<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376</id><updated>2012-01-28T22:07:12.463Z</updated><title type='text'>TEMPORE</title><subtitle type='html'>A Cronos. Enviem os vossos manuscritos para &lt;a href="mailto:tempore@sapo.pt"&gt;tempore@sapo.pt&lt;/a&gt;.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Luis Corujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04245277289603877087</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>340</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-2131367334914538970</id><published>2007-11-26T15:18:00.000Z</published><updated>2007-11-26T15:19:33.080Z</updated><title type='text'>Os samaritanos</title><content type='html'>Quase toda a gente já ouviu falar dos samaritanos (nem que seja do “bom samaritano”). Quando Salomão morreu, o seu reino dividiu-se entre um reino a sul (Judá) e outro a norte (Israel). O do norte farto do que poderíamos chamar o centralismo de Judá e da sua capital Jerusalém, recusava até reconhecer esta cidade como cidade Santa. Os assírios entretanto apareceram, destruíram o seu reino e deportaram uma parte dos habitantes. Alguns colonos assírios foram aí estabelecidos, mas segundo os samaritanos seriam poucos e prontamente assimilados, sem contributos culturais ou religiosos; em compensação os Judeus pretenderam que os samaritanos seriam descendentes desses mesmo colonos, uma nova população com outros deuses que misturando-se acabariam por criar um povo mestiço e religião sincrética.&lt;br /&gt;De qualquer modo, os samaritanos tinham um Templo próprio rival de Jerusalém (no monte Guerezim). Nos séculos seguintes, acabaram por ver a sua sorte ser muito variável: perseguidos pelos judeus, mal tolerados pelos romanos, quase exterminados pelos bizantinos, conseguiram sobreviver até ao século XX, reduzidos a menos de um milhar.&lt;br /&gt;Não são considerados verdadeiros judeus pelos grupos de Judeus mais ortodoxos(e eles devolvem o cumprimento, considerando que eles é que são os verdadeiros seguidores da antiga religião). Para um leigo, são praticamente indistinguíveis: circuncidam-se, reverenciam a Torá, tem os mesmo mandamentos, e a maioria das crenças são as mesma. Mantém no entanto um sacerdócio hereditário (descendentes dos antigos sacerdotes do Velho Testamento), recusam todos os outros livros sagrados para os judeus (como o Talmud), ainda praticam os sacrifícios de animais; acabam por ser bastante arcaicos (o judaísmo é praticamente resultado das transformações dos rabinos depois da destruição do segundo Templo de Jerusalém).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-2131367334914538970?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/2131367334914538970/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=2131367334914538970' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/2131367334914538970'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/2131367334914538970'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2007/11/os-samaritanos.html' title='Os samaritanos'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-6730720863335420253</id><published>2007-09-19T11:25:00.000+01:00</published><updated>2007-09-19T11:26:03.224+01:00</updated><title type='text'>Iron Hearts, Iron Hulls</title><content type='html'>Este livro trata da participação blindada italiana na guerra do norte de Africa. Ora o capítulo mais interessante é o primeiro que fala sobre a itália dos anos 20 e 30.&lt;br /&gt;Sendo um país recente, não possuía colónias e quando tentou conquistar territórios só lhe restava zonas marginais. Quando rebentou a primeira guerra mundial, embora tivesse excelentes relações com a Alemanha, a sua rivalidade com o império austro-hungaro e as promessas dos aliados, fez a Itália balançar para este campo. Terminada a guerra, a Itália recebeu menos do que lhe foi prometido, além de estar numa situação de crise. O seu parque industrial era inferior às outras potências industriais europeias, não possuía combustíveis nem matérias-primas (carvão, petróleo, ferro), tendo de importar tudo.&lt;br /&gt;O fascismo nos anos 20 esteve demasiado ocupado em adquirir o controle do país, para se lançar em expedições.&lt;br /&gt;Entretanto, decidiram criar uma força blindada (que era vista como a arma do futuro) e foram construídos milhares de tanques ligeiros e extremamente ágeis.&lt;br /&gt;Nos anos 30, com o aparecimento de outros regimes nacionalistas, a Itália pôde lançar-se em aventuras externas sem perigos de retaliação. Na Etiópia, e em Espanha utilizou os seus tanques como arma fulcral (apesar de algumas derrotas estrondosas acabaram por se sair bem) e do ponto de vista táctico acabaram por chegar às mesmas conclusões que os alemães: os tanques deviam ser utilizados em grandes formações e sempre apoiados por infantaria, artilharia e aviação, e nunca enviados isolados (como fariam os ingleses) ou mero suporte da infantaria (como os franceses); só assim conseguiriam os seus tanques extremamente ligeiros e rápidos (ideais no seu impérios colonial).Por outro lado, o seu novo império colonial era composto por territórios atrasados, que não lhe davam riquezas e ainda exigiam despesas (que para a construção de infra-estruturas, quer de tropas de defesa).&lt;br /&gt;Entretanto, os italianos aperceberam-se que os seus tanques apesar de bons para os seus domínios coloniais (por serem muito rápidos e deslocarem-se em grandes distâncias) como o Fiat L3 e L11, contra outros europeus estavam a ficar ultrapassados e decidiram construir outros; mas os elevados custos, a desorganização e sobretudo a resistência em deitar fora milhares de tanques que tanto tinham custado à Itália construir, impediram essa modernização ser levada a cabo de forma rápida.&lt;br /&gt;Entretanto, Mussolini que desconfiava de Hitler, acabou por se deixar atrair por uma coligação por este, dada as promessas que lhe eram feitas formando o Eixo, mas sem se comprometer a uma guerra (o que o tornou muito popular no seu país, e admirado pelos seus supostos adversários). De facto Mussolini sabia que a Itália não estava preparada para a guerra moderna, e o plano de rearmamento só estaria pronto (na melhor das hipóteses) em 1943.&lt;br /&gt;Com a campanha fulgurante de Hitler em França, Mussolini decidiu arriscar e declarou guerra aos aliados (perdendo o dinheiros dos turistas e divisas congeladas nesses países).&lt;br /&gt;O plano de ataque à Grécia foi mal concebido e pior executado (para começar, a Itália atacou com menos efectivos do que dispunham os gregos, num território desconhecido), e não ter perdido a Albânia foi uma sorte; os alemães acabaram por resolver a situação.&lt;br /&gt;Para o mau desempenho das tropas italianas contribuiu o facto do governo dar provas de oportunismo político, arranjando inimigos conforme as ocasiões, o que fazia com que os soldados não conseguissem entusiasmar-se pelo combate. As tropas não recebiam qualquer treino de combate com fogo real (as munições e combustível eram caros), de modo que muitos oficiais e soldados disparavam pela primeira vez na vida quando entravam em combate (e os mais velhos tinham-no feito só na grande guerra).&lt;br /&gt;Os capítulos seguintes tratam dos combates no norte de africa. Os italianos a partir da Líbia atacaram com o objectivo de conquistar o Egipto. O momento era perfeito (os ingleses tinham enviado as suas melhores tropas para a Grécia) e a fraqueza dos tanques italianos era compensada pela superioridade numérica e conseguiram chegar à fronteira. Só que aí, o comandante italiano (Grazianni) decidiu parar para não entrar numa guerra de atricção (apesar de ter uma vantagem numérica de homens de 1 para 10); apesar de Mussolini lhe exigir que avançasse, não o fez. Quando os ingleses foram reforçados, contra-atacaram. E levaram tudo pela frente; destruíram os tanques italianos e anti-tanques (havia anti-tanques que disparavam a poucas dezenas de metros tiros directos, sem consequências para os carros ingleses). Quando tudo parecia perdido, Hitler enviou Rommel, que reverteu a situação.&lt;br /&gt;Ora o autor indica que a modernização das forças italianas começaram também a dar os seus frutos na época de Rommel; começaram a ser enviados tanques com verdadeiros canhões (de 47 mm) como o M13/40 em grandes quantidades e não a conta-gotas. Apesar de terem pior blindagem e armamento que os seus equivalentes os italianos passaram a utilizar um recurso eficaz: avançar o mais depressa possível para ao adversário, anulando essas vantagens e beneficiando do apoio inter-armas. Mais tarde outros tanques ainda melhores (mas sempre piores que os dos seus adversários) foram sendo enviados.&lt;br /&gt;Apesar da performance das divisões italianas ser muito inferior às suas congéneres alemãs, acabaram por ser melhor do que lhe é atribuído; o seu ratio de perdas/danos foi igual à dos seus adversários (mesmo quando estes já dispunham de Shermans e os italianos ainda combatiam com M13/40). Para isso contribuiu quer as tácticas já indicadas, a superior experiência das suas tripulações (que combatiam sem parar ao contrário das aliadas, que eram substituídas), o uso de ataques de flanco, camuflagem e serviços de informação que por vezes eram superiores aos alemães.&lt;br /&gt;O autor considera que as forças italianas no período de Rommel (que os aproveitou ao máximo, permitindo quer tivessem resultados muito melhores do que com o seu próprio comando) e portaram-se muito bem dadas as circunstâncias, e não poderiam ter feito mais. Mas que o governo italiano esse sim, poderia ter feito as coisas de forma diferente. Concentrando os seus recursos no norte de Africa, em vez de enviar centenas de milhares de homens e centenas de tanques e aviões para a Rússia, onde nada contribuíram; a apoiar Rommel, poderiam ter alterado o resultado da campanha do médio oriente (mas não da guerra em si, já que a sorte se jogou na frente de leste).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-6730720863335420253?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/6730720863335420253/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=6730720863335420253' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/6730720863335420253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/6730720863335420253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2007/09/iron-hearts-iron-hulls.html' title='Iron Hearts, Iron Hulls'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-2976922367307002941</id><published>2007-08-20T13:08:00.000+01:00</published><updated>2007-08-20T13:16:30.899+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Guns, Germs and steel-VI&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Num outro capítulo, é-nos apresentada uma verdadeira surpresa (mais uma de várias): ficamos a saber que a africa subsariana era na maioria povoada não pelos actuais africanos mas por pigmeus e Khoisian (são de pele negra mas as semelhanças ficam-se por aqui, já que a aparência e cultura são muito diferentes)), e quem sabe por outros grupos culturais que desapareceram. Entretanto um grupo, os nigerio-congo que são os antepassados dos modernos africanos sub-sarianos por razões variadas (demográficas, técnicas, enfim o costume) espalhou-se e foi absorvendo/conquistando/fundindo-se (conforme as situações) com as populações pré-existentes (embora ainda sobrevivam outras populações, com outras línguas em zonas diferentes, mas em situação claramente minoritária). O mesmo que se passara na Europa. O norte e leste de africa continuou a ser povoado por falantes de línguas africano-semitas, e Madagáscar por austranésios que tinham aí chegado na altura da sua expansão.&lt;br /&gt;O resto do livro acaba por ser um resumo da obra.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-2976922367307002941?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/2976922367307002941/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=2976922367307002941' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/2976922367307002941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/2976922367307002941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2007/08/guns-germs-and-steel-vi-num-outro.html' title=''/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-3650936951008912923</id><published>2007-08-09T10:12:00.000+01:00</published><updated>2007-08-10T09:39:34.165+01:00</updated><title type='text'>Guns, Germs and Steel-V</title><content type='html'>Um outro capítulo interessante é o de “como os chineses se tornaram chineses”. Aí ficamos a saber que todo o sudeste asiático e ilhas até à Oceânia eram até há uns 10000 anos atrás povoados por povos de tez mais escura (que se podem considerar aparentados aos indígenas da Papua Nova Guiné e austrália). Chamemos-lhes aborígenes. A arqueologia indica que viviam da caça e recolecção, em grupos de pequena dimensão.&lt;br /&gt;Há uns milhares de anos atrás (cerca de 4000 antes de Cristo? Talvez antes?), grupos de asiáticos (que vamos chamar de austronésios que são os antepassados dos Filipinos, indonésios e polinésios) vindos do sul da china espalharam-se lentamente pelo sudeste asiático e ilhas. Como já tinham a agricultura, domesticação de alguns animais e ferramentas mais desenvolvidas, movimentavam-se em grupos maiores e assim puderam absorver/destruir parte dos povos aborígenes que foram encontrando. Entretanto outros grupos como os austroasiaticos (que inclui os Khmers e vietnamitas), os Thai e muitos outros vindos do norte da china (que falavam diversas línguas não aparentadas entre si) ainda mais desenvolvidos espalharam-se também pelo sul da China e conseguiram absorver/destruir os austronésios que encontraram. Por sua vez, um outro grupo no norte da China que podemos chamar de chineses propriamente ditos, começaram a criar estado organizados, desenvolvendo armas de bronze e depois ferro, criaram cavalos, desenvolveram a escrita, cidades, fortalezas, cortes, enfim tudo o que associamos à china, começaram depois de 1000 AC a conquistar o sul da China. Esses diversos reinos Chineses descreviam os do sul (constituídos por austronésios/asiáticos) como selvagens que viviam primitivamente, tatuavam-se e não tinham estados organizados. Os austronésios acabaram por desaparecer na China e sudeste asiático (no sul da china os austronésios foram absorvidos culturalmente, mas do ponto de vista físico deixaram marcas, havendo uma diferença entre os habitante do norte e sul da china, resultando da fusão de chineses do norte com austronésios, austroasiaticos e outros) e só conseguiram sobreviver nas ilhas da Ásia e oceânia (numa vasta área, que vai de Taiwan até à ilha da Páscoa, passando por Madagáscar); os austroasiaticos e afins espalharam-se pelo sudeste asiático onde ainda vivem actualmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os aborígenes? Alguns conseguiram sobreviver na Malásia e Filipinas em pequenos grupos, na Nova Guiné (onde são a maioria) e na Austrália (onde são uma minoria, mas aqui o problema foi a colonização branca).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-3650936951008912923?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/3650936951008912923/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=3650936951008912923' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/3650936951008912923'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/3650936951008912923'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2007/08/guns-germs-and-steel-v.html' title='Guns, Germs and Steel-V'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-1144153239532062271</id><published>2007-08-02T13:44:00.000+01:00</published><updated>2007-08-02T13:50:23.919+01:00</updated><title type='text'>A História de Genji-final</title><content type='html'>Terminei este verão a leitura do romance "A história de Genji", que vou resumir agora.&lt;br /&gt;A mulher que dá um filho a Genji (a jovem Akashi), tem como principal dote saber usar o Koto (uma espécie de guitarra) de forma exímia; o mesmo com sawflower. Murasaki não tem qualquer capacidade especial (por culpa de Genji que reconhece que falhou na sua educação) mas é bonita.&lt;br /&gt;Quando chega a vez de escolher uma nova imperatriz, é feito um concurso de pintura, em que facções rivais se disputam (cada facção tem de num prazo limitado perante uma assembleia de pintar temas de livre escolha); a facção vencedora é a de Genji (contra Tono) e é a filha de Genji (a jovem Akashi) que é escolhida como nova imperatriz. Aliás, a avó materna da jovem Akashi é considerada um paradigma da sorte: mulher de um vice-governador sem importância, tornou-se monja juntamente com o marido numa zona longínqua, sem perspectivas para a filha, quando esta se torna concubina da pessoa mais poderosa do país, e eles acabam por tornar-se avós de uma imperatriz e bisavós de príncipes imperiais.&lt;br /&gt;Outras amadas de Genji sabem bem escrever quer na forma (a caligrafia em si é uma arte para os japoneses), quer no conteúdo (as missivas nunca são feitas descrevendo algo directamente, mas sempre com recurso a poemas, que são extremamente crípticos para ocidentais).&lt;br /&gt;A vida de Genji segue como sempre: festas, concursos de poesia, de caligrafia e pintura e um ocasional flirtanço. Até que o seu irmão o imperador retirado Suzuku que tem uma especial predilecção por uma das filhas (a terceira princesa) e decide arranjar-lhe um marido. O problema é quem? Como a sua mãe não era uma pessoa importante, não haveria ninguém na corte para apoia-la. Mesmo assim vários candidatos apresentam-se imediatamente, nomeadamente um dos filhos de Tono (Kashiwaga), mas Suzuku decide convencer o seu irmão a Genji a casar com ela. Genji sabe que isso irá desagradar a Murasaki (afinal uma princesa imperial tem sempre estatuto e poderia servir de rival) mas decide seguir em frente e casar com a sobrinha. Murasaki mantém as aparências e faz boa cara, mas as restantes esposas de Genji não são tão amáveis, pois devem muito a Murasaki e ignoram como será a nova esposa. Esta acaba por viver em semi-reclusão de algum modo infeliz. E é aí que entra em jogo Kashiwaga: este que acabara por casar com uma irmã da terceira princesa (a segunda princesa) como prémio de consolação, mas não a esquece e depois de várias artimanhas, consegue entrar no palácio de Genji e viola-a. Ela nada pode dizer, pois mesmo forçada ficará mal vista; ele sente remorsos (por ter enganado Genji, não pela violação), escreve-lhe e essa correspondência acaba por cair nas mãos de Genji (que fica espantado por os textos serem tão directos e comprometedores, coisa que ele nunca fazia). Embora desagradado, quer acima de tudo manter as aparências (o escândalo danificaria as suas relações com os Fujiwara e o Suzuku) e embora nasça uma criança, ele acaba por se ligar ao bebé. Ele acaba por encarar toda a situação com fatalidade, pois relembra-se do que sucedera anos antes com Fujitsubo.&lt;br /&gt;A acção vai a partir daí passar de Genji para outras personagens (que entra na sombra e torna-se cada vez mais melancólico, sobretudo depois da morte de Murasaki): Kashiwaga, Yugiri e outros da geração seguinte, em diversos capítulos, até que Genji morre.