Em relação a este assunto, o Socioblogue decidiu aprofundá-lo e fez-nos chegar às mãos as suas reflexões. Vale a pena ver o post devido à sua qualidade científica.
quarta-feira, agosto 13, 2003
terça-feira, agosto 12, 2003
Harold
Marc Bloch, num dos seus livros para mostrar a diferente mentalidade da Idade Média, descrevia um caso curioso. Um vikingue era conhecido por Haroldo das criancinhas pelos seus amigos. Tal alcunha tinha uma explicação simples: sempre que partia numa expedição, ao contrário dos seus amigos, não fazia mal às crianças que encontrava, não as violava ou matava. Isso tornava-o bizarro...
segunda-feira, agosto 11, 2003
As cruzadas-I
As cruzadas como fenómeno duraram séculos. Começaram pela tentativa de conquista de Jerusalém, mas não se limitaram a isso. Conquistaram-se reinos e feudos e fez-se o saque de um império cristão. Para terminar tudo em nada.
Depois de Maomé falecer (632), as vagas de exércitos árabes que tinham servido como exércitos mercenários lançam-se com um novo fervor à conquista dos seus antigos senhores, os bizantinos e persas sassânidas que passaram décadas a guerrear-se. Estes depois de algumas derrotas esmagadoras, demoram 30 anos a ser destruídos, mais graças à extensão do seu império do que à resistência: o último Xá morre em Cabul em 655. Os bizantinos resistem melhor: cedem uma parte da Síria, a Palestina, o Egipto, o norte de África, mas sobrevivem e mantém a sua capital. Num novo impulso, os exércitos conquistadores lançam-se então para a Índia, a Península Ibérica, o sul de Itália e França, as ilhas mediterrânicas. Tornado um império tolerante e brilhante do ponto de vista intelectual e artístico, o império muçulmano sofre de um gigantismo e um enfraquecer guerreiro e político que vai ver aos poucos as zonas mais longínquas tornarem-se independentes ou então serem recuperadas pelos seus inimigos, que guardavam na memória a época de conquista: bizâncios, francos, reinos neo-godos.
No século X, esse desagregar acentua-se em parte à influência de grupos de mercenários convertidos ao islamismo e que tentam criar reinos próprios. Os turcos seljúcidas (não confundir com os turcos otomanos antepassados dos criadores do actual estado da Turquia), procuraram impedir esse processo e conseguem unificar uma parte desse território. Acentuam a guerra contra os cristãos, conquistam Jerusalém e esmagam as forças bizantinas em Mantzikiert em 1071 conquistando assim o leste e centro da Anatólia. Estes, depois de um período de expansão no séc. X e XI estão em sérias dificuldades: vêm-se a braços com revoltas de nómadas no norte da fronteira, e a perda dos territórios italianos, conquistados pelos normandos. Do ponto de vista interno, a expansão dos grandes domínios em detrimento do pequeno campesinato, resultara numa diminuição dos recursos financeiros e humanos disponíveis ao estado. Como solução, o imperador Aléxis Commeno decide apelar ao ocidente para o envio de mercenários que o ajudem enfrentar a ameaça seljúcida.
Assim começavam as cruzadas.
Depois de Maomé falecer (632), as vagas de exércitos árabes que tinham servido como exércitos mercenários lançam-se com um novo fervor à conquista dos seus antigos senhores, os bizantinos e persas sassânidas que passaram décadas a guerrear-se. Estes depois de algumas derrotas esmagadoras, demoram 30 anos a ser destruídos, mais graças à extensão do seu império do que à resistência: o último Xá morre em Cabul em 655. Os bizantinos resistem melhor: cedem uma parte da Síria, a Palestina, o Egipto, o norte de África, mas sobrevivem e mantém a sua capital. Num novo impulso, os exércitos conquistadores lançam-se então para a Índia, a Península Ibérica, o sul de Itália e França, as ilhas mediterrânicas. Tornado um império tolerante e brilhante do ponto de vista intelectual e artístico, o império muçulmano sofre de um gigantismo e um enfraquecer guerreiro e político que vai ver aos poucos as zonas mais longínquas tornarem-se independentes ou então serem recuperadas pelos seus inimigos, que guardavam na memória a época de conquista: bizâncios, francos, reinos neo-godos.
