terça-feira, setembro 06, 2005

Regresso

Bem, voltei das minhas férias. Com os meus afazeres domésticos não tive hipóteses de ir a qualquer sítio, portanto máximo que fiz foi ler. Do melhor (as histórias de Políbio) ao pior (the machine crusade uma "prequela" de dune).
Na praia continuei a leitura de "The tale of Genji". No capítulo que li (o 6º) Genji passou uns meses a tentar conquistar uma princesa pobre (vivia num palácio com apenas 5 damas de companhia, mais o resto dos criados) que sabia tocar sofrivelmente (binzen creio), mas era tão tímida e pouco bela, que assim que Genji conseguiu falar com ela, e olha-la cara-a-cara (até então fizera-o de noite através de um biombo), acabou por desistir; por simpatia começou a ajuda-la financeiramente. Entretanto a sua pequena protegida está a crescer.

Desvarios arqueológicos

É frequente criticar-se a falta de rigor histórico de muitos filmes americanos, sendo este, aliás, um passatempo muito praticado por historiadores à saída dos cinemas. Mas o facto é que, por vezes, a culpa desta falta de rigor não é de produtores, realizadores e argumentistas, mas sim dos próprios historiadores.
Veja-se o caso do clássico Ben-Hur. Querendo reproduzir fielmente o circo de Jerusalém, onde decorre a célebre corrida de quadrigas, os produtores consultaram um arqueólogo a propósito do estilo que teria o estádio. "Estilo Romano", foi a resposta do arqueólogo.
Consultaram outro arqueólogo, por via das dúvidas, que retorquiu que o estilo era "Fenício".
Para desempatar o casa consultaram ainda um terceiro arqueólogo, cuja resposta foi "Estádio? Qual estádio? Não sabia que Jerusalém tinha um estádio."

terça-feira, julho 26, 2005

A História de Genji (Genji Monogatari)

Voltei a pegar na epopeia de Genji (que comecei a ler no verão passado). Para quem não sabé, é considerado "o" clássico da literatura Japonesa e um dos maiores da mundial.
Para já, Genji interessou-se por uma jovem que lhe faz lembrar uma outra mulher que foi o seu grande amor e que já morreu (pelas minhas contas foi o 3º grande amor, e por coincidência a jovem é parente desse grande amor). A chatice é que a jovem é demasiado jovem (pelas entrelinhas deve menos de 10 anos) e a avó da menina (a mãe morreu e o pai não lhe liga) disse a Genji que embora fosse uma enorme honra, a miúda “é demasiado nova para o que ele quer”. Genji bem tentou explicar que não é nada disso, que apenas a quer educar (a narradora diz que ele quer aproveitar as semelhanças com o seu amor para a moldar para ela se tornar o amor ideal, embora tenha de aguardar uns anos pelo resultado final). Vai ensinando-lhe a escrever poemas com os parcos caracteres que ela conhece (que ainda por cima devem ser todos Japoneses e não chineses). E assim vai entretendo o seu tempo.

quarta-feira, julho 20, 2005

Arqueoblogo

É com muita pena que vejo encerrar o arqueoblogo. O Marco colaborou comigo e com o Filipe no Roma Antiga, e tinha um excelente blog de arqueologia.