&lt;br /&gt;Kashiwaga morrera de depressão, e Yugiri que fora seu amigo (e acabar por descobrir a história do amigo), apoia a viúva do amigo; com o tempo apoia-a financeiramente, mas portando-se sempre de forma impecável, não levantando a mínima suspeita; um dia tenta violá-la, mas ela corre depressa e fecha-se num quarto. Ele não se demove e consegue que ela fique isolada de amigos sendo obrigada a viver como sua concubina (com a aprovação da família de Tono, que tem menos um encargo financeiro com que se preocupar).&lt;br /&gt;Esta nova geração é nas aparências menos estouvada do que a precedente, e sendo menos glamorosa, tem de recorrer a diversas artimanhas para conseguir conquistaras as mulheres, mas são também personagens mais realistas e menos idealizadas.&lt;br /&gt;Passam diversos anos e seguem-se as aventuras do suposto filho de Genji (Kaoru) e o neto Niou (que é príncipe imperial). Estes são amigos e descobrem que um outro príncipe irmão de Genji vive retirado na pobreza (de acordo com os seus padrões) e como descobrem que são bonitas e tocam bem o koto, tentam convencer o príncipe a dar-lhes as filhas em casamento (partilhando-as entre si por acordo), mas ele morre sem consentir.&lt;br /&gt;Niou viola uma delas (casando mais tarde com ela) e a outra morre de depressão. Kaoru que fica desgostoso pela morte da jovem que lhe estava destinado e apaixona-se pela jovem que ficara com o seu amigo; como estabelecer relações com ela é complicado, acaba por descobrir uma terceira irmã (não reconhecida), que vive na província. Ele tenta casar com ela, leva-a para uma casa, mas Niou interessa-se por ela e ela dividida entre dois amores (acabando por fazer amor com Niou sem grandes alternativas, quando Kaoru nunca a obrigara a nada) atira-se ao rio. Ambos os amigos ficam desgostosos, mas descobre-se mais tarde que a jovem sobreviveu e fica a viver num mosteiro. Kaoru tenta que ela volte para ele mas ela recusa e assim termina a história.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-1144153239532062271?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/1144153239532062271/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=1144153239532062271' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/1144153239532062271'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/1144153239532062271'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2007/08/histria-de-genji-final.html' title='A História de Genji-final'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-5274659293694539045</id><published>2007-06-01T15:49:00.000+01:00</published><updated>2007-06-01T16:16:05.442+01:00</updated><title type='text'>Guns, Germs and Steel-IV</title><content type='html'>Como o João Moutinho referiu, o facto de a eurasia se estender em milhares de kilómetros de oeste a este, foi outra vantagem. As plantas podiam ser transportadas na mesma latitude e espalhar-se sem problemas de adaptação por extensas zonas. Ora na américa isso é impossível: uma planta ou animal criado nos andes, um pouco mais a norte onde o clima é muito mais quente, demoraria extenso tempo a adaptar-se; uma planta cultivada na california não se poderia ser cultivada a lestem pois aí o clima é desertico e os povos aí existentes não lhe dariam qualquer uso; deste modo nunca a passariam para os povos que estavam a leste em zonas mais férteis, que teriam de aprender por sua própria conta. Este isolamente devido aos climas e diferenças geogáficas, reduzia mais a possibilidade de evolução, pois cada zona tinha de inventar tudo, sem beneficiar das descobertas de outros povos.&lt;br /&gt;Algo semelhante se passou com a escrita: na eurásia foi inventada pelo menos pelos sumérios, egipcios (embora o egipto faça parte de africa, tal como o norte de africa, forma uma zona distinta do centro e sul), Índia e China. Todas estas zonas tinham a particularidade de terem sociedades fortemente hierarquizadas, com parte da população que não se dedicava a funções produtivas do sector primário (artesãos, funcionários, nobres, sacerdotes); as necessidades administrativas obrigaram a inventar sistemas de registo que partindo de formas muito simples (um símbolo fácil de de compreender traduzia uma palavra ou ideia), que se foram tornando mais abstractos. Esses sistemas foram difundidos, copiados, alterados e simplificados ou complicados conforme os povos por onde se espalhavam. Na américa a escrita foi inventada pelos olmecas no actual méxico, e de uma maneira ou de outra foi sendo transmitida até aos aztecas na zona da américa central; em nenhuma outra zona da américa foi inventada a escrita, dado que os povos que rodeiavam a meso-américa viviam em sistemas políticos mais simples que não necessitavam da escrita ou tendo culturas mais sofisticas, não beneficiaram do conhecimento de outros devido ao seu isolamento (ao contrário do que sucedeu na eurásia). Apenas os incas utilizaram um sistema de registar dados através de fios (os Quipus), mas cujo funcionamento é ainda um mistério.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-5274659293694539045?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/5274659293694539045/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=5274659293694539045' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/5274659293694539045'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/5274659293694539045'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2007/06/guns-germs-and-steel-iv.html' title='Guns, Germs and Steel-IV'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-8209096035381013801</id><published>2007-04-23T17:04:00.000+01:00</published><updated>2007-04-23T17:13:20.422+01:00</updated><title type='text'>Guns, germs and steel-III</title><content type='html'>Bem, no livro Guns, Germs and Steel, o autor foca nos capítulos seguintes a importância da distribuição geográfica de animais e plantas passíveis de serem facilmente domesticados: a zona do crescente fértil por estar numa zona central da eurásia (que é uma massa de terra enorme) estava em vantagem em relação a outras zonas de clima semelhante noutras zonas do globo, pois teria forçosamente maior diversidade e quantidade de plantas/animais (por exemplo, o milho que é das plantas mais conhecidas, demorou milhares de anos a conseguir crescer de forma a tornar-se aceitável para se tornar a planta principal de cultivo dos índios, que tiveram de cultivar outras coisas antes em regime semi-nómada; no crescente fértil, os primeiros agricultores tinham logo acesso a trigo, centeio e cevada que lhes dava elevado rendimento (quer em quantidade quer a nível nutricional) e permitiu dar o salto rápido. O mesmo se passava com os animais: o lama, o único animal de maior porte domesticável nos andes não se compara em força a um boi ou um cavalo o que impedia o trabalho de muitas das terras (e respectivo crescimento populacional); no crescente fértil também existia um grande número de animais disponíveis para servir de alimento (porco, vaca, galinha, vaca, ovelha) que fornecem um maior número de proteínas. Só esses factores garantiam que a zona do crescente fértil ( e civilizações por ela influenciadas) possuía uma vantagem de milhares de anos no desenvolvimento civilizacional (o que quer dizer que os habitantes do Peru ou da Nova Guiné, poderiam ter chegado ao nível das civilizações do ocidente ou algo equivalente, desde que lhes dessem mais alguns milhares de anos suplementares). E o autor recusa que os habitantes da eurásia fossem culturalmente mais disponíveis à mudança que os de outras zonas: os índios usaram imediatamente o cavalo assim que puderam, os africanos sub-saharianos o gado bovino quando puderam: se eles não domesticaram nenhuma espécie indígena, foi porque nem todas espécies de animais em estado selvagem podem ser domesticados como espécie (uma coisa é transformar uma hiena individual em bicho de estimação, outra é tentar transformá-lo num substituto do cão, coisa que não resulta).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-8209096035381013801?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/8209096035381013801/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=8209096035381013801' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/8209096035381013801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/8209096035381013801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2007/04/guns-germs-and-steel-ii-bem-no-livro.html' title='Guns, germs and steel-III'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-2645549030028780911</id><published>2007-04-04T09:20:00.000+01:00</published><updated>2007-04-04T09:32:47.719+01:00</updated><title type='text'>Como destruír os amigos e ajudar os inimigos</title><content type='html'>Quando os franceses se estabeleceram na américa do norte, eles utilizaram métodos muito diferentes dos espanhois. Eles decidiram que os indios iriam ser integrados como franceses, não devendo demorar muito tempo, dado que consideravam que os indígenas iriam receber de braços abertos uma civilização tão superior; como o objectivo era assimilá-los, não fazia sentido, conquistar/confiscar as terras. Mas as coisas não correram como previsto...&lt;br /&gt;Em meados do séc. XVII os franceses escolheram determinadas tribos como parceiros privilegiados para o comércio (sobretudo os hurons), e enviaram grupos de Jesuitas para os converter. Mas rapidamente entraram em conflito com os xamãs locais; os Jesuitas pretendiam que os novos convertidos deixassem as tribos e vivessem como os brancos (deixando em participar em todas as cerimónias vistas como pagãs, mas que serviam para solidificar os laços tribais); isso irritou os chefes locais; a política de casamentos entre franceses e índias não deu grandes frutos, dado que as índias só se casavam quando o marido estava em condições de as sustentar pela caça, e os franceses dedicavam-se ao comércio o que os tornava dependentes dos índios para o fornecimento de víveres. Quando se começaram a propagar diversas doenças, a que acrescido das divisões entre assimilados e não assimilados, os iroqueses (inimigos de hurons e franceses) aproveitaram para atacar, não podendo os franceses que eram em escasso número ajudar os seus aliados que foram destroçados. Na segunda metade do séc. XVII, os franceses repetiram a mesma política de ajuda a outra tribo, a dos Ilinois, com o mesmo resultado. Os franceses decidiram então mudar de táctica, e passaram a usar as suas forças em pequenos grupos de guerrilha que atacavam de surpresa os iroqueses até que estes foram obrigados a pedir paz e estabeleceram-se novas relações.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-2645549030028780911?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/2645549030028780911/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=2645549030028780911' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/2645549030028780911'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/2645549030028780911'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2007/04/como-destrur-os-amigos-e-ajudar-os.html' title='Como destruír os amigos e ajudar os inimigos'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-2454033308572493537</id><published>2007-03-16T09:41:00.000Z</published><updated>2007-03-16T09:47:31.404Z</updated><title type='text'>Capacetes</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;Francês:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.surplusandadventure.com/ishop/images/800/thumbnail/t_helmet_french_ww2.jpg"&gt;http://www.surplusandadventure.com/ishop/images/800/thumbnail/t_helmet_french_ww2.jpg&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alemão:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.germaniainternational.com/images/standardwaffss35stylerolled10.jpg"&gt;http://www.germaniainternational.com/images/standardwaffss35stylerolled10.jpg&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-2454033308572493537?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/2454033308572493537/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=2454033308572493537' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/2454033308572493537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/2454033308572493537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2007/03/capacetes.html' title='Capacetes'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-7052191576243958361</id><published>2007-03-13T16:33:00.000Z</published><updated>2007-03-13T16:36:10.786Z</updated><title type='text'>Diferenças</title><content type='html'>Os capacetes franceses usados em 1940 tinham um design feito pelos melhores artistas da época. Os capacetes alemães tinham sido concebidos por médicos para limitar os danos. Toda a diferença entre os 2 exércitos (e resultados em batalha) resumem-se bastante bem aqui.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-7052191576243958361?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/7052191576243958361/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=7052191576243958361' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/7052191576243958361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/7052191576243958361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2007/03/diferenas.html' title='Diferenças'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-6601783154327210985</id><published>2007-02-22T14:38:00.000Z</published><updated>2007-02-22T14:42:26.168Z</updated><title type='text'>Guns, germs and steel-II</title><content type='html'>Os capítulos seguintes do livro são dedicados à agricultura. Para esta começar, são necessárias determinadas condições (a existência de plantas adequadas ao cultivo, de um solo fácil de plantar com ferramentas rudimentares e climas favoráveis), que se encontraram junto a grandes rios em zonas tropicais ou sub-tropicais: Egipto, Mesopotânia, China, Índia, México. Mas o autor depois coloca uma questão: não tendo os bandos de caçadores recolectores qualquer experiência sobre o assunto, o que os levaria a desistir da sua vida nómada e andar a fazer experiências? &lt;br /&gt;São apresentados diversos exemplos de economia intermédia, ainda actualmente existentes. Existem povos, que ao verem as plantas crescerem, tratam delas, eliminam ervas daninhas, adubam-nas, mas não as plantam; outros que se limitam a plantar mas nada mais fazem até à altura da colheita, podendo residir aí, ou continuar com as suas deambulações. Diversos povos nómadas devem ter começado a recorrer a uma proto-agricultura que se limitava a ser mais um elemento da sua dieta. Depois poderão ter sucedido duas coisas diferentes que justifiquem um aumento da população: ou devido à abundância de alimentos própria do paleolítico superior/inícios do neolítico a população foi aumentando até que provocando uma diminuição da fauna selvagens o homem teve de recorrer cada vez mais à agricultura não podendo voltar ao seu estilo de vida anterior, ou pelo contrário, o uso da agricultura possibilitou logo um aumento da população (devido à disponibilização de maior quantidade segura de alimentos). Ou seja, na hipótese um, deu-se primeiro um aumento da população e a agricultura foi a solução adoptada para manter o nível populacional, na segunda hipótese foi a própria agricultura que possibilitou esse aumento.&lt;br /&gt;A agricultura em relação à caça-recolecção tem vantagens e desvantagens. A área utilizada para cultivo é muito menor do que a necessária para andar a recolher plantas e animais selvagens, possibilitando um enorme crescimento populacional; as mães também podem ter filhos a um ritmo superior (para nómadas, só é possível ter um novo filho, quando o anterior já andar e se desenrascar razoavelmente); com um maior número de pessoas e de reserva de alimentos é possível a criação de profissões especializadas que criarão novas ferramentas mais sofisticadas (artesãos) e a existência de classes não produtivas (nomeadamente comerciantes, escribas, sacerdotes e nobres) e a criação de reservas de alimentos para os maus anos. Em compensação, o número de horas destinadas ao trabalho agrícola é muito superior, a excessiva especialidade de produção de alimentos pode conduzir a dificuldades no caso de uma má colheita.&lt;br /&gt;Ora se os povos agrícolas ficam em vantagem competitiva contra os caçadores-recolectores (que desaparecem, são integrados na nova economia ou ficam reduzidos a zonas isoladas), o mesmo não se passa com os povos que se dedicam à criação de gado; não atingindo um nível de sofisticação tão elevado como os agricultores, conseguem ter as vantagens de ambos os povos (mobilidade, diversidade de dieta, relativa especialização da sociedade reserva de alimentos); desde que o seu gado não seja atingido, se houver dificuldade só se tem de mudar. Dado o seu tipo de vida, estão normalmente bem adaptados a conflitos, sendo toda a população mobilizável. No entanto costumam estar divididos entre tribos que entram em conflito entre si, e apesar de alguns conquistadores bem sucedidos (Atila e Gengis Khan são os mais famosos), na maioria das vezes não tem hipóteses de conquistar os povos sedentários que possuem efectivos muito superiores (a não ser que estes estejam também divididos e enfraquecidos por epidemias e guerras).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-6601783154327210985?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/6601783154327210985/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=6601783154327210985' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/6601783154327210985'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/6601783154327210985'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2007/02/guns-germs-and-steel-ii.html' title='Guns, germs and steel-II'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-116974876772606393</id><published>2007-01-25T18:09:00.000Z</published><updated>2007-01-25T18:14:19.050Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://www.cienciahoje.pt/files/17/17421.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 160px;" src="http://www.cienciahoje.pt/files/17/17421.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1283363"&gt;A.H. de Oliveira Marques, 1933-2007&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-116974876772606393?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/116974876772606393/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=116974876772606393' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/116974876772606393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/116974876772606393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2007/01/blog-post.html' title=''/><author><name>Jorge Palinhos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-116782674008555044</id><published>2007-01-03T12:15:00.000Z</published><updated>2007-01-03T12:19:00.086Z</updated><title type='text'>O fim</title><content type='html'>O imperador Sun Hao (242-284) da dinastia Wu, subiu ao trono depois de um golpe que afastou do trono o legítimo herdeiro do trono, um primo que era ainda criança. Dos vários reinos em que a China poucos anos antes estava dividida, todos tinham sido conquistados sucessivamente pelos Jin; Sun Hao sabia que era apenas uma questão de tempo até chegar a sua vez. E então decidiu viver como quem não tinha amanhã: um dos seus ministros criticou-o porque enquanto que os seus antecessores tinham haréns de pouco menos de 100 mulheres (o que era razoável), Sun tinha um harém de 1000 (mais a respectiva criadagem e eunucos para tomar conta de isso tudo). &lt;br /&gt;Para arranjar dinheiro os impostos tiveram de ser aumentados, levando a revoltas e execuções em massa para "acalmar" a situação. O inevitável sucedeu, e os Jin conquistaram os Wu. Mas os Jin foram miseriordiosos: Sun Hao tal como os restantes soberanos derrotados pelos Jin, recebeu um pequeno território para governar como súbdito da nova dinastia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-116782674008555044?