No século X, esse desagregar acentua-se em parte à influência de grupos de mercenários convertidos ao islamismo e que tentam criar reinos próprios. Os turcos seljúcidas (não confundir com os turcos otomanos antepassados dos criadores do actual estado da Turquia), procuraram impedir esse processo e conseguem unificar uma parte desse território. Acentuam a guerra contra os cristãos, conquistam Jerusalém e esmagam as forças bizantinas em Mantzikiert em 1071 conquistando assim o leste e centro da Anatólia. Estes, depois de um período de expansão no séc. X e XI estão em sérias dificuldades: vêm-se a braços com revoltas de nómadas no norte da fronteira, e a perda dos territórios italianos, conquistados pelos normandos. Do ponto de vista interno, a expansão dos grandes domínios em detrimento do pequeno campesinato, resultara numa diminuição dos recursos financeiros e humanos disponíveis ao estado. Como solução, o imperador Aléxis Commeno decide apelar ao ocidente para o envio de mercenários que o ajudem enfrentar a ameaça seljúcida.
Assim começavam as cruzadas.
quinta-feira, agosto 07, 2003
Artur-III
Em finais do séc. XII Chretien de Troyes, um francês escreve contos sobre as aventuras do rei Artur, Lancelot, Guinivera, Gawain, Perseval. Sabe-se que Artur e os seus cavaleiros eram personagens populares na época e as estórias a partir da Bretanha de língua céltica e de Gales tinham-se espalhado por outros países. Mas Chretien apropriando-se de mitos conhecidos dá-lhe um cunho pessoal e sobretudo ficam guardados para a posterioridade. A partir daí, é um nunca mais terminar: o ciclo da vulgata francesa, o Parzival alemão, o Le mort d’Artur de sir Mallory só para citar os mais conhecidos. Alguns escrevem sobre todo o ciclo desde a morte de Jesus Cristo até à morte de Artur, criando uma narrativa de séculos, outros descrevem apenas episódios que acontecem a cavaleiros. São incorporados mitos exteriores sem ligação inicial (a estória de Tristão e Isolda, o mito do Graal, a távola redonda), novas personagens são criadas (Galahad). As obras são traduzidas para todas as línguas do ocidente cristão, reescritas, fundidas, influenciando muito a maneira de pensar (ou pelo menos o conceito do que deveria ser o ideal) dos cavaleiros. No séc. XVII dá-se uma certa diminuição do interesse, mas não muito, pois na ópera continua-se a pegar no tema. E o romantismo do séc. XIX com o seu interesse na idade média restaura o interesse (até escritores americanos como Mark Twaine o fazem). O séc. XX graças ao cinema e desenhos animados completa o trabalho, mantendo o interesse vivo e permitindo que um maior público tenha acesso; os grupos neo-pagãos também tentam apropriar-se da lenda devido ao seu lado mais místico (centrando-se em Morgana, Viaviane e Merlim por contraposição ao elemento cristão).
Os historiadores depois de terem feito uma critica feroz aos mitos arturianos chegando mesmo a negar a sua existência, limitam-se a uma prudente reserva
O que nos fica então para além de uma belas estórias? Não podemos afirmar com toda a certeza que Artur existiu, pois não existem relatos contemporâneos.
Os arqueólogos com as limitações que a ausência de registos implica, preferem falar dum período sub-romano para definir aquilo que é o período arturiano: séc. V e VI.
