioso: durante anos, considerava-se que o cisma entre a Igreja católica Romana e Grega deveu-se à progressiva separação das duas comunidades, que foram perdendo o contacto e foram-se encarando de forma cada vez mais hostil, levando a fricções (a questão dos iconoclastas teria envenenado ainda mais a situação), até à ruptura final em 1054.
Ora actualmente começa-se a encarar as coisas de forma completamente diversa: teria sido o retomar dos contactos entre as duas partes que teria levado a uma progressiva hostilidade.
Se recuarmos até ao séc. V e VI, vemos que vários príncipes bárbaros tinham servido nas cortes de Ravena (enquanto durou) e Constantinopla. Com a queda do império do ocidente, o império do oriente tinha uma reconhecida superioridade cultural e intelectual; mesmo a nível político, os Papas viravam-se para Bizâncio quando precisavam de ajuda (sobretudo até Carlos Magno). Com o estender de competências da Igreja Católica Romana, a criação do Sacro-Império, a estabilização de vários estados no ocidente, este foi-se progressivamente autonomizando, desenvolvendo uma cultura e identidade próprias, que não eram apenas restos da cultura antiga. Ora a partir do séc. X intensificaram-se os contactos e as impressões foram pouco agradáveis: os latinos (estou a considerar do ponto de vista da Igreja) consideravam os gregos efeminados e intriguistas, os gregos consideravam os latinos rudes e bárbaros. Os problemas políticos e religiosos apenas vieram acentuar a questão e o rompimento não foi nenhum choque para ambos os lados.

terça-feira, maio 02, 2006

segunda-feira, abril 10, 2006

O mais antigo mapa

Foi encontrado o mais antigo mapa na itália.

Aristóteles estava certo e Platão errado

Na "Science et vie" deste mês de abril está um artigo sobre o big-bang que refere a existência de várias galáxias que tem sido encontradas mais velhas do que a data que se reconhece para a criação do universo (e da famosa explosão). Encontram-se várias teoria, desde as mais radicais, que implicam pôr de parte a teoria dada as falhas encontradas nos últimos anos, às que não aceitam qualquer modificação sendo essas falhas anomalias que deverão ser explicadas. Uma chamou-me a atenção: o big-bang teria criado a matéria conhecida (cerca de 5% da matéria existente) sendo os outros 95% (matéria negra e energia sombra (esta para mim é nova!) anteriores o que significaria que o universo não teria tido um princípio, mas sempre existira, sem ter um momento de criação (daí o título do meu post). Claro que os cientistas ainda estão à guerra entre eles, dado que não existe nenhuma teoria geral que explique também a existência do universo, mas é bom ver a ciência não repousar.