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/116782674008555044/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=116782674008555044' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/116782674008555044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/116782674008555044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2007/01/o-fim.html' title='O fim'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-116773977144105639</id><published>2007-01-02T12:08:00.000Z</published><updated>2007-01-02T12:09:31.466Z</updated><title type='text'>Etheocretenses</title><content type='html'>Herodoto no seu livro VII e Estrabão no livro 10 referem os ethocretenses (verdadeiros cretenses). Eram apresentados como os habitantes originais da ilha de Creta (vivendo no séc. V AC unicamente no interior da ilha), falando uma língua que não era grega. Ora descobertas arqueológicas no séc. XX mostraram inscrições na zona onde tinham vivido os ethocretenses utilizando o alfabeto grego, mas numa língua não indo-europeia (ainda não decifrada). A teoria que tem mais aceitação é de que os ethocretenses seriam descendentes dos construtores de palácios do período minoico e que se teriam refugiado no interior por altura das invasões dóricas; aí teriam sobrevivido mantendo uma cultura cada vez mais helenizada (mas mantendo traços originais e a língua própria), até que se teriam extinto no início do período romano.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-116773977144105639?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/116773977144105639/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=116773977144105639' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/116773977144105639'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/116773977144105639'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2007/01/etheocretenses.html' title='Etheocretenses'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-116730659861490812</id><published>2006-12-28T11:43:00.000Z</published><updated>2006-12-28T11:49:58.630Z</updated><title type='text'>Línguas semitas</title><content type='html'>As línguas semitas fazem parte de um grupo mais vasto, aparentado com línguas da Africa oriental (desse grupo fazia parte o antigo egípcio). Desconhece-se de onde vieram os semitas (Ásia? Africa?). A partir do 3º milénio, foram lentamente aparecendo diversos povos na mesopotâmia (povoada anteriormente pelos sumérios de origem desconhecida) que falavam línguas semitas: os amorreus, os acádios, só para citar alguns dos mais importantes. Lentamente o acádico foi substituindo todas as línguas que aí existiam, até que por sua vez os aramaicos surgiram e acabaram por impor a sua língua (estes processos deram-se numa uma lenta aculturação feita a partir das elites e não propriamente por imposição pelo uso das armas).&lt;br /&gt;O aramaico entretanto foi-se expandindo até se tornar a língua mais falada no médio oriente (até ao período árabe), desde a fronteira egípcia até territórios dominados pelos persas. Obviamente uma língua falada num período tão vasto (1500 aC até 700 dC)e em zonas tão dispares tinha de sofrer modificações, de modo que o aramaico se dividiu em diversas línguas (de que sobreviveram algumas ainda actualmente). Não foi afectado pelo grego, nunca tendo os soberanos helenísticos ou romanos conseguido substituir a língua.&lt;br /&gt;Outra língua semita é o árabe: de facto, existiam diversas línguas e dialectos árabes mas uma delas por ser a língua em que foi registado o corão (o chamado árabe clássico) conseguiu impor-se e levou à quase extinção das outras. Com a conquista muculmana, o árabe acabou por substituíro aramaico como língua falada pela maioria dos habitantes do médio oriente, conseguindo-se expandir para além dessa área. Apesar das diferenças regionais que acabaram por surgir, a existência de um livro sagrado de gramática fixa de leitura obrigatória (nem que seja para as classes cultas), consegue manter uma certa inteligibilidade entre as variantes do árabe dos vários países (fenómeno que não se deu com o latim). Acabou por dar origem a outras línguas como o maltês (ou deixar uma marca profunda nomeadamente nas línguass da península ibérica ou na Sicília).  &lt;br /&gt;O hebraico é uma língua semita aparentada com o fenício. Impôs-se por volta do ano 1000 aC na palestina, mas as guerras e deportações com os assírios/babilónios levou a que a língua fosse lentamente substituída pelo aramaico (sobrevivendo como língua litúrgica e influenciando as línguas faladas pelos judeus, quaisquer que fossem). Só foi recuperada como língua oficial de um estado no século XX com Israel.&lt;br /&gt;Uma menção especial para o fenício: este povo de mercadores criou o primeiro alfabeto e conseguiu que a sua língua sobrevivesse até à conquista árabe.&lt;br /&gt;Ainda existem diversas línguas semitas no chamado "corno de AFrica" que são faladas por milhões de pessoas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-116730659861490812?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/116730659861490812/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=116730659861490812' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/116730659861490812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/116730659861490812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2006/12/lnguas-semitas.html' title='Línguas semitas'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-116723218440726337</id><published>2006-12-27T15:05:00.000Z</published><updated>2006-12-27T15:09:44.446Z</updated><title type='text'>Guns, germs and steel-I</title><content type='html'>Ofereceram-me este natal o livro “Guns, Germs, and Steel”. Foi escrito por um biólogo (entre outras coisas) que decidiu investigar sobre as razões do sucesso da civilização ocidental (Europa e EUA). A sua abordagem é original: em vez de estudar os europeus, estuda todos os povos não europeus para chegar a conclusões. Ainda vou no início do livro, mas vou já apresentar algumas ideias (o que estiver a negrito é meu). &lt;br /&gt;O autor dá uma enorme importância aos factores geográficos que condicionam (quase que diria que determinam) as hipóteses de sucesso de um povo criar uma civilização tecnologicamente avançada (leia-se: fortemente hierarquizada, com agricultura e criando máquinas). Outro factor que ele considera é o do tempo de colonização: um território povoado há mais tempo terá na teoria uma vantagem por ter um maior número de pessoas que possibilitarão mais inovações &lt;strong&gt;(só que isso só se aplica depois da descoberta/invenção da agricultura há cerca de 11.000 anos, anteriormente o uso da caça recolecção por todos os povos garantia uma certa igualdade de condições). &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Examinando os continentes, a Austrália estava em clara desvantagem: tendo uma massa de território pequeno, ainda por cima a maioria é deserto, suportando uma população ínfima. A Africa estava em vantagem: possui uma maior massa e um povoamento muito anterior (sendo o berço da humanidade). Simplesmente o sul do sahara estava quase isolado dificultando a transmissão de inovações, e os vários acidentes geográficos (rios e florestas quase intransponíveis levavam a que quaisquer reinos que se fundassem não pudessem expandir-se muito ou entrar em contacto em sí, impedindo também a transmissão de conhecimentos).&lt;br /&gt;A América tendo uma clara massa maior (mais do dobro) estava em vantagem devido à possibilidade da formação de várias civilizações. Nesse aspecto a eurásia é a que possui mais vantagens: a sua vastidão é tão grande (além de ainda estar em contacto com o norte de africa) que obrigatoriamente teria um maior número de pessoas. Possuía outra notável vantagem: em climas tão diferentes, tinha diferentes espécies de animais que poderiam ser domesticados quando fosse inventada a agriculta e que estando familiarizados com o homem fugiam-lhe para evitar ser caçados no paleolítico até que no neolítico o homem recorreu a eles aumentando a sua força de trabalho, (enquanto que na América e Oceânia, todos os animais de grande porte passíveis de domesticação foram rapidamente exterminados provavelmente pelos humanos assim que estes apareceram, dado que não conhecendo o homem não tinham técnicas de fuga); assim mal começou o neolítico, mesmo que diferentes continentes tivessem a agricultura, já existiam povos em clara vantagem em relação a outros (mesmo que isso não fosse visível de imediato). &lt;br /&gt;Em seguida o autor estuda a Oceânia. Vemos como os povos polinésios (de origem comum, agricultores com alguma estratificação social) povoaram uma extensão de ilhas que se estendia por vários milhares de km. Tendo enfrentado meios muito diferentes, tiveram de se adaptar. Nas ilhas Chathan (sul da Nova-Zelândia) tendo um clima sub-artico tiveram de reverter para a caça-recolecção; tendo um povoamento muito esparso de poucas dezenas de pessoas por grupo, os moriori recorriam a negociações para resolver as disputas entre grupos. No outro extremo os maoris da nova-zelândia, tendo agricultura e uma sociedade fortemente hierarquizada usavam a guerra como meio de resolução de conflitos (e em 1830 uma frota de canoas maoris atacou e conquistou os morioris, liquidando a sua identidade como povo independente, actualmente apenas existem descendentes mistos). No Havai formaram-se mesmo pequenos impérios que se estendiam por ilhas a centenas de km umas das outras, tendo a maioria da população que se dedicava à agricultura intensiva, possuindo artesãos especializados, castas de sacerdotes, chefes e guerreiros hereditários, e construindo grandes monumentos funerários, o que os assemelhava aos impérios da antiguidade. Não possuíam a escrita (mas que se poderia ter vindo a desenvolver) e não tinham o acesso a metais (utilizando outros substitutos de pedra); simplesmente a tardia colonização e desenvolvimento desses estados na Oceânia (depois de 500) levou à sua fácil conquista pelos países da Europa que já tinham vários milhares de anos de avanço (a um ritmo bem mais lento). &lt;br /&gt;Finalmente, é apresentada a conquista do México e do Peru pelos espanhóis: porque é que grupos constituídos por poucas centenas de homens conseguiram conquistar impérios tão vastos? A resposta aqui é mais tradicional. O Peru sofrera uma guerra civil, os aztecas estavam à espera de um deus, os espanhóis tinham armas muito mais avançadas (aço e cavalos). Mas outro factor é também importante: nenhum dos soberanos indígenas acreditava que pudessem ser derrotados por exércitos tão minúsculos, de modo que se apresentaram em pessoa perante os conquistadores; estes pelo contrário tinham na sua bagagem cultural histórias de pequenos exércitos que venciam hordas inumeráveis e arriscaram. Existia assim uma diferença do maior número de experiências e contactos entre povos diferentes que dava aos espanhóis um maior leque de soluções.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-116723218440726337?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/116723218440726337/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=116723218440726337' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/116723218440726337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/116723218440726337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2006/12/guns-germs-and-steel-i.html' title='Guns, germs and steel-I'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-116678215855173791</id><published>2006-12-22T09:57:00.000Z</published><updated>2006-12-22T10:09:50.940Z</updated><title type='text'>Feliz Natal</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.gfmer.ch/Art_for_Health/Images/Italian_Renaissance/P_Francesca_Nativity.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px;" src="http://www.gfmer.ch/Art_for_Health/Images/Italian_Renaissance/P_Francesca_Nativity.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Venho desejar a todos um Feliz Natal e um próspero ano novo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-116678215855173791?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/116678215855173791/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=116678215855173791' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/116678215855173791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/116678215855173791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2006/12/feliz-natal.html' title='Feliz Natal'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-116670996607094764</id><published>2006-12-21T13:59:00.000Z</published><updated>2006-12-21T14:06:06.190Z</updated><title type='text'>A dança macabra</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.istrianet.org/istria/architecture/churches/beram/images/dance-sl38a.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px;" src="http://www.istrianet.org/istria/architecture/churches/beram/images/dance-sl38a.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O comet’inganni&lt;br /&gt;Se pensi che gl’anni&lt;br /&gt;Non hann’da finire,&lt;br /&gt;Bisogna morire&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Como estás enganado &lt;br /&gt;Se pensas que os anos &lt;br /&gt;Não vão terminar&lt;br /&gt;É preciso morrer)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É com estas palavras que começa a canção “homo fugit velut umbra”, uma dança macabra anónima do séc. XVII. &lt;br /&gt;Com todo o cortejo de desgraças que se deram no séc. XIV (epidemias, guerras, fomes), desenvolveu-se um intenso pessimismo. A dança da morte era uma alegoria que tratava da inevitabilidade da morte: fossem ricos, pobres, bons, maus, a todos no final ela estava reservada. Tendo diversas representações gráficas, as mais comuns era a de pessoas de todos os quadrantes da sociedade (jovens, belos, idosos, nobres, mendigos) a dançar numa roda com esqueletos. &lt;br /&gt;As imagens aproveitavam para mostrar a futilidade da vida e do apego aos bens e glórias terrestres, devendo-se sobretudo obter bens espirituais (formando um maior contraste com a procura desesperada dos gozos terrenos de que as pessoas representadas pareciam tentar obter). &lt;br /&gt;Eram pintados frescos, esculpidos relevos e compostas músicas com este tema.&lt;br /&gt;Ao longo do séc. XVII e XVIII, este género artístico iria ser progressivamente esquecido, sendo recuperado por vários músicos no séc. XIX (uma das músicas mais famosas seria a de Camille Saint-Saens) e XX.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-116670996607094764?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/116670996607094764/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=116670996607094764' title='10 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/116670996607094764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/116670996607094764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2006/12/dana-macabra.html' title='A dança macabra'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>10</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-116593368016618917</id><published>2006-12-12T14:27:00.000Z</published><updated>2006-12-12T14:28:00.183Z</updated><title type='text'>Filipe IV</title><content type='html'>Há alguns anos atrás li esta história que se passou no reinado de Filipe IV (III de Portugal). Todos já vimos filmes sobre piratas a assaltar barcos espanhóis, mas o que é menos conhecido, é que existia também corso do lado espanhol (sobretudo da Cantábria). Muitos católicos da Holanda fugiam para os países baixos espanhóis e colocavam-se ao serviço dos reis espanhóis. Foi o caso de um jovem que se alistou como simples grumete. Com o passar dos anos foi sendo promovido até comandar uma pequena frota que fazia a vida negra aos seus ex-compatriotas. Ora depois de uma infeliz expedição (apanhou mau tempo e acabou aprisionado, a Coroa espanhola foi imediatamente resgata-lo pagando por ele e pelos seus marinheiros uma pequena fortuna (com os protestos dos negociantes holandeses que queriam que as suas autoridades os deixassem apodrecer nas prisões), tal era a importância estratégica que lhe era reconhecida. Uns anos depois esse marinheiro foi a Espanha numa missão. Filipe IV mandou imediatamente que ele fosse à corte pois queria conhece-lo: ele tinha uma enorme admiração por esses marinheiros que o serviam e levavam vidas aventureiras. Quis dar-lhe uma das ordens (creio que era a de Santiago), e perante os protestos das comissões que diziam que não havia possibilidade de comprovar a sua pureza de sangue (eram necessários papéis comprovativos vindos da Holanda, o que era impossível dado o estado de guerra), Filipe IV arranjou uma série de testemunhas abonatórias da pureza da fé do velho marinheiro, tendo-lhe depois arranjado um lugar num conselho consultivo sobre os assuntos da Flandres (isto tudo com o apoio do Duque de Olivares que queria misturar ao máximo as populações das várias partes do império para aumentar a sua solidariedade e diminuir o seu nacionalismo).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-116593368016618917?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/116593368016618917/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=116593368016618917' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/116593368016618917'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/116593368016618917'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2006/12/filipe-iv.html' title='Filipe IV'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-116532843935775467</id><published>2006-12-05T14:19:00.000Z</published><updated>2007-01-03T12:15:44.896Z</updated><title type='text'>Toyotomi Hideyoshi (1536-1598)</title><content type='html'>É um dos mais notáveis japoneses da história do Japão. No século XVI, o Japão estava dividido entre diferentes senhores feudais (os daymios) que lutavam pelo controlo de províncias. Toyotomi, era filho de camponeses o que lhe limitava as possibilidades de ascensão; prestou serviço militar como soldado, acabou por se juntar ao clã Oda como criado (era apertador de sandálias). Oda Nobunaga que era o chefe do clã, notou as suas capacidades de se desenvencilhar e começou a ouvir os seus conselhos e a dar-lhe missões, até Toyotomi se tornar general. As suas origens camponesas deram-lhe uma enorme popularidade no meio dos ashigarus (soldados de origem popular, que formavam a maioria dos exércitos por oposição ao samurais). Com o assassinato do seu protector, Toyotomi apressou-se a enfrentar o seu assassínio de modo a reivindicar a sucessão dos numerosos aliados dos Oda (que continuaram a existir, se bem que diminuindo o seu poder); depois de um breve confronto com os Tokugawa os seus maiores rivais, estes aceitaram reconhecer a sua autoridade, e tornou-se com mais um par de campanhas o líder do Japão. Não pôde tornar-se Shogun (dadas as suas humildes origens). Lançou 2 expedições contra a Coreia, que correram bem a principio; a posterior intervenção chinesa, juntamente com o mau tempo e dificuldades de abastecimento acabou por levar à retirada das tropas nipónicas (onde é que eu já li isto?). Proibiu a posse de armas por camponeses (o que é irónico) e tornou hereditárias as profissões, eliminando qualquer possibilidade de ascensão social (ainda mais irónico). Toyotomi que não tivera filhos, estabelecera um sobrinho como herdeiro, mas assim que lhe nasceu um filho, eliminou o sobrinho; morrendo Toyotomi e sendo o seu filho bebé, a guerra civil rapidamente rebentou, vencendo os Tokugawa (que acabaram por dar ao seu filho mais tarde o mesmo destino que Toyotomi dera ao seu sobrinho).