Artur era de facto um nome até relativamente vulgar na época. Sabe-se que um comandante romano de um destacamento sármata do séc. II na Bretanha tinha esse nome. Outras figuras antes e depois do “Artur” que nos interessa tinham esse nome. Uma divindade do norte também tinha um nome semelhante. Os nomes de origem romana ainda comuns no séc. V e VI nas crónicas vão progressivamente desaparecendo à medida que empurrados para gales, os celtas vão-se tornando galeses. Teria sido criado um herói a partir dos feitos de várias personagens que foram amalgamados pela memória colectiva? Ou de facto houve alguém que guerreou os saxões depois de Ambrosius e conseguiu depois adquirir um estatuto lendário? Ou nunca existiu ninguém assim e aos poucos surgiu uma lenda que foi crescendo. São várias as hipóteses mas nenhuma pode-se impor de momento.
Os historiadores depois de terem feito uma critica feroz aos mitos arturianos chegando mesmo a negar a sua existência, limitam-se a uma prudente reserva
O que nos fica então para além de uma belas estórias? Não podemos afirmar com toda a certeza que Artur existiu, pois não existem relatos contemporâneos.
Os arqueólogos com as limitações que a ausência de registos implica, preferem falar dum período sub-romano para definir aquilo que é o período arturiano: séc. V e VI.
Artur era de facto um nome até relativamente vulgar na época. Sabe-se que um comandante romano de um destacamento sármata do séc. II na Bretanha tinha esse nome. Outras figuras antes e depois do “Artur” que nos interessa tinham esse nome. Uma divindade do norte também tinha um nome semelhante. Os nomes de origem romana ainda comuns no séc. V e VI nas crónicas vão progressivamente desaparecendo à medida que empurrados para gales, os celtas vão-se tornando galeses. Teria sido criado um herói a partir dos feitos de várias personagens que foram amalgamados pela memória colectiva? Ou de facto houve alguém que guerreou os saxões depois de Ambrosius e conseguiu depois adquirir um estatuto lendário? Ou nunca existiu ninguém assim e aos poucos surgiu uma lenda que foi crescendo. São várias as hipóteses mas nenhuma pode-se impor de momento.
Artur-II
Depois da destruição dos reinos celtas, só existem novamente fontes com Beda o Venerável em princípios do séc.VIII. Infelizmente as informações que ele fornece para o período de Artur são copiadas de Gildas e os seus próprios dados começam só por volta de 600 com as missões católicas aos reinos saxões.
Em pleno século VIII temos informações relevantes vindas de um Bretão, Nennius. Finalmente o nome de Artur é referido (não é certo pela 1ª vez, mas sim relacionado com os factos correctos). É descrito como um comandante militar que teria vencido 12 batalhas contra os saxões sendo a mais gloriosa Badon Hill (sendo assim ignorado Ambrosius). O problema desta fonte, é que segundo os historiadores, Nennius tinha uma certa tendência a “preencher” as lacunas com factos inventados por ele. Isso não significa que ele tenha inventado tudo, mas que pode ter embelezado ou distorcido conforme as necessidades.
No século X surgem as “Annales Cambriae” uma cronologia (de origem galesa podemos agora dizer e não bretã) bastante sucinta. Para o ano 516 regista a vitória de Artur contra os saxões e em 537 regista a morte de Artur e Medrault (o futuro Mordred, embora não seja dito que eles fossem inimigos) numa batalha. Por curiosidade, na entrada de 573 é referido que Merlim enlouqueceu, não é dito que é um mágico, bardo ou o que quer que seja mas apenas que enlouqueceu. Artur continua a ser referido como um chefe militar mas não como um rei.
Ora acima foi dito que o nome de Artur já era referido antes de Nennius o descrever. De facto, nalgumas baladas galesas que remontam ao séc. VII, o nome de Artur como rei aventureiro no norte da Bretanha surge, mas nenhuma informação concreta nos fornece (para além de que enfrentava seres fantásticos e corrigia injustiças). Quanto muito ficamos a saber que o imaginário popular já se apoderara dele e retirando todo o contexto real lhe dera uma nova dimensão (como Mircea Elliade tão bem se apercebeu com outras figuras). Essas baladas teriam a mais bela concretização no Mabinogion.
