terça-feira, julho 26, 2005

A História de Genji (Genji Monogatari)

Voltei a pegar na epopeia de Genji (que comecei a ler no verão passado). Para quem não sabé, é considerado "o" clássico da literatura Japonesa e um dos maiores da mundial.
Para já, Genji interessou-se por uma jovem que lhe faz lembrar uma outra mulher que foi o seu grande amor e que já morreu (pelas minhas contas foi o 3º grande amor, e por coincidência a jovem é parente desse grande amor). A chatice é que a jovem é demasiado jovem (pelas entrelinhas deve menos de 10 anos) e a avó da menina (a mãe morreu e o pai não lhe liga) disse a Genji que embora fosse uma enorme honra, a miúda “é demasiado nova para o que ele quer”. Genji bem tentou explicar que não é nada disso, que apenas a quer educar (a narradora diz que ele quer aproveitar as semelhanças com o seu amor para a moldar para ela se tornar o amor ideal, embora tenha de aguardar uns anos pelo resultado final). Vai ensinando-lhe a escrever poemas com os parcos caracteres que ela conhece (que ainda por cima devem ser todos Japoneses e não chineses). E assim vai entretendo o seu tempo.

quarta-feira, julho 20, 2005

Arqueoblogo

É com muita pena que vejo encerrar o arqueoblogo. O Marco colaborou comigo e com o Filipe no Roma Antiga, e tinha um excelente blog de arqueologia.

quinta-feira, julho 14, 2005

14 de Julho




Neste dia em França comemora-se a tomada da Bastilha em 1789. A velha torre medieval, transformada em prisão pelos monarcas absolutos, estava por essa época sem prisioneiros políticos, mas era visto como um dos símbolos do absolutismo. Começava a revolução francesa.

quarta-feira, julho 13, 2005

Inocencio III

Teve um pontificado de 1198 a 1216. Foi extremamente intervencionista do0 ponto de vista político. Apoiou diversos candidatos para o trono imperial que estava vago, conforme quem lhe oferecia mais garantias de respeitar a sua independencia (acabou por apoiar Frederico II o que é uma ironia atendendo aos conflitos que teve com a S. Sé). Moderou os reis peninsulares nos seus conflitos (e aqui entramos nós)e pregando a IV cruzada legitimou a conquista de Constantinopla que foi tratada como se fosse uma cidade inimiga. Ainda temos as intervenções contra os albigences no sul de França com uma cruzada, as alianças/mediações de França/Inglaterra e um sem número de conflitos menores. O Vaticano estava no auge como árbitro internacional, mediando conflitos (ou criando-os), utilizando a diplomacia ou a excomunhão. Claro que com o falecimento do Papa, essa autoridade iria progressivamente dissipar-se.
Do ponto de vista doutrinal, reuniu o concílio de Latrão (onde se aprovou e regulou um pouco de tudo, desde a proibição de beber e casar para os padres, a obrigatoriedade de confissão uma vez por ano a um padre, a até a obrigatoriedade de usar marcas distintivas nas roupas para muçulmanos e judeus).