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-116532843935775467?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/116532843935775467/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=116532843935775467' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/116532843935775467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/116532843935775467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2006/12/toyotomi-hideyoshi-1536-1598.html' title='Toyotomi Hideyoshi (1536-1598)'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-116404313563790515</id><published>2006-11-20T17:11:00.000Z</published><updated>2006-11-20T17:20:55.776Z</updated><title type='text'>Queixas</title><content type='html'>Quando no séc. XVII os Tokugawa no Japão restabeleceram a ordem no país, mantiveram a ordem feudal. Ora se uma aldeia (ou conjunto de aldeias) considerasse que estava a ser mal gerida (vulgo, o senhor lançava tantos impostos que eles estavam a morrer à fome, sem haver razões válidas, ou desbaratava o dinheiro dos impostos), ela poderia apelar ao xogun (supremo governante, dado que o imperador era meramente simbólico). Se se considerasse que eles não tinham razão, estariam à merce do seu senhor que os castigaria. Se o xogun lhes desse razão, este interviria, obrigando o senhor a reduzir as taxas, e provocando-lhe uma enorme humilhação (dado que era assumir que era incompetente, o que no Japão é terrível). Até agora parece tudo normal; só que por uma questão de principio, os enviados dos camponeses seriam executados no final de tudo por terem ousado reclamar contra a ordem estabelecida (mesmo que lhes fosse dado razão, e o seu senhor castigado). Deste modo assegurava-se que apenas em situação extrema os camponeses reclamassem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-116404313563790515?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/116404313563790515/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=116404313563790515' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/116404313563790515'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/116404313563790515'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2006/11/queixas.html' title='Queixas'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-116290763786989205</id><published>2006-11-07T13:53:00.000Z</published><updated>2006-11-07T13:53:57.883Z</updated><title type='text'>Pedro Hispano</title><content type='html'>Foi o nosso único Papa (João XXI de 1276-1277), e é sobretudo conhecido por lhe ter caído um tecto em cima. Os seus primeiros estudos foram efectuados em Portugal, mas depois partiu para França para prosseguir os estudos universitários (ainda não existia a Universidade de Lisboa/Coimbra). Escreveu imensos livros (que resumiam outros), sendo o mais famoso um resumo da lógica aristotélica (basicamente procurava através de mnemónicas e outros métodos facilitar esse estudo) que seria usado durante séculos; não era assim propriamente um pensador mas mais um divulgador. No entanto, na área da medicina foi um pouco mais arrojado, pretendendo que se efectuasse um estudo prático. &lt;br /&gt;Eleito Papa, dedicou-se a tentar uma reconciliação com Bizâncio, e lançar uma nova cruzada; com a sua morte ficou tudo na mesma. Existe um excelente resumo da sua vida (o que é adequado afinal), numa obra de António José Saraiva “O crepúsculo da Idade Média em Portugal”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-116290763786989205?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/116290763786989205/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=116290763786989205' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/116290763786989205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/116290763786989205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2006/11/pedro-hispano.html' title='Pedro Hispano'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-116256310237803036</id><published>2006-11-03T14:08:00.000Z</published><updated>2006-11-03T14:11:42.396Z</updated><title type='text'>O fim dos carolíngios</title><content type='html'>O problema das partilhas foi a origem de tudo. Cada vez que um soberano morria,  dividia o seu território em partes mais ou menos iguais pelos filhos. A principio tinham sido criados 3 reinos (dos quais um tinha a dignidade imperial), e se esses reinos se mantiveram, os reis atribuíam a dignidade de rei (ou imperador se fosse o caso) a um dos filhos, mas dividiam o território por todos os filhos, mesmo que bastardos. Isso significava uma fragmentação dos territórios outrora enormes. Como os diversos soberanos entravam em guerra permanente, tinham de comprar o apoio dos nobres tendo de conceder territórios pessoais (isso não se passara com os primeiros carolíngios que estando em expansão atribuíam parte do território conquistado e ficavam com outra parte), já de si reduzido ou concedendo-lhes maiores privilégios. Isto porque os nobres tinham os seus feudos espalhados pelos reinos o que significava que teriam de servir os diversos soberanos ao mesmo tempo e a fidelidade era comprada por quem pagava mais. Ao fim de algumas gerações (e apesar de algumas guerras bem sucedidas ou a morte de parentes com grandes feudos, que permitia uma leve concentração de territórios) de fragmentação, aliados aos problemas externos a que não davam resposta (por estarem muito ocupados a combater-se), famílias que não pertenciam à dinastia (ou pelo menos não tinham o nome) começaram a tentar usurpar as coroas; mesmo as assembleias de nobres acabaram por atribuir os tronos vacantes a outros dinastas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-116256310237803036?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/116256310237803036/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=116256310237803036' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/116256310237803036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/116256310237803036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2006/11/o-fim-dos-carolngios.html' title='O fim dos carolíngios'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-116248092458710585</id><published>2006-11-02T15:20:00.000Z</published><updated>2006-11-02T15:22:04.606Z</updated><title type='text'>A mulher do Baixo-Império à alta idade média-II</title><content type='html'>As invasões bárbaras modificaram este panorama. Os vários povos germânicos assim que puderam compilaram códigos de leis, e dada a escassez das fontes, temos de utiliza-las. Estes calculavam o valor de uma pessoa, conforme uma série de critérios: estatuto social, idade, virgindade no caso das mulheres. Um homem que matasse uma idosa, pagava uma multa pequena à família, um pouco maior se fosse uma criança, e uma pequena fortuna se fosse em idade núbil. Se violasse uma mulher virgem (leia-se, a viver em casa dos pais) teria de casar com ela e pagar uma importante quantia aos pais (sendo castrado se não tivesse os recursos). A mulher era assim vista como propriedade da família (primeiro do pai, depois do marido). Ora se durante os primeiros séculos, estes reinos bárbaros utilizavam o divórcio sem grandes problemas, a Igreja foi progressivamente impondo a ideia da indissolubilidade do matrimónio. Nada mais fácil de resolver: no caso de uma mulher idosa, quem tivesse um mínimo de bens, só tinha de matar a mulher e pagar a multa que não era grande coisa. Para colmatar isso, a Igreja criou pesadas penas espirituais para expiação desse pecado (jejuns e penitências prolongadas durante anos), de modo a não se tornar atractivo esse método. Com o tempo (e a progressiva cristianização da sociedade por volta do séc. X), acabou por conseguir banir o divórcio de forma legal. No entanto, mediante umas contorções, este sobreviveu como um privilégio dos membros da realeza, embora com outra designação, o de anulação, o que significa que o casamento tinha um impeditivo à priori que o tornava nulo (como o parentesco próximo), embora na esmagadora maioria das vezes, o motivo real era político (conhecendo as pessoas já anteriormente esse parentesco, estou a falar de parentesco em 5 ou 6 grau). Durante estes séculos, vemos diversas mulheres que assumiram um papel importante: a mulher de Clóvis para a sua conversão, Fredegonda e Brunhilda na direcção dos respectivos reinos francos, tendo os maridos, filhos e netos na sombra, Amalasunth no reino Ostrogodo. Mas isso nada nos diz sobre as condições das mulheres comuns. A Igreja por um lado, tinha uma visão muito negativa da mulher (via-a como a encarnação de Eva, fonte de tentação e pecado, estando ainda longe dos tempos do culto Mariano e de tudo o que isso implicou), mas a estrita ortodoxia nunca lhe negou a existência da alma, ou a possibilidade de salvação juntamente com o homem. E embora desvalorizando o sexo e negando-lhe valor por sí (servia unicamente para a baixa tarefa da reprodução e nunca para ter prazer), legitimou o sexo dentro do contexto do casamento (contra certas tendências que o pretendiam ver como pecado em qualquer ocasião). Mas como já disse, toda essa visão da mulher afectava unicamente os teólogos, dado que o resto da humanidade continuava a viver a sua vida tranquila (e a bem dizer, boa parte do resto do clero também).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-116248092458710585?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/116248092458710585/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=116248092458710585' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/116248092458710585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/116248092458710585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2006/11/mulher-do-baixo-imprio-alta-idade-mdia.html' title='A mulher do Baixo-Império à alta idade média-II'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-116193850642645679</id><published>2006-10-27T09:37:00.001+01:00</published><updated>2006-10-27T09:58:33.133+01:00</updated><title type='text'>A mulher do baixo-império à alta idade média-I</title><content type='html'>Este período (que vai do séc. IV até ao século IX), tem a desvantagem de estar muito mal documentado. Existem leis (normalmente copiadas de períodos anteriores), anedotas e caso pitorescos, mas pouca informação fidedigna. &lt;br /&gt;O ambiente do baixo-império era muito mais conservador do que no Principado; na classe aristocrática, não se viam homens/mulheres a divorciarem-se 4 ou 5 vezes. Mas este não era proibido e continuava a existir. &lt;br /&gt;Temos exemplos de mulheres independentes e mesmo de intelectuais (Hipatia é o caso mais célebre). Existem alguns casos de mulheres que tem negócios, mas representam uma minoria; a maioria dependia (nem que fosse por razões económicas) de um homem.&lt;br /&gt;Quanto ao casamento, continuava-se a seguir o modelo romano (a igreja embora tendo uma visão muito clara sobre o que se devia fazer, não conseguia impor-se o seu modelo de casamento, pois o direito romano seguia uma tradição própria e a sociedade ainda não estava cristianizada em profundidade, ainda por cima, boa parte da elite continuava pagã), tornando a mulher uma menor sob tutela do marido, mas obtendo a emancipação caso estivesse divorciada e com bens próprios.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-116193850642645679?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/116193850642645679/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=116193850642645679' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/116193850642645679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/116193850642645679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2006/10/mulher-do-baixo-imprio-alta-idade-mdia_27.html' title='A mulher do baixo-império à alta idade média-I'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-116159858284573564</id><published>2006-10-23T11:15:00.000+01:00</published><updated>2006-10-23T11:16:22.846+01:00</updated><title type='text'>Uma tentativa de futur-história</title><content type='html'>&lt;a href="http://news.bbc.co.uk/2/hi/uk_news/6057734.stm"&gt;A espécie humana pode vir a dividir-se em duas.&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-116159858284573564?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/116159858284573564/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=116159858284573564' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/116159858284573564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/116159858284573564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2006/10/uma-tentativa-de-futur-histria.html' title='Uma tentativa de futur-história'/><author><name>Jorge Palinhos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-116159849956700833</id><published>2006-10-23T11:14:00.000+01:00</published><updated>2006-10-23T11:14:59.586+01:00</updated><title type='text'>Uma notícia interessante</title><content type='html'>Edição portuguesa divulga documento secreto sobre os Templários&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&amp;sec=c20ad4d76fe97759aa27a0c99bff6710&amp;subsec=&amp;id=8aa1cd27ae3b1d0da0af801121d7031f"&gt;Reavaliar a condenação dos templários&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cavaleiros templários, acusados de blasfémia e heresia, foram declarados inocentes no início do século XIV, segundo um documento secreto do Vaticano que vai ser divulgado integralmente esta semana, pela primeira vez, por investigadores portugueses.&lt;br /&gt;O documento faz parte do livro «O perdão dos Templários», da editora Zéfiro, que inclui também textos de vários especialistas nesta área, nomeadamente Eduardo Amarante, José Medeiros, Luís-Carlos Silva, Pinharanda Gomes, Rainer Daehnhardt e Sérgio Sousa-Rodrigues. Trata-se de um documento descoberto em 2002 no Arquivo Secreto do Vaticano por uma investigadora italiana, Barbara Frale, e assinado, entre outros, pelo cardeal Berenguer, legado do Papa. “É a primeira vez que ele é totalmente transcrito do latim medieval e traduzido para português”, realçou à Lusa Alexandre Gabriel, editor da Zéfiro.&lt;br /&gt;A tradução e transcrição do documento em latim, conhecido como «Pergaminho de Chinon», são de Filipa Roldão e Joana Serafim. Segundo Alexandre Gabriel, esta edição “reveste-se de grande importância, obrigando a uma reavaliação e revisão do processo de condenação dos cavaleiros templários” que levou à extinção da ordem religiosa e militar em 1312 pelo Papa Clemente V.&lt;br /&gt;O referido documento, que considera os monges-cavaleiros “inocentes” das acusações de blasfémia e heresia, foi lavrado em 1308, um ano depois do início do processo templário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Títulos da mesma temática&lt;br /&gt;Esta obra surge nos escaparates livreiros esta semana, quando são também publicados outros títulos sobre a mesma temática. «A regra secreta dos Templários - O livro do baptismo de fogo» transcreve e traduz para português, pela primeira vez, um documento encontrado em 1780 na Biblioteca Corsini dos Arquivos do Vaticano pelo bispo de Copenhaga, Friedrich Münter. Este livro tem também textos complementares, nomeadamente uma introdução de José Medeiros, e um comentário de Carlos Raitzin sobre os aspectos históricos e místicos da Ordem do Templo.&lt;br /&gt;Do investigador Eduardo Amarante, que colabora em «O perdão dos Templários», é editado o primeiro volume de «Templários - De milícia cristã a sociedade secreta». Um outro título, «A grande aventura dos Templários - Da origem ao fim», do professor francês Alain Demurgerm, será lançado pela Esfera dos Livros. O livro, com 679 páginas, traça o percurso da Ordem religiosa e militar fundada por sete cavaleiros em 1120, que se albergaram nas caves do templo de Salomão, em Jerusalém. Em 1307 por iniciativa do Rei de França, Filipe, o Belo, é movido um processo contra os Templários, acusando-os de vários crimes contra a Igreja e Fé católicas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-116159849956700833?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/116159849956700833/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=116159849956700833' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/116159849956700833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/116159849956700833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2006/10/uma-notcia-interessante.html' title='Uma notícia interessante'/><author><name>Jorge Palinhos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-116116703224319655</id><published>2006-10-18T11:20:00.000+01:00</published><updated>2006-10-18T11:23:52.263+01:00</updated><title type='text'>Luís V</title><content type='html'>Ironicamente foi em França, o berço da dinastia (em Itália e na Alemanha já tinham perdido os tronos) que viu morrer o último soberano carolingio, Luís V. Reinou de 986 a 987 (morreu com 20 anos). Ficou assim conhecido como um rei que pouco fez. Incompatibilizou-se com o clero, e quando morreu, a assembleia de nobres que deveria ter eleito um tio, decidiu por influência de vários eclesiásticos, eleger o conde de Paris, Hugo Capeto, que fundou uma nova dinastia (só por curiosidade: Hugo Capeto graças ao sistema de casamentos entre famílias nobres era também descendente de Carlos Magno por via feminina, embora tivesse outro nome de família). Alguns carolingios como tal continuaram a existir com pequenos feudos por mais algum tempo, mas extinguiram-se, só se mantendo as famílias descendentes por via feminina.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-116116703224319655?