As crónicas anglo-saxónicas sendo muito posteriores (começaram a ser compiladas no séc. IX e vão até ao séc. XII) descrevem todo o processo de destruição progressiva dos bretões (embora omitindo as suas próprias derrotas) mas não referem os nomes dos líderes bretões, o que é uma forte lacuna.
E assim chegamos a Geoffrey of Monmouth. É do séc. XII e o último autor que diz estar a fazer história. Argumentou que utilizou um livro vermelho em língua bretã de onde tirou todas as suas informações (não se pode negar ou aceitar mas era hábito da época justificar-se que se tinha uma fonte mais antiga). Ele vai acabar por dar alguns dos últimos acrescentos da futura lenda arturiana. Incorpora Uther Pendragon (pai de Artur) como irmão de Aurelius Ambrosius, refere a célebre passagem em que Merlim disfarça Uther com o aspecto do marido de Igraine, Mordred é já inimigo de Artur (mas apenas sobrinho e não filho incestuoso), Artur conquista o Império Romano, etc. Estamos de facto nos domínios da literatura.
Em pleno século VIII temos informações relevantes vindas de um Bretão, Nennius. Finalmente o nome de Artur é referido (não é certo pela 1ª vez, mas sim relacionado com os factos correctos). É descrito como um comandante militar que teria vencido 12 batalhas contra os saxões sendo a mais gloriosa Badon Hill (sendo assim ignorado Ambrosius). O problema desta fonte, é que segundo os historiadores, Nennius tinha uma certa tendência a “preencher” as lacunas com factos inventados por ele. Isso não significa que ele tenha inventado tudo, mas que pode ter embelezado ou distorcido conforme as necessidades.
No século X surgem as “Annales Cambriae” uma cronologia (de origem galesa podemos agora dizer e não bretã) bastante sucinta. Para o ano 516 regista a vitória de Artur contra os saxões e em 537 regista a morte de Artur e Medrault (o futuro Mordred, embora não seja dito que eles fossem inimigos) numa batalha. Por curiosidade, na entrada de 573 é referido que Merlim enlouqueceu, não é dito que é um mágico, bardo ou o que quer que seja mas apenas que enlouqueceu. Artur continua a ser referido como um chefe militar mas não como um rei.
Ora acima foi dito que o nome de Artur já era referido antes de Nennius o descrever. De facto, nalgumas baladas galesas que remontam ao séc. VII, o nome de Artur como rei aventureiro no norte da Bretanha surge, mas nenhuma informação concreta nos fornece (para além de que enfrentava seres fantásticos e corrigia injustiças). Quanto muito ficamos a saber que o imaginário popular já se apoderara dele e retirando todo o contexto real lhe dera uma nova dimensão (como Mircea Elliade tão bem se apercebeu com outras figuras). Essas baladas teriam a mais bela concretização no Mabinogion.
As crónicas anglo-saxónicas sendo muito posteriores (começaram a ser compiladas no séc. IX e vão até ao séc. XII) descrevem todo o processo de destruição progressiva dos bretões (embora omitindo as suas próprias derrotas) mas não referem os nomes dos líderes bretões, o que é uma forte lacuna.
E assim chegamos a Geoffrey of Monmouth. É do séc. XII e o último autor que diz estar a fazer história. Argumentou que utilizou um livro vermelho em língua bretã de onde tirou todas as suas informações (não se pode negar ou aceitar mas era hábito da época justificar-se que se tinha uma fonte mais antiga). Ele vai acabar por dar alguns dos últimos acrescentos da futura lenda arturiana. Incorpora Uther Pendragon (pai de Artur) como irmão de Aurelius Ambrosius, refere a célebre passagem em que Merlim disfarça Uther com o aspecto do marido de Igraine, Mordred é já inimigo de Artur (mas apenas sobrinho e não filho incestuoso), Artur conquista o Império Romano, etc. Estamos de facto nos domínios da literatura.
terça-feira, agosto 05, 2003
O rei Artur-I
O rei Artur é daquelas figuras de que embora se tenha escrito muito, de facto pouco se sabe. Para começar não se sabe se ele existiu de facto.