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/116116703224319655/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=116116703224319655' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/116116703224319655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/116116703224319655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2006/10/lus-v.html' title='Luís V'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-116074003263399000</id><published>2006-10-13T12:46:00.000+01:00</published><updated>2006-10-13T12:47:12.660+01:00</updated><title type='text'>Santuário de Panóias</title><content type='html'>Fiz algumas viagens recentemente e aproveitei para visitar algum património nacional. Vi vários monumentos de interesse, mas aquele que mais me entusiasmou foi o &lt;a href="http://www.ippar.pt/monumentos/sitio_panoias.html"&gt;Santuário de Panóias&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Este interessantíssimo monumento foi mandado construir no século II d.C. pelo senador de Roma, Gaio Calpúrnio Rufino, e dedicado aos deuses infernais, nomeadamente &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Serapis"&gt;Serápis&lt;/a&gt;, um deus dos infernos surgido em Alexandria, fruto da necessidade de conciliar os panteões grego e egípcio.&lt;br /&gt;Além de ser um local belíssimo e com vestígios ainda bastante perfeitos, o santuário tem a particularidade, única no mundo, de ter em cada local do santuário indicações escritas que descrevem com algum pormenor cada passo do ritual.&lt;br /&gt;Assim, havia uma primeira estação, aberta a todos os cultos, onde os animais eram mortos, o seu sangue recolhido e assado e as vísceras incineradas. Sucedia-se uma segunda estação, com a indicação que era dedicada aos deuses severos (infernais), e uma terceira, dedicada aos deuses dos Lapitae, supostamente os deuses dos povos indígenas da região. Sucedia-se então a fase em que a carne era assada e comida pelo sacerdote que presidia à cerimónia. Na última fase, haveria uma espécie de representação ritual da morte e ressurreição.&lt;br /&gt;Louve-se ainda que o acesso é muito barato (1,5 euros por pessoa) com direito a um vídeo ilustrativo e a uma visita guiada muito bem feita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já agora, quero referir que, segundo o guia que nos levou na visita, o local tem uma média de 15 visitantes por dia, dos quais 6 a 7 são espanhóis. Isto porque grande parte dos estudos arqueológicos e da divulgação turística do local são feitas no nosso país vizinho. Em Portugal, o local teve direito a menção no Expresso há dois anos e pouco mais. Triste, mas típico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se não puderem visitar, recomendo a consulta desta &lt;a href="http://www.ippar.pt/monumentos/sitio_panoias.html"&gt;página&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-116074003263399000?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/116074003263399000/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=116074003263399000' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/116074003263399000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/116074003263399000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2006/10/santurio-de-panias.html' title='Santuário de Panóias'/><author><name>Jorge Palinhos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-116064872313248088</id><published>2006-10-12T11:23:00.000+01:00</published><updated>2006-10-12T11:25:23.150+01:00</updated><title type='text'>O Corão</title><content type='html'>Nos últimos tempos dediquei-me à leitura do Corão. Li metade e desisti. &lt;br /&gt;Na tradição, o Corão é apresentado como sendo as palavras de Alá, ditadas a Maomé pelo Anjo Gabriel (610). Sendo analfabeto, Maomé teria contado aos seus companheiros as revelações que teriam sido passadas a escrito. O problema é que esses escritos circulavam mais ou menos livremente, sem se procurarem juntar num livro. Depois da morte de Maomé, o primeiro califa encarregou Zaid (que fora escravo e depois uma espécie de secretário de Maomé) de reunir todos os escritos e ditos do profeta que eram transmitidos oralmente pelos seus antigos companheiros (o critério de selecção, era um verso estar escrito ou ser recordado por duas pessoas). Só que outros antigos companheiros tinham tido a mesma ideia, e fizeram a sua própria compilação, o que começou a provocar confusão. Um novo califa ordenou então que se fizesse uma nova compilação e esse Corão seria o definitivo, devendo todas as versões anteriores serem destruídas. Mesmo assim o mais antigo exemplar completo que resta é do séc. X (o tempo é pouco amável para os materiais perecíveis). &lt;br /&gt;A versão que li é escrita em francês e tem um excelente estudo crítico, com uma boa introdução e numerosas notas de rodapé que explicam o sentido do texto (muitas vezes obscuro para quem não foi educado no Islão). Na introdução é apresentada a sociedade árabe pré-islâmica. Vemos o estado miserável em que as mulheres eram tratadas (o divorcio por parte dos homens era feito sem quaisquer restrições, o assassínio dos bebés do sexo feminino também). O álcool e jogo eram considerados como problemas sérios da sociedade. &lt;br /&gt;O Corão tem 2 influências: a Bíblia (são constantemente referidos episódios, mesmo que tenham por vezes pequenas variantes, o que não é de admirar, dado que Maomé se apresenta como um sucessor de Abraão, Moisés e Jesus) e a literatura árabe pré-islâmica (a cultura onde Maomé foi educado).  &lt;br /&gt;O Corão é constituído por “suras” (capítulos). A sua organização parece ser relacionada com o período em que os ditos foram pronunciados (se no exílio em Medina, se em Meca, etc), dado que por vezes fazem referência (mesmo que de forma indirecta) a acontecimentos reais. Os seus temas são muito variados desde coisas genéricas (a bondade de Alá, a necessidade de creditar nele de forma sincera e não apenas para salvar as aparências) a aspectos práticos do dia-a-dia (em que condições se pode divorciar um homem). Existem por vezes aspectos contraditórios; os estudiosos consideram que nesses casos, um verso mais recente anula o valor do anterior. &lt;br /&gt;A minha opinião pessoal: achei a leitura extremamente aborrecida. O Corão é poético e eu não sou apreciador de poesia (detestei ler o livro dos salmos, assim como os vários livros de profetas no Antigo Testamento), É uma questão de gosto pessoal. Também a constante repetição de temas (dada a génese que teve é normal) aborrece-me. Os temas também não são particularmente aliciantes (referências do que se deve fazer para agradar a Alá, e aspectos jurídicos que podemos considerar reguladores da sociedade). &lt;br /&gt;Isto quanto à forma. Quanto ao conteúdo. Apresenta normas que devem ser aplicas à sociedade (de modo semelhante ao do Antigo Testamento. Simplesmente, enquanto que as normas do AT são obrigatórias, sem apelo nem agravo, as do Corão apelam sempre ao perdão e reconciliação por parte do ofendido. Um marido pode legalmente divorciar-se da esposa (se forem cumpridas uma série de requisitos), mas era melhor que ele não o fizesse. Comparando com o Novo Testamento, este tem uma moral mais elevada e difícil de aplicar como o perdão das ofensas (mas o NT não procura legislar sobre uma sociedade, mas apresentar uma moral para pessoas que se consideravam diferentes da sociedade que os rodeiava). O Corão é extremamente flexível, podendo adaptar-se a imensas situações, mas dependendo da interpretação de quem o lê. E a ausência de uma autoridade suprema (de um califa) que sirva de guia, significa que qualquer estudioso qualificado pode dar a interpretação que bem entender e ser válido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-116064872313248088?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/116064872313248088/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=116064872313248088' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/116064872313248088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/116064872313248088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2006/10/o-coro.html' title='O Corão'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-116012684535382363</id><published>2006-10-06T10:24:00.000+01:00</published><updated>2006-10-06T10:29:01.520+01:00</updated><title type='text'>Colonização da terra</title><content type='html'>Este &lt;a href="http://www.bradshawfoundation.com/journey/"&gt;site&lt;/a&gt; mostra o modo como a terra foi colonizada pela nossa espécie de acordo com os conhecimentos actuais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-116012684535382363?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/116012684535382363/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=116012684535382363' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/116012684535382363'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/116012684535382363'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2006/10/colonizao-da-terra.html' title='Colonização da terra'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-115953732868523013</id><published>2006-09-29T14:36:00.000+01:00</published><updated>2006-09-29T14:42:08.686+01:00</updated><title type='text'>Morte de Pirro</title><content type='html'>Pirro ficou conhecido pelo termo "vitória pírrica". Notável foi a sua morte. Depois de diversas campanhas invadiu a cidade de Argos. Num combate corpo-a-corpo já dentro da cidade (pois Pirro combatia com as suas tropas, não se limitava a comandar), estava quase a matar um soldado adversário, quando a mãe deste que estava no alto da casa a ver o combate, ficou aflita ao ver que o seu filho ia ser morto e atirou uma telha a Pirro, que lhe quebrou o cranio. Assim morria o grande general.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-115953732868523013?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/115953732868523013/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=115953732868523013' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/115953732868523013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/115953732868523013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2006/09/morte-de-pirro.html' title='Morte de Pirro'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-115944717198551012</id><published>2006-09-28T13:37:00.000+01:00</published><updated>2006-09-28T17:10:09.500+01:00</updated><title type='text'>Childerico III</title><content type='html'>Foi o último soberano merovíngio, e “reinou” de 743 a 751. De facto, há cerca de um século que o governo do reino estava nas mãos dos mordomos do palácio. Estes, oriundos da alta nobreza, passavam parte do tempo em conflito com outros nobres que não acatavam as suas ordens, a enfrentar ameaças exteriores e os rivais de outros territórios da França (cada vez que um soberano morria, os seus territórios eram divididos pelos filhos, criando uma corte em duplicado incluindo mordomos do palácio). Os reis por uma sucessão de incompetentes, reis menores e divisão constante do reino tinham ficado reduzidos a um mero papel de reis fantoches. Pepino o breve, o mordomo do palácio decidiu às tantas que era inútil manter a ficção dos reis merovingios e foi coroado rei com a aprovação do Papa. Mas o cerimonial era muito diferente: os merovingios sempre tinham sido soberanos por direito próprio, sendo aclamados pelos guerreiros em cima de um escudo. Para ser legitimizado, Pepino o breve decidiu recorrer a outra autoridade, a da Igreja, tornando-o mais legítimo do que os merovingios (para efeitos de propaganda, dado que o poder já estava nas suas mãos). Childerico foi enviado para um convento com o seu filho, sem outras consequências.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-115944717198551012?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/115944717198551012/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=115944717198551012' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/115944717198551012'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/115944717198551012'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2006/09/childerico-iii.html' title='Childerico III'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-115893092630419541</id><published>2006-09-22T14:13:00.000+01:00</published><updated>2006-09-22T14:15:26.323+01:00</updated><title type='text'>Kagemusha</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.filmhai.de/kino/kinoplakat/bilder_0009/kagemusha/gallery1/kagemusha_005.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px;" src="http://www.filmhai.de/kino/kinoplakat/bilder_0009/kagemusha/gallery1/kagemusha_005.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais um filme do Akira Kurosawa. Este baseia-se em factos reais. Um senhor da guerra (Takeda Shinzen) recebe um indivíduo (um ladrão que ia ser executado) que é extremamente parecido consigo e decide usálo como Kagemusha (duplo). Quando Shinzen morre, os seus generais decidem manter a ficção de que o líder do clã está vivo. O filho fica pouco satisfeito mas tolera a situação. O duplo tem de se portar como um grande senhor, assistir a peças de teatro No, banquetes, reuniões familiares e conselhos de guerra, mantendo a ficção. Por fim acaba por ser desmascarado. O filho de Shinzen toma as rédeas do clã e lança-se num ataque contra os seus principais adversário Tokugawa e Oda Nobunaga que estão cercados numa fortaleza, contra o conselho dos generais do seu pai. A famosa cavalaria Takeda lança-se num ataque contra tropas inferiores em número. Só que estas entrincheiraram-se e estão a utilizar arcabuzes de forma coordenada (uma fila dispara, sendo substituídos imediatamente por outra fila e assim sucessivamente, até que finalmente o primeiro grupo já recarregou a arma e dispara novamente, mantendo um tiro contínuo): o resultado é que a cavalaria que ataca por secções é completamente aniquilada (e vemos o resultado da carnificna). O Kagemusha lança-se num ataque sozinho, é ferido e dirige-se para o estandarte Takeda que se está a afundar num curso de água, morrendo aí, simbolicamente com o destino do clã.&lt;br /&gt;No mundo real, o clã aguentou-se alguns anos à batalha de Nagashimo, mas perdidas as melhores tropas e generais foi o alvo do ataque dos inimigos e viu os vassalos revoltar-se, acabando por desaparecer como força real. Só acabou por sobreviver um filho de Takeda Shinzen que se colocou ao serviço de Tokugawa. &lt;br /&gt;Uma última ironia: se na batalha, o exercito Takeda se tivesse limitado a esperar e a cercar os seus adversários, dada a pequena quantidade de abastecimentos que as tropas cercadas tinham, era provável que as tropas fossem vencidas (quando a capturar Tokugawa e Oda era outra história), e era esse o conselho dado pelos generais, mas o filho de Shinzen queria vencer numa batalha espectacular.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-115893092630419541?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/115893092630419541/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=115893092630419541' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/115893092630419541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/115893092630419541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2006/09/kagemusha.html' title='Kagemusha'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-115865334287366736</id><published>2006-09-19T09:08:00.000+01:00</published><updated>2006-09-19T09:09:02.890+01:00</updated><title type='text'>O império Holandês-V</title><content type='html'>Ora se as províncias unidas em meados do séc. XVII pareciam ter um ímpeto a que nada detinha (eram a maior potência naval, arrebatavam as colónias portuguesas umas a seguir às outras, detinham uma fatia considerável do comércio com o oriente), meio século depois eram claramente uma potência de 2ª ordem, muito abaixo dos 3 grandes (Espanha, Portugal e a crescente Inglaterra). Como é que sucedeu isso?&lt;br /&gt;O controle e a responsabilidade do império recaía sobre 2 províncias, a Holanda e a Zelândia (especificamente, as respectivas companhia); as restantes dedicavam-se sobretudo à agricultura e artesanato, recusando-se a contribuir com impostos, barcos e dinheiro para algo que elas não consideravam que lhes dizia respeito (de forma indirecta, investindo nas companhias); mesmo sendo as duas províncias mais ricas, isso significava um esforço desmesurado para a força dessas 2 províncias que tinham de competir com nações que tinham mais população do que as 2 acrescidas das 5 que não contribuíam. Pelo contrário, nos países ibéricos (e na Inglaterra e França), os impostos eram comuns e toda a gente contribuía para a defesa do império. &lt;br /&gt;As guerras contra a França na metrópole desviaram-lhe recursos e as 2 guerras contra a Inglaterra provocaram-lhe terríveis perdas na marinha. A manutenção de territórios coloniais implicava custos permanentes que não existiam quando apenas comerciava e assaltava outras potências: funcionários, barcos de patrulha, guarnições. A perda dos territórios conquistados aos portugueses implicava que os enormes investimentos feitos pelas companhias não tinham tido retorno. Pior, enquanto que os outros países só tinham de levantar mais impostos e estavam dispostos a enormes sacrifícios (dado que estava também envolvido uma questão de prestígio e não apenas lucro), as companhias demoraram algum tempo até começar a receber apoios oficiais e não podiam arriscar-se a defender os territórios como se fosse a sua tábua de salvação: se a coisa corria mal, as companhias abandonavam os territórios. Finalmente, o recrutamento condicionava os combates. Se os Holandeses tinham melhor logística, organização e disciplina, os seus soldados sendo mercenários não lutavam com uma convicção por aí além. Um par de derrotas ou o espectro da fome e rendiam-se imediatamente. Além de que os alemães, franceses e nórdicos (que representavam metade ou mais dos soldados) muitas vezes luteranos e por isso desprezados detestavam quase tanto os seus chefes que acusavam de mesquinhez como aos adversários. Os ibéricos eram indisciplinados mas lutavam mesmo em situação de grande inferioridade numérica; em cercos aguentavam a fome e tinham um enorme ódio aos holandeses por razões religiosas. Dado que se tinham estabelecido numerosos colonos, além das guarnições toda a população masculina podia pegar em armas dando um reforço importante e podiam muitas vezes recorrer aos indígenas que tinham sido convertidos e assimilados pelos missionários (e muitas vezes ao fim de pouco tempo, podiam recorrer aos indígenas não assimilados assim que estes viam que os holandeses não representavam grande alteração de domínio). Em campanhas prolongadas acabavam por levar a melhor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-115865334287366736?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/115865334287366736/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=115865334287366736' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/115865334287366736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/115865334287366736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2006/09/o-imprio-holands-v.html' title='O império Holandês-V'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-115833662191870883</id><published>2006-09-15T17:08:00.000+01:00</published><updated>2006-09-15T17:10:21.936+01:00</updated><title type='text'>Desenhos animados</title><content type='html'>Esta semana chamou-me à atenção uma série de desenhos animados que dá no canal 2: Era uma vez os inventores (é dos mesmo produtores e com as mesmas personagens do Era uma vez…o Homem). O episódio era sobre Henrique o navegador (e acessoriamente Portugal). Lá descrevia como Henrique decidia atacar Ceuta sozinho (errado, o rei e vários príncipes também foram). Depois mostra-o a financiar a construção de um novo modelo de barco para viajar no atlântico, a caravela) e depois patrocinar as expedições na costa africana apesar das superstições da época que diziam que não se podia navegar (na realidade foi o Infante D. Pedro o apoiante das descobertas, D. Henrique preferia as conquistas). O episódio termina com a passagem do cabo da boa esperança como resultado da visão de D. Henrique. Enfim, embora contenha erros, e siga sobretudo a historiografia tradicional (que ainda se ensina nas escolas secundárias portuguesas, embora já se tenha outra visão nas faculdades), vale mais do que imensas aulas chatas em que os miúdos nada aprendem.&lt;br /&gt;Entretanto um pormenor curioso: a minha mulher ficou muito surpreendida de que para Ceuta tivesse ido o Rei D. João I, o príncipe herdeiro D. Duarte, vários outros infantes (creio que só ficou em Portugal o príncipe D. Fernando por ser muito novo), o topo da nobreza, D. Nuno Alvares Pereira, o melhor do nosso exército (15000 homens). Ela perguntou-me se isso não tinha sido muito arriscado (poderia ter corrido mal ou haver uma tempestade, em que eles morressem). Pois podia, o que significa que a famosa planificação da empresa, os motivos económicos racionais e outros afins (de que nos enchem a cabeça na escola) se limitava a uma expedição de cavaleiros na esperança de que tudo corresse bem (pilhar e ir embora); se tivesse corrido mal, tínhamos tido outro Alcácer Quibir 200 anos antes. Planear na idade média não era o mesmo que agora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-115833662191870883?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/115833662191870883/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=115833662191870883' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/115833662191870883'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/115833662191870883'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2006/09/desenhos-animados.html' title='Desenhos animados'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-115806930376518600</id><published>2006-09-12T14:53:00.000+01:00</published><updated>2006-09-12T14:55:03.783+01:00</updated><title type='text'>O império Holandês-IV</title><content type='html'>Mas outras colónias se estabeleceram. Uma delas foi na América do Norte, chamando-se Nova Amesterdão. Depois de vários conflitos, os países baixos cederam a colónia aos ingleses (1664) que lhe chamaram Nova York; os colonos holandeses ainda conseguiram aguentar a sua identidade (língua e religião) por um século (até meados de XVIII), sendo absorvidos pelos americanos. &lt;br /&gt;No Brasil, a ocupação foi também de curta duração: os colonos portugueses com uma ajuda mínima da metrópole acabaram por expulsar o invasor (neste caso existia a questão da população portuguesa ser maioritária e ter uma diferença religiosa que impedia qualquer assimilação). &lt;br /&gt;Várias ilhas foram conquistadas (às vezes nem isso por não terem ninguém) aos espanhóis nas Caraíbas, mas acabaram por se perder (serviam habitualmente de ponto de partida para actos de pirataria) &lt;br /&gt;A colónia de Suriname representa uma excepção: tendo-se mantido o domínio político até ao século XX, a influência cultural holandesa foi mínima. Apesar da imensa diversidade actualmente de populações, no séc. XVII a população consistia em negros (escravos nas plantações), judeus (comerciantes portugueses fugidos) e alguns brancos (holandeses funcionários e soldados). &lt;br /&gt;No hemisfério oriental, a coisa correu melhor. Se Angola teve o mesmo destino do Brasil, em compensação o Ceilão, Malaca e a Indonésia foram arrancados definitivamente aos portugueses (mas só esta se aguentou nas mãos holandesas).&lt;br /&gt;É curioso é observar a colonização no oriente. Quem partia para o oriente (quer fossem funcionários, marinheiros ou soldados) só sonhava com uma coisa: enriquecer e voltar para a sua terra. Comos os contratos eram de curta duração (4 ou 5 anos) Os marinheiros normalmente gastavam o dinheiro todo em prostitutas quando voltavam e depois tornavam a embarcar. Alguns dos soldados e funcionários estabeleciam-se, mas o monopólio da companhia reduzia-lhes a possibilidade de enriquecer (apesar de alguma legislação em vigor nesse sentido). Os que se tornavam plantadores/grandes comerciantes, esses sim estabeleciam-se lá. O problema era com quem casar. As únicas holandesas que emigravam (para além das que eram casadas com alguém que partia para lá) eram prostitutas, o que as excluía dos estratos superiores. Existia um enorme preconceito contra as muçulmanas (dizia-se que envenenavam os maridos e filhos), as Hindus das castas superiores recusavam-se a casar com cristãos (as das classes inferiores aceitavam, mas aí eram os holandeses que não aceitavam casar com elas). Restavam as portuguesas (leia-se: descendentes de portugueses com indígenas mas que culturalmente eram consideradas portuguesas, mesmo que o seu aspecto não o fosse), que tinham a vantagem de fazer parte do estrato superior da sociedade. Ora os pregadores rapidamente protestaram contra isso: além de as considerar preguiçosas e arrogantes, tinham a desvantagem de ser católicas (e de educar os filhos assim, além de acabar por converter os maridos que eram habitualmente indiferentes à religião). O pior de tudo, é que estando a educação das crianças a cargo das mães, os filhos cresciam a falar português, crioulo e/ou línguas indígenas e nem uma palavra de holandês. Tinham de ser contratados tutores para ensinar a língua o que liquidava qualquer possibilidade de expansão a língua, dado que esta se limitava a ser usada pelos funcionários vindos da Holanda (mesmo os colonos de pequena categoria acabavam por abandonar a sua língua).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-115806930376518600?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/115806930376518600/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=115806930376518600' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/115806930376518600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/115806930376518600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2006/09/o-imprio-holands-iv.html' title='O império Holandês-IV'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-115772081985394210</id><published>2006-09-08T14:05:00.000+01:00</published><updated>2006-09-08T14:06:59.870+01:00</updated><title type='text'>Griko</title><content type='html'>Aprende-se no 7º ano que os gregos colonizaram vários territórios e um deles foi o sul da Itália a que se chamou Magna Grécia (nome curioso dado que é latino) e parte da Sicília. Mas que foi feito dessas colónias? Caídas sob o domínio romano, tornaram-se bons aliados; nas guerras sociais do séc. I AC, mantiveram-se fieis a Roma e obtiveram a cidadania romana. O romance Satyricon (supostamente passado no reinado de Nero) desenrola-se no sul da Itália com personagens gregas, e assim se manteve o sul de Itália por mais algum tempo. Quando Bizâncio conquista o sul de Itália (no séc. VI), existem ainda cidades de língua grega, que se manterão assim pelo menos até ao séc. XI (enquanto se manteve o domínio bizantino). Mas por um processo mal conhecido, o sul fora-se latinizando progressivamente (provavelmente tendo começado com os romanos e prolongando-se com os diferentes conquistadores que guerreavam bizâncio e adoptavam a língua latina), de modo que mesmo Nápoles a outrora maior cidade grega, já falava um romance no séc. X. Perdido todo o contacto com a Grécia, as cidades latinizam-se, e os grego fica reduzido a algumas comunidades isoladas no campo. Quando chegamos ao séc. XX, ainda são algumas dezenas de milhar, mas o êxodo rural e a emigração para a América liquidam essas comunidades: restam actualmente menos de 2000 falantes, todos idosos (os jovens aprendem italiano, que lhes facilita arranjar trabalho). Assiste-se actualmente a um certo despertar de interesse pela língua e cultura, aparecendo grupos etnográficos que tocam músicas tradicionais e ensinam a língua. &lt;br /&gt;Os antigos colonos que se estabeleceram eram jónicos e dóricos; o griko (ou melhor, os vários dialectos), manteve muitos arcaísmos e embora tenha evoluído de forma autónoma ao grego da Grécia, recebeu também influências do grego do período bizantino e de termos latinos. Um grego que eu conheço diz que com muito esforço consegue-se compreender o que eles dizem, e que não é muito pior do que ouvir um grego pôntico (nem sabia que ainda existiam) ou de certos gregos de zonas isoladas do interior que falam dialectos dóricos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-115772081985394210?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/115772081985394210/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=115772081985394210' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/115772081985394210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/115772081985394210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2006/09/griko.html' title='Griko'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-115745067350781312</id><published>2006-09-05T11:04:00.000+01:00</published><updated>2006-09-05T11:04:33.523+01:00</updated><title type='text'>O Império Holandês-III</title><content type='html'>Para tentar diminuir a mortalidade nas viagens para oriente, a Companhia das Índias Orientais decidiu criar um entreposto no cabo da Boa esperança. O local parecia adequado: não existiam indígenas em número significativo (apenas Hottentots e pigmeus que viviam respectivamente da pastorícia e da recolecção), e o clima era mais semelhante ao da europa. O entreposto deveria fornecer alimentos frescos para os navios que passavam e permitir-lhes repousar algum tempo. Simplesmente para isso era preciso que existisse um grande número de colonos (já que a companhia não queria escravizar os indígenas) para produzir a quantidade de alimentos necessários para o elevado número de barcos que passava; não querendo a companhia gastar muito dinheiro no que deveria apenas ser um entreposto, só no último quartel do séc. XVII é que se enviou gente para criar uma colónia. Mas aí existia outro problema: a companhia exigia que os agricultores vendessem os seus produtos exclusivamente aos seus barcos a preços mais reduzidos; ora como os outros barcos de outros países aí paravam, os agricultores preferiam vender os seus produtos aos estrangeiros a preços muito mais elevados, criando um problema que nunca ficaria resolvido. Se o núcleo duro de colonos era constituído por naturais da província da Holanda, outros europeus seriam integrados (huguenotes franceses, alemães e escandinavos), acrescido de alguns escravos malaios e indígenas. Os funcionários chamavam aos colonos “boers” (camponeses) mesmo que estes se dedicassem a outras actividades. Lentamente eles foram cultivando áreas maiores e afastando-se da (relativa) vida urbana colónia do cabo para o interior&lt;br /&gt;A companhia enviava funcionários sempre oriundos da metrópole, discriminando os colonos; o relacionamento entre ambos que nunca fora muito bom foi piorando; embora não houvesse conflito aberto, os colonos não esboçaram qualquer resistência quando passaram para o domínio britânico. &lt;br /&gt;As queixas contra os colonos eram sempre as mesmas: eram bêbados, devassos tomando escravas e indígenas como amantes (alguns desses descendentes acabaram por ser absorvidos na população branca e outros formaram uma população mista), preguiçosos, indiferentes à religião e incultos. Os colonos brancos começaram a ser chamados (por si e pelos da metrópole) Afrikander para se distinguirem dos brancos da metrópole. &lt;br /&gt;Curiosamente a língua holandesa falada pelos colonos modificou-se. O contacto com numerosos povos levou a que a língua se fosse simplificando gramaticalmente (ao mesmo tempo que se enriquecia do ponto de vista de vocabulário pelos imensos povos da zona) tornando-se diferente da língua mãe e uma língua própria (de notar que os habitantes dos países baixos e da Africa do sul conseguem compreender-se com algum esforço).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-115745067350781312?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/115745067350781312/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=115745067350781312' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/115745067350781312'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/115745067350781312'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2006/09/o-imprio-holands-iii.html' title='O Império Holandês-III'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-115710541017393663</id><published>2006-09-01T11:07:00.000+01:00</published><updated>2006-09-01T11:10:10.193+01:00</updated><title type='text'>O Império Holandês-II</title><content type='html'>A nível religioso, os países baixos tinham uma situação complexa. Os mercadores, os artesãos e parte da população trabalhadora das cidades da Holanda e Zelândia eram calvinistas, mas a pequena nobreza das restantes províncias e os camponeses mantinham-se católicos; calcula-se que fossem pelo menos 50% ainda no séc. XVII; os calvinistas “ortodoxos” seriam 1/3 e calvinistas de outras tendências, luteranos e judeus o resto. Embora o calvinismo fosse a única religião aceite teoricamente, as restantes acabavam por ter de ser toleradas. Os católicos eram suspeitos de favorecerem os espanhóis e estavam proibidos de exercer o seu culto, exercerem cargos públicos, terem edifícios específicos para o seu culto. Na realidade, com um pagamento às autoridades locais, praticavam o catolicismo sem entraves (excepto em períodos muito específicos). Para as restantes confissões a situação era semelhante embora com menos pressões. &lt;br /&gt;O recrutamento dos soldados e marinheiros para o ultramar era feito nas camadas mais pobres da população, maioritariamente na Holanda e Zelândia (o que implicava que apenas duas das províncias contribuíssem; as restantes contribuíam quando o território pátrio era ameaçado); muitos dos soldados eram católicos, levando a uma enorme desconfiança dos seus superiores. Raramente sendo o seu número suficiente, completavam-se com estrangeiros (franceses huguenotes, ingleses, valões, alemães, escandinavos, e por vezes até portugueses). A disciplina era mantida de forma impiedosa (tendo as tropas uma propensão para desertar quando as coisas corriam mal), sendo de forma geral mais disciplinadas e obedientes que as ibéricas (raramente se amotinavam, normalmente desertavam). Depois os oficiais queixavam-se de que os marinheiros tinham uma enorme propensão a estarem bêbados, atiravam-se a todas as prostitutas que encontravam e não ligavam à religião. Para manter a competitividade da marinha mercante holandesa (utilizo este termo propositadamente), os salários eram mantidos mais baixos do que em qualquer outro país do norte da Europa. Os saques eram proibidos, fazendo-se uma inventariação do que era confiscado em favor das companhias (deste modo os soldados perdiam mais um incentivo a combater, embora lá conseguissem roubar alguma coisa sem os oficias verem, ou com a cumplicidade destes).   &lt;br /&gt;Ora outro problema que os países baixos enfrentavam era o baixo número de pregadores. Só seguia essa carreira quem normalmente tinha vocação (a falta de incentivos económicos e de prestigio impedia os oportunistas de seguirem essa via). A população (mesmo a calvinista) raramente via com bons olhos os pregadores que eram habitualmente extremistas, contentando-se com um culto comunitário feito pela população local; como as restantes comunidades religiosas não contribuíam, o número possível de pregadores a ser sustentado tinha de ser necessariamente baixo (nos países baixos existiam ao todo cerca de 2000 pregadores, enquanto que as irmãs católicas ultrapassavam os 10000). &lt;br /&gt;Isto teve consequências na evangelização do império (que não sendo um objectivo inicial, acabou por ser tentado), pois com poucos pregadores disponíveis à partida, o número dos que aceitavam ir para as colónias ainda era mais reduzido (e parte deles morria nas viagens). Isto levava a que a sua influência fosse mínima, pois os católicos enviavam grande quantidade de missionários. Em zonas conquistadas aos portugueses, os “fieis” indígenas tinham de ser obrigados a assistir ao culto calvinista pela força senão fugiriam para a presença de padres clandestinos. Para além da questão numérica, todo o aparato da liturgia católica (por oposição à austeridade protestante) e a especial reverência dada aos sacerdotes católicos (semelhante ao respeito aos sacerdotes Hindus, budistas e outras religiões) contrastava com o ar de pequeno funcionário subalterno da companhia dos pregadores (que era o que na realidade eram e tratados com a respectiva desconsideração pelos superiores da companhia).  &lt;br /&gt;O principal resultado, foi que muitas zonas não sendo convertidas pelos holandeses, e privados da influência católica acabaram por reação ser convertidas ao islamismo (o caso da indonésia é o mais flagrante).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-115710541017393663?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/115710541017393663/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=115710541017393663' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/115710541017393663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/115710541017393663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2006/09/o-imprio-holands-ii.html' title='O Império Holandês-II'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-115677621094410638</id><published>2006-08-28T15:43:00.000+01:00</published><updated>2006-08-28T15:43:30.960+01:00</updated><title type='text'>O império Holandês-I</title><content type='html'>Como é que um grupo de revoltosos por motivos religiosos conseguiu criar por alguns anos uma das maiores potências marítimas? &lt;br /&gt;De uma forma resumida: na década de 1560, as províncias do sul (habitualmente chamada de Flandres), viram uma parte importante converter-se ao calvinismo. A repressão espanhola não tardou e muitos dos calvinistas fugiram para as províncias do norte (que se tinham mantido católicas). Expulsando os padres da igreja católica (ao contrário do que sucedera no sul, em que os padres se tinham convertidos em ministros protestantes), sem poder impor à população a nova religião, conseguiram pelo menos apropriar-se do governo das 7 províncias. A província da Holanda começou (com o afluxo de refugiados do sul) a dedicar-se à pirataria, e ao fechar a entrada do rio escalda ao porto de Antuérpia (o grande porto do sul), liquidou o comércio das províncias do sul, tendo Amesterdão no norte substituído Antuérpia. Grupos de mercadores associavam-se (para minimizar as perdas) e começaram a enviar pequenas frotas para o oriente (até então monopólio dos portugueses): apesar de por vezes as perdas incluírem ¾ dos barcos, os lucros chegavam aos 400 %. O dinheiro era em parte investido noutros negócios (como seguro no caso das coisas correrem mal), mas a maior parte era reinvestido em novas frotas. Ao fim de alguns anos, os mercadores começaram a associar-se em companhias que se disputavam (havia uma média uma companhia por província); para evitar as rivalidades, essas companhias fundiram-se, criando a companhia das índias ocidentais, e a companhia das ilhas orientais. Assim formava-se uma forte e rica classe de mercadores com espírito de iniciativa, que contrastava com as monarquias ibéricas, em que a Coroa detinha o monopólio dos comércios mais lucrativos, com pesadas burocracias.