Em princípios do séc. V o imperador de Roma, Honório já farto das revoltas da província da Bretanha, mandou retirar as legiões e quadros administrativos dessa provincia; essas legiões deviam ser comitenses, tropas móveis (uma vez que se sabe que as tropas limitanei junto à muralha de Adriano continuaram a cumprir o seu dever mesmo sem um Império a quem servir).
A partir daí de facto pouco se sabem sendo a principal fonte um monge bretão do séc. VI, Gildas.
Os pictos do norte e os irlandeses do oeste começaram a lançar ataques cada vez mais atrevidos; em meados do séc. V, um rei Voltigern, pede ajuda a saxões do continente para combater essas ameaças, mas rapidamente os mercenários decidem passar a combater por conta própria para conquistar esse país tão fértil (pelo menos do seu ponto de vista), chamando mais tropas do continente.
A situação estava estacionária quando em finais do século V Ambrosius Aurelianus, um romano da bretanha (seja o que for que esse termo implique décadas depois da partida de Roma) consegue numa batalha esmagadora deter os saxões, a célebre Mons Badicus. Por algumas decénios a maré saxã parece ser detida (os achados arqueológicos demonstram-no), mas a incapacidade dos bretões em se manterem unidos permite
aos saxões resistirem, e depois lançarem-se novamente ao ataque. Na segunda metade do século VI dão-se uma série de batalhas que destroem primeiro os reinos celtas do sul, depois são os do norte, até os celtas ficarem reduzidos à cornualha, gales e mais uns enclaves. A Inglaterra ia começar.
Parca
Em princípios do séc. V o imperador de Roma, Honório já farto das revoltas da província da Bretanha, mandou retirar as legiões e quadros administrativos dessa provincia; essas legiões deviam ser comitenses, tropas móveis (uma vez que se sabe que as tropas limitanei junto à muralha de Adriano continuaram a cumprir o seu dever mesmo sem um Império a quem servir).
A partir daí de facto pouco se sabem sendo a principal fonte um monge bretão do séc. VI, Gildas.
Os pictos do norte e os irlandeses do oeste começaram a lançar ataques cada vez mais atrevidos; em meados do séc. V, um rei Voltigern, pede ajuda a saxões do continente para combater essas ameaças, mas rapidamente os mercenários decidem passar a combater por conta própria para conquistar esse país tão fértil (pelo menos do seu ponto de vista), chamando mais tropas do continente.
A situação estava estacionária quando em finais do século V Ambrosius Aurelianus, um romano da bretanha (seja o que for que esse termo implique décadas depois da partida de Roma) consegue numa batalha esmagadora deter os saxões, a célebre Mons Badicus. Por algumas decénios a maré saxã parece ser detida (os achados arqueológicos demonstram-no), mas a incapacidade dos bretões em se manterem unidos permite
aos saxões resistirem, e depois lançarem-se novamente ao ataque. Na segunda metade do século VI dão-se uma série de batalhas que destroem primeiro os reinos celtas do sul, depois são os do norte, até os celtas ficarem reduzidos à cornualha, gales e mais uns enclaves. A Inglaterra ia começar.
Parca
sexta-feira, julho 04, 2003
Tratado de Versailles - um exemplo
Não querendo entrar em revisionismos históricos, qual a vossa opinião sobre tratados de paz do género do Tratado de Versailles?
Quais são os benefícios de impôr pesadas obrigações a países derrotados?
E os seus riscos?
Quais são os benefícios de impôr pesadas obrigações a países derrotados?
E os seus riscos?
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