&lt;br /&gt;À medida que os anos passando, as 2 companhias deixaram de ter um carácter estritamente comercial, e começaram a conquistar territórios (sobretudo aos portugueses), ocupando parte do Brasil, Angola, etc. A ocupação de territórios exigia a manutenção de guarnições e frotas de defesa ao mesmo tempo que os inimigos europeus aumentavam (e mesmo os indígenas que deixavam de os ver como libertadores para meros novos ocupantes), perdendo boa parte dos seus territórios e da sua parte do comércio. Acabaram por ficar apenas com alguns enclaves nas Antilhas, Suriname, Indonésia, e uma colónia no cabo destinada a ter um curioso destino.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-115677621094410638?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/115677621094410638/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=115677621094410638' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/115677621094410638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/115677621094410638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2006/08/o-imprio-holands-i.html' title='O império Holandês-I'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-115590648087098772</id><published>2006-08-18T14:07:00.000+01:00</published><updated>2006-08-18T14:08:00.890+01:00</updated><title type='text'>Satyricon</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.damstede.net/uploads/BeeldendeV/KCV/satyric1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px;" src="http://www.damstede.net/uploads/BeeldendeV/KCV/satyric1.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comprei há uns tempos o filme de Felini; tinha-o visto há uns bons 10 anos e agora pude revê-lo.&lt;br /&gt;A história é uma adaptação livre da obra de Petrónio, relatando as aventuras de 2 libertos (Encolpio e Ascilto) que disputam os favores de um escravo (Giton) na época de Nero. O ambiente é algo surrealista, muito diferente das obras de Hollywood, com cenários e cores muito fortes; o ambiente de decadência que se normalmente associa a Roma está bem representado, com toda uma galeria de personagens depravadas (heterossexuais  e homosexuais) e pitorescas. A história não é contínua, sendo por episódios que se sucedem sem grande relação entre si (o que de algum modo acontece no livro, dado que este nos chegou mutilado). &lt;br /&gt;O início começa com uma disputa entre os libertos sobre o escravo num bordel (de ambiente grandioso e escuro). Vemos depois uma arenga de um poeta (Aganemnon) sobre a decadência das artes numa galeria /museu (existindo o episódio no livro, parece-me que foi plenamente adaptado aos tempos modernos). Segue-se o banquete de Trimalquião (o cenário é ao ar livre embora representando uma villa): um liberto milionário que se gaba da sua fortuna e vemos os seus amigos (com menos posses) a elogia-lo e a apresentarem as suas vidas (acho que a cena do cozinheiro tem mais impacto no livro, com tantos pormenores visuais, o filme perde bastante). A partir daqui o filme vai-se afastando cada vez mais do livro (e de qualquer cronologia coerente). Capturam um semi-deus hermafrodita (matando os seus companheiros) para obter um resgate mas ele acaba por morrer por falta de cuidados; são mais tarde feitos prisioneiros num navio e explorados sexualmente (embora isso não os desagradasse). Numa casa de patrícios em que os donos foram ordenados que cometessem suicídio (só fugindo os filhos), dois dos companheiros divertem-se com uma escrava que ficou. Um deles é obrigado noutro episódio a combater numa arena a imitar o labirinto de Cnossos, descobrindo no final que está impotente; numa espécie de bordel tenta recuperar a sua virilidade mas falha, parte em busca de uma feiticeira que acaba por cura-lo.&lt;br /&gt;Ok, o que se segue é a minha impressão pessoal.&lt;br /&gt;O filme não é para todos os estômagos, mas eu gostei muito e é visualmente belíssimo. Todo o ambiente é cínico e bem disposto, embora se fique com uma certa sensação de vazio (sobretudo no fim): aqueles personagens apenas seguem os seus prazeres, estão dispostas a qualquer intriga, mentira, calúnia ou assassínio para obterem o que querem (gratificação imediata), mas limitando-se a isso sem qualquer objectivo formando um maior contraste com o casal suicida (episódio introduzido por Felini, precisamente creio eu para marcar a diferença).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-115590648087098772?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/115590648087098772/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=115590648087098772' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/115590648087098772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/115590648087098772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2006/08/satyricon.html' title='Satyricon'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-115552555991727759</id><published>2006-08-14T04:15:00.000+01:00</published><updated>2006-08-14T04:20:07.480+01:00</updated><title type='text'>Desenhos pré-dinásticos no Egipto</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/6019/197/1600/getimage.asp.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6019/197/320/getimage.asp.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;a href="http://www.publico.clix.pt"&gt;Público 11.08.2006 - 16h55   Lusa&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p style="font-style: italic;"&gt;&lt;aux&gt;Arqueólogos egípcios descobriram sete conjuntos de desenhos zoomórficos da época pré-dinástica (entre 6000 e 3500 A.C.) esculpidos em rochedos a noroeste do Cairo, revelou hoje a imprensa local.&lt;/aux&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="font-style: italic;"&gt;&lt;aux&gt;Os desenhos que representam formas de animais foram encontrados durante um rastreio arqueológico nos vales de Al Doun e Al Rasis, na província de Port Said, na costa mediterrânica, precisou Zahy Hawass, secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os desenhos representam cabras, camurças, carneiros, coelhos, gatos selvagens, escorpiões e répteis, para além de animais semelhantes a girafas e elefantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Entre essas figuras, parecendo inspirado num combate, destaca-se a de dois homens lutando com bastões, um deles montado num animal semelhante a um camelo e o outro defendendo-se do primeiro com um escudo circular", adiantou Hawass.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na mesma zona foram descobertos vestígios de duas habitações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O plano de rastreio de vestígios arqueológicos pré-históricos está a ser realizado em todo o país pelo Conselho Supremo de Antiguidades.&lt;/aux&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-115552555991727759?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/115552555991727759/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=115552555991727759' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/115552555991727759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/115552555991727759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2006/08/desenhos-pr-dinsticos-no-egipto.html' title='Desenhos pré-dinásticos no Egipto'/><author><name>Luis Corujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04245277289603877087</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-115521382238228597</id><published>2006-08-10T13:42:00.000+01:00</published><updated>2006-08-10T13:43:49.193+01:00</updated><title type='text'>Herodes o grande</title><content type='html'>Ficou conhecido como um rei cruel e caprichoso (o massacre dos inocentes). Mas conseguiu deixar aos seus filhos um reino em paz.&lt;br /&gt;O seu pai Antipater, um idumeu (uma etnia que fora conquistada pelos judeus e obrigada a converter-se ao judaísmo), era amigo do rei Hircanio da Judeia. Este foi destronado pelo seu irmão (bastante mais competente), mas Antipater conseguiu com intervenções estrangeiras (árabes e romanos) devolver o trono a Hircanio. Antipater foi colocando os seus filhos e parentes em lugares chave, enquanto que a guerra civil entre os reis irmãos continuava. Com o assassínio de Antipater, Herodes sucedeu na direcção do reino. Tendo comandado os exércitos do pai (e combatendo mesmo na frente), continuou a faze-lo. Marco António decidiu que entre Hircanio (incompetente) e Antígono (anti-romano), dar a realeza a Herodes que sempre lhe fora fiel era o melhor. Quando Octávio venceu, Herodes decidiu jogar de forma franca: em vez de dizer que fora obrigado a apoiar Marco António e dizer que este fora um mau líder, assumiu que sempre lhe fora fiel e amigo e que se não tivesse sido desviado por outros motivo, teria combatido contra Octávio em Actium. Devolvia portanto a coroa ao vencedor. Octávio apreciou a franqueza e manteve-o no poder; nos anos seguintes iria até aumentar o território de Herodes pela ajuda que lhe iria prestar.&lt;br /&gt;Herodes passaria numerosos anos a pacificar o território que passara anos em guerra civil e sofrera com o banditismo, utilizando uma repressão brutal. As tensões religiosas (pois muitos viam com maus olhos a submissão a romanos que eram pagãos), aliava-se a um problema dinástico: Herodes continuava a ser visto como usurpador estrangeiro que destronara com o apoio romano a dinastia legítima. Esta rapidamente se extinguiu, pois Herodes eliminou sucessivamente todos os representantes masculinos. Só sobreviveram 2 mulheres com quem ele casou (e mandou matar depois) de quem teve filhos. Na sua própria família as coisas não correram bem: sofreu diversas conspirações de familiares, mandou matar 3 filhos, várias esposas, parentes e amigos. &lt;br /&gt;Pelo menos uma coisa não lhe pode imputado: não há nenhuma descrição de mandar matar bebés como é dito no novo testamento (se bem que ordenou imensas outras execuções igualmente repugnantes). &lt;br /&gt;Mandou construir palácios, monumentos e restaurar o Templo de Jerusalém. Basicamente teve uma vida semelhante a numerosos soberanos helenísticos, com a diferença de que sendo plebeu, continuou a ascensão ao trono começada pelo pai, criando uma dinastia que durou um século.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-115521382238228597?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/115521382238228597/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=115521382238228597' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/115521382238228597'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/115521382238228597'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2006/08/herodes-o-grande.html' title='Herodes o grande'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-115495184860796313</id><published>2006-08-07T12:50:00.000+01:00</published><updated>2006-08-07T12:57:28.633+01:00</updated><title type='text'>Ordens idiotas</title><content type='html'>A 2 de novembro próximo de Verdum em 1916, os alemães decidem evacuar o forte de Vaux. Os franceses apercebem-se mas decidem certificar-se primeiro, antes de ocupar o forte. Um oficial ordena então a 12 homens para se aproximar do forte, fazer muito barulho para atraír o fogo inimigo e assim confirmarem (ou não) a notícia. Os homens partem sem entusiasmo, mas tem a sorte de chegar depois do forte estar deserto. Com ordens destas e oficiais deste calíbre, não admira que no ano seguinte parte do exército se amotinasse.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-115495184860796313?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/115495184860796313/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=115495184860796313' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/115495184860796313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/115495184860796313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2006/08/ordens-idiotas.html' title='Ordens idiotas'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-115468118941627587</id><published>2006-08-04T09:42:00.000+01:00</published><updated>2006-08-04T09:46:29.436+01:00</updated><title type='text'>Arquimedes</title><content type='html'>Aparece hoje a seguinte notícia no público: foram descobertos vários tratados de Arquimedes inéditos num palimpsesto (manuscrito que foi raspado do texto para ser reaproveitado). O manuscrito era do séc. X e foi reutilizado como livro de orações no séc. XIII, sendo em grego.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-115468118941627587?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/115468118941627587/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=115468118941627587' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/115468118941627587'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/115468118941627587'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2006/08/arquimedes.html' title='Arquimedes'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-115443858876205724</id><published>2006-08-01T14:22:00.000+01:00</published><updated>2006-08-01T14:23:08.776+01:00</updated><title type='text'>Fim das férias</title><content type='html'>&lt;a href="http://content.answers.com/main/content/wp/en/thumb/4/45/180px-Ch20_asago.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px;" src="http://content.answers.com/main/content/wp/en/thumb/4/45/180px-Ch20_asago.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei de férias. Aproveitei para ler um pouco de tudo. No entanto, vou continuar a descrever o que li da vida de Genji.&lt;br /&gt;O velho imperador pai de Genji decidiu tornar Fujitsubo a sua imperatriz (em detrimento de Kokidem, sua concubina de há anos, mãe do próximo herdeiro e filha do ministro da direita), mas passado pouco tempo faleceu.. Ora isso provocou imensas alterações na corte. O novo imperador, meio-irmão de Genji (e filho de Kokidem) deixou-se facilmente dominar pela sua família materna. Tornou o seu avó ( o ministro da direita) todo poderoso, em detrimento do ministro da esquerda (sogro de Genji). Ainda por cima Kokidem tinha um ressentimento pessoal contra Genji, que se recusara a casar com uma irmã sua, em favor da filha do ministro da esquerda. Genji e todos familiares membros e aliados do ministro da esquerda vão sendo progressivamente afastados dos seus cargos. Mas Genji dá o golpe final: teve um “caso” com uma irmã de Kokidem e foi apanha do na cama com ela. Ora a agravar a situação, essa irmã costumava ser “visitada” pelo novo imperador. Este ficou desgostoso e terminou a relação com ela: esta percebeu a asneira que cometera, pois se Genji era amável, ela nunca passaria com ele de mais uma das numerosas conquistas, enquanto que com o imperador, ela poderia quem sabe chegar a imperatriz… Agora com o escândalo, dificilmente conseguiria ter um marido decente. O ambiente na corte acabou por ficar insuportável, e Genji acabou por ser exilado (embora não de forma oficial), levando um pequeno número de companheiros. A facção do ministro da direita era totalmente vencedora. Fujutsubo morre. E é aí que Genji vê com quem pode contar. Várias pessoas propõem-se a partir para exílio com ele mas ele recusa: não tem recursos para sustenta-las, e precisa de olhos na corte. Tono seu rival/amigo, desafia a corte e vai visitá-lo; alguns escrevem-lhe mas outros fazem de conta que nada se passa. Curiosamente, um antigo governador que se tornou monge e é vizinho deGenji, vê a oportunidade de ouro: embora seja de baixa categoria (era “apenas” um governador residente na província e não um cortesão) quer apresentar a sua filha a Genji pois sabe que um dia a situação deste irá mudar e ela terá uma vida melhor e decerto que ficará grato a quem o apoiou nos maus dias. A rapariga era extraordinariamente tímida (dado o desnível de origem social), mas Genji lá a engravida (e adquire mais uma esposa). &lt;br /&gt;Entretanto o ministro da direita morre, Kokidem e o imperador adoecem; este acha que é por ter exilado Genji e acaba por chama-lo de volta. Lentamente as coisas compõem-se. Quando o imperador abdica em favor do suposto meio-irmão (que na realidade era filho de Genji e que rapidamente é posto ao corrente de que este era o seu pai), as coisas mudam radicalmente. Genji torna o seu antigo sogro (o ministro da esquerda) chanceler (o governo prático do país), Tono é tornado ministro do centro, enquanto que ele trata de tudo o que é relacionado com a corte (cerimónias, nomeações, festas). Casa com Murasaki, a sua grande paixão (sobrinha de Fujutsubo, a sua outra grande paixão). E começa a época da retribuição. Não tanto contra a facção do ministro da direita (afinal eles apenas trataram de se governar), embora percam a maior parte dos cargos e poder, mas sobretudo contra os que lhe devendo favores, o ignoraram quando as coisas lhe correram mal. A começar por Hyobu, pai de Murasaki e irmão de Fujutsubo. De facto, estando tão próximo de Genji, ele “colou-se” à facção de Kokidem, contra a sua própria família. Ora tendo Hyobu uma outra filha que ele pretendia que fosse nomeada aia imperial, Genji veta essa nomeação em favor de uma filha de Tono; sem nunca lhe fazer má cara (afinal era o sogro), Genji paralisa-lhe qualquer hipótese de progressão. Com o tempo, Genji volta a ter uma certa rivalidade com Tono e a sua família, tudo dentro de limites muito estritos: hoje é um que ganha, amanhã é o outro (para escolha de concubinas e vitórias em concursos artísticos), pois uma divisão mais forte poderia ser aproveitada por outro clã. &lt;br /&gt;Mas Genji também recompensa as mulheres que lhe foram fieis. &lt;br /&gt;Uma princesa com quem ele tivera um romance tornara-se pobre (tão pobre, que o porteiro tinha de abrir a porta sozinho, não tendo ajudante); ele ajudou-a financeiramente. Outra ficou mesmo numa situação extrema (o nome dado em inglês é sawflower): sendo de sangue imperial, não podia casar com quem quer que fosse (nos velhos tempos, Genji tentara ter um relacionamento com ela, mas ao ver-lhe a cara desistiu (por ser feia), mas tendo pena, manteve-se amigo), mas ao morrer o pai, ficou sem fonte de rendimento. Não podia casar abaixo da sua condição, ninguém do seu estatuto queria casar com ela, e se fora fei em jovem, a idade não a favorecia. Foi sendo abandonada por criados e amigos até ficar sozinha no palácio em ruínas, tendo de procurar comida e apanhar lenha para sobreviver, esquecida pela corte e vivendo com a recordação da amizade que teve com Genji (que não passou disso). Só uma pessoa se lembrou dela: uma sobrinha, que fugira de casa quando a família começara na sua decadência para casar com um governador causando um escândalo sendo assim excluída dos círculos imperiais (o mesmo que sucedeu à sua tia, sem ter de passar fome). Ofereceu o cargo de governadora em sua casa, o que era uma humilhação para a tia que recusou. Por sorte, um dia Genji passou por lá (depois de voltar a brilhar na corte), e ao saber da história levou-a para o seu palácio, instalando-a numa das alas. Ela acaba por tratar dos assuntos da casa de Genji como governadora oficiosa) pois ele tem imensa confiança nela), mas de forma gradual e com tacto, para não chocar com Murasaki. &lt;br /&gt;Genji acaba por encher o palácio de antigas amantes que caíram em dias difíceis (já não sendo jovens, sendo viúvas ou solteiras elas ficam em situação muito complicada); Murasaki tolera isto melhor do que as suas escapadelas actuais (tornando-se na realidade amiga de algumas delas).  Mas no entanto, um novo romance irá complicar tudo. &lt;br /&gt;Genji encontrou a filha de uma velha paixão (essa filha era de Tono mas morrera de desgosto do seu não romance com Genji). Apesar de criada na província, e ter 20 anos Genji enviou-a a sawflower para ser educada rapidamente nas maneiras da corte, pois pretendia adopta-la (ele só tinha uma filha e Tono tinha várias) e usa-la para um casamento que o favorecesse. Mas com o tempo começou a achar um desperdício entrega-la a outros e decide tornar-se seu amante. A rapariga fica destroçada: livrara-se de complicações na província, achava que finalmente a sua vida ia ter um rumo, quando é o seu próprio benfeitor que tenta aproveitar-se! E sabe que desta vez ninguém a poderá ajudar (se bem que conseguiu manter Genji à distância em 2 capítulos; verei depois como se safa). &lt;br /&gt;Conclusões destes capítulos: os governadores das províncias, são senhores absolutos nas terras que governam, mas são humilhados e troçados pela corte como incultos; a escolha dos governadores é rotativa e dependente do patrocínio de cortesão a quem enviam presentes (mas dentro de um século eles conseguirão fixar-se nas terras e livrar-se da dependência da corte). As mulheres por mais bem nascidas que sejam, se não tiverem um pai, irmão ou marido que as mantenha, estarão numa situação verdadeiramente aflitiva se estiveram por sua conta.  &lt;br /&gt;Passado um momento de certa austeridade sobre o regime dos Fujiwara do ministro da direita, com os Fujiwara do ministro da esquerda, a vida volta ao que era: concursos de pintura, de poesia, declamação de versos (japoneses ou chineses), e muita música. A mulher que dá um filho a Genji, tem como principal dote saber usar o Koto (uma espécie de guitarra) de forma exímia; o mesmo com sawflower. Murasaki não tem qualquer capacidade especial mas é bonita. A nova imperatriz é escolhida num concurso de pintura, entre facções rivais. Outras amadas de Genji sabem bem escrever quer na forma (a caligrafia em si é uma arte para os japoneses), quer no conteúdo (as missivas nunca são feitas descrevendo algo directamente, mas sempre com recurso a poemas).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-115443858876205724?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/115443858876205724/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=115443858876205724' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/115443858876205724'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/115443858876205724'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2006/08/fim-das-frias.html' title='Fim das férias'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-115157035381410974</id><published>2006-06-29T09:38:00.000+01:00</published><updated>2006-06-29T09:40:21.396+01:00</updated><title type='text'>Férias</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.mystudios.com/art/northern/bruegel/bruegel-wedding-dance-outside.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px;" src="http://www.mystudios.com/art/northern/bruegel/bruegel-wedding-dance-outside.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Vou de férias e por isso é um bom motivo para celebrar!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-115157035381410974?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/115157035381410974/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=115157035381410974' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/115157035381410974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/115157035381410974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2006/06/frias.html' title='Férias'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-115133993508454227</id><published>2006-06-26T17:33:00.000+01:00</published><updated>2006-06-26T17:38:55.130+01:00</updated><title type='text'>Os mistérios</title><content type='html'>Os mistérios de Eleusis foram um conjunto de cerimónias celebradas em Eleusis (arredores de Atenas), desde um período indeterminado da antiguidade até à sua proibição em 392 pelo imperador Teodósio. Baseado em mitos (Deméter deusa da agricultura viu a sua filha Perséfone raptada por Hades deus dos mortos para a fazer sua esposa, o que levou à esterilidade da terra; depois de um compromisso, Perséfone passaria uma parte do ano no sub-mundo e o resto do ano à superfície), representava o ciclo das estações com a morte no inverno e o renascer na primavera. No período clássico, os mistérios eram das cerimónias mais importantes (a par dos jogos olímpicos) e levados a sério. Atenas perdoou muitos disparates a Alcibíades, mas a profanação desses mistérios custou-lhe a pena de morte (de que fugiu) e provavelmente a vitória da sua cidade na guerra do Peloponeso. O imperador romano Juliano participou nesses mistérios.  &lt;br /&gt;Em que consistiam? Na realidade pouco se sabe. Como os participantes tinham de manter segredo, só alguns aspectos públicos se conhecem (uma procissão). O resto pode-se deduzir: cânticos, orações, sacrifícios, embora se ignore o conteúdo exacto. Qualquer grego, independentemente da sua classe social podia participar (e ausência de cadastro) tornando-os relativamente igualitários e dando uma sensação de fraternidade; no período romano conseguiriam manter um forte prestigio (apesar da decadência dos cultos tradicionais greco-romanos) e só a sua limitação geográfica (o cerimonial tinha de ser cumprido localmente) impediu uma maior difusão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-115133993508454227?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/115133993508454227/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=115133993508454227' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/115133993508454227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/115133993508454227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2006/06/os-mistrios.html' title='Os mistérios'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-115097370752658901</id><published>2006-06-22T11:51:00.000+01:00</published><updated>2006-06-22T11:55:07.536+01:00</updated><title type='text'>Cavaleiros</title><content type='html'>No séc. XV, qualquer indivíduo que servisse por um determinado tempo em Ceuta ou nas praças de Africa com armas e cavalos por sua conta, adquiria o grau de cavaleiro. Muitos proprietários vilãos ou comerciantes abastados enviavam os seus filhos como forma de promoção. Simplesmente o grau era concedido apenas pela vida do beneficiário; a sua extensão a descendentes dependia da continuação do serviço ao rei para este a conceder.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-115097370752658901?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/115097370752658901/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=115097370752658901' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/115097370752658901'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/115097370752658901'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2006/06/cavaleiros.html' title='Cavaleiros'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-115044865095516150</id><published>2006-06-16T10:02:00.000+01:00</published><updated>2006-06-16T10:04:10.966+01:00</updated><title type='text'>Genji Monogatari</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.dartmouth.edu/~arth17/Genji4.gif"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px;" src="http://www.dartmouth.edu/~arth17/Genji4.gif" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retomei a ler a leitura da história de Genji (leio só no verão). Recapitulando, é um romance japonês escrito no séc. XI por uma mulher de que se ignora quase tudo (era acompanhante de uma princesa Japonesa) que retrata a vida fictícia de um filho (Genji) de um imperador e a vida da corte; não há exactamente uma trama, apenas seguimos a sua vida e o de outras pessoas que coexistem consigo.&lt;br /&gt;Genji teve o azar de ter uma mulher mais velha (cerca de 60 anos) apaixonar-se por ele, embora ele a rejeitasse. Tono, o seu amigo/rival/cunhado (pertencente ao poderoso clã Fujiwara) pensou que Genji gostava da senhora e insinuou-se com ela, acabando por ser bem sucedido; quando se espalhou de que Genji gostava da senhora (deixando este agastado), toda a gente achou uma bizarria alguém tão prendado gostar de uma velha. &lt;br /&gt;Mais tarde, Genji deixou sem querer, ficar mal visto a Senhora Ryoki (uma antiga ligação) ao recusar “encontrar-se” com ela, deixando o imperador aborrecido que achou que ele estava a ser indelicado. Genji acabou por conseguir dormir com Fujitsibo a nova consorte do imperador seu pai, engravidando-a; felizmente ninguém descobriu, apesar do rapaz ser igual ao pai Genji (deixando o imperador muito feliz, por pensar que tivera outro filho bonito como Genji). &lt;br /&gt;Entretanto a sua própria esposa oficial (Aoui) que estava cada vez mais fria com ele (não achando piada às suas constantes infidelidades), engravidou, mas ficou doente devido à presença de vários espíritos. Genji descobriu que esses espíritos eram inofensivos, o que estava a torna-la doente era a presença do espírito da senhora Ryoki (que ainda estava viva). A mulher acabou por falecer depois do parto deixando um rapaz. &lt;br /&gt;Murasaki (sobrinha de Fujitsibo) já tem uns 11 anos e está lentamente a perceber que não vai poder continuar a brincar com bonecas muito mais tempo, embora ainda não tenha percebido que Genji deverá torná-la sua esposa (já tinha várias para além da oficial).&lt;br /&gt;Genji participou numa excursão de Outono com a corte: foi tão brilhante na execução de uma dança (levando as lágrimas aos olhos da corte) que o resto do dia ficou estragado com a (comparativa) mediocridade das outras execuções. Num outro dia dançou novamente de forma improvisada portando-se bem, mas foi suplantado por Tono que se vestira de forma muito mais cuidadosa e fartara-se de ensaiar. &lt;br /&gt;O imperador arrependido de ter tornado Genji um comum, decide que o seu novo filho (filho de Genji) será um príncipe herdeiro (mais um de muitos), e trata de promover também Genji na hierarquia da corte, que se vai aborrecendo com as exigências do seu trabalho, preferindo a vida despreocupada que levara até então.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-115044865095516150?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/115044865095516150/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=115044865095516150' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/115044865095516150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/115044865095516150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2006/06/genji-monogatari.html' title='Genji Monogatari'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-115011201395864477</id><published>2006-06-12T12:30:00.000+01:00</published><updated>2006-06-12T12:33:33.966+01:00</updated><title type='text'>Bola</title><content type='html'>O rei Pirro estava a passar quando viu alguns soldados a jogar com uma bola com equipamento (armadura e capacete). Perguntou-lhes o que estavam a fazer: responderam-lhe que estavam a preparar-se para uma competição séria, a batalha. Satisfeito, Pirro decidiu ir ter com os oficiais para os soldados serem promovidos. Descobriu que os oficiais estavam a beber. Furioso despromoveu os oficiais e substituiu-os pelos soldados em questão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-115011201395864477?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/115011201395864477/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=115011201395864477' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/115011201395864477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/115011201395864477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2006/06/bola.html' title='Bola'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-114959743936731250</id><published>2006-06-06T13:29:00.000+01:00</published><updated>2006-06-06T13:37:19.380+01:00</updated><title type='text'>Respostas</title><content type='html'>Um amigo meu enviou-me este &lt;a href="http://ruitavares.weblog.com.pt/2006/06/as_costas_largas_de_deus#more )"&gt;link&lt;/a&gt; de um artigo do público que tinha lido. Respondi-lhe, e decidi colocar aqui o mail que lhe enviei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não posso falar pelo Ratzinger, mas posso dar-te uma achega da relação dos nazis com o cristianismo.&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, de forma subtil, no topo da hierarquia existia uma divisão entre os que eram católicos (Himmler, Goebbels) e protestantes (Borman). Não sendo qualquer um deles crente, desprezavam os da outra confissão. É um bocado difícil de explicar isto, mas Himmler mas mandava prender evangélicos sem dores de consciência, Borman tinha todo o prazer em mandar padres e freiras para campos de concentração (digamos que era uma espécie de solidariedade para com aqueles que tinha sido da sua confissão, embora já não acreditassem nela). Himmler admirava a igreja católica pela sua hierarquia, obediência, e liturgia, usava-a como modelo, embora planeando um dia livrar-se desse concorrente indesejado já que tinha uma origem não ariana, e estava sediada num país de raça inferior e pregava uma doutrina concorrente. &lt;br /&gt;A Igreja era tolerada e usada porque convinha, mas um dia, ela seria eliminada, como tinha acontecido com os partidos e os sindicatos. E o Deus dos Nazis era bem diferente. &lt;br /&gt;Quanto à igreja: no princípio, tal como a aristocracia e a classe média, ela só queria alguém que os salvasse dos comunistas; a igreja apoiava os conservadores (nunca os nazis que eram vistos como um bando de revolucionários, os discursos dos anos 20 eram muito anti-clericais), mas na década de 30 os nazis moderaram o discurso e tornaram-se respeitáveis. Os conservadores aliaram-se aos nazis e resolveram os problemas. Quem foi eliminado foi toda a casta de "vermelhos", o que não desagradou a ninguém (além dos próprios). O partido católico (existia um) opôs-se aos nazis, mas depois do "suicídio" do seu líder e mais alguns colaboradores na noite das facas longas, os católicos calaram-se. Porque reclamar, se tudo corria bem? Depois vieram as limitações da liberdade de discurso, de imprensa, perseguições de recalcitantes (padres e freiras que não sabiam estar calados), a eutanásia forçada de deficientes, mas tudo era compensado pelo aparecimento em cerimónias oficiais, o silenciamento dos elementos mais à esquerda do partido (que era na origem um partido com forte componente de esquerda) e manutenção dos privilégios. E é preciso não esquecer que o extermínio de prisioneiros é só a partir de 1942, até então não se praticava (o pessoal parece achar que campo de concentração=câmara de gaz e mortes indiscriminadas, o que é falso).&lt;br /&gt;Onde estava Deus? Isso interessa? Foram seres humanos que praticaram (e praticam) os horrores por livre arbítrio. É só a nós que nos temos de culpar."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-114959743936731250?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/114959743936731250/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=114959743936731250' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/114959743936731250'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/114959743936731250'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2006/06/respostas.html' title='Respostas'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-114958289838857630</id><published>2006-06-06T09:34:00.000+01:00</published><updated>2006-06-06T09:34:58.400+01:00</updated><title type='text'>Manuscritos</title><content type='html'>Imagina o leitor que se depara com um manuscrito alemão. Este manuscrito refere que um dia o povo alemão encontrará um líder que o fará despertar (dado que são um povo eleito), e entrará em guerra com os franceses a quem conquistarão dado este ser um povo degenerado, depois expandir-se-ão para leste, e criarão um império universal; a falsa igreja de Roma será derrubada e substituída por uma verdadeira. Mas mais importante que tudo, destruirão a raça maldita dos judeus que são uma praga que consome a terra (e muito mais verborreia do género). Familiar? Se pensa que isto é um texto nazi, desengane-se: é um manuscrito do séc. XVI do “anónimo de Nuremberga”. Provavelmente um frade, de que se ignora quase tudo. Do que se sabe nem Hitler, nem qualquer um dos teóricos nazis o leu. O que arrepia ainda mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-114958289838857630?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/114958289838857630/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=114958289838857630' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/114958289838857630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/114958289838857630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2006/06/manuscritos.html' title='Manuscritos'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-114908470355764677</id><published>2006-05-31T15:11:00.000+01:00</published><updated>2006-05-31T15:11:43.570+01:00</updated><title type='text'>Desertores</title><content type='html'>Dos portugueses que embarcavam para a Índia na primeira metade do séc. XVII, parte deles morria na viagem, ou nos primeiros tempos devido ao clima. Aí chegados, o seu destino seria o exército, mas como estado português tinha dificuldades financeiras, recorria ao expediente de desmobilizar a maioria dos soldados na época das monções. Estes ficavam a mendigar, arranjavam um emprego ou entravam na vida religiosa que lhes assegurava o sustento. Outros desertavam para os inimigos dos portugueses que lhes pagavam bem. Chegaram a ser 5000, o que era próximo do número de soldados portugueses ao serviço do vice-rei da Índia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-114908470355764677?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/114908470355764677/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=114908470355764677' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/114908470355764677'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/114908470355764677'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2006/05/desertores.html' title='Desertores'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-114846868362934277</id><published>2006-05-24T11:55:00.000+01:00</published><updated>2006-05-24T12:04:43.643+01:00</updated><title type='text'>Música</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.uc.pt/artes/6spp/imagens/graovasco_pentecostes-3.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px;" src="http://www.uc.pt/artes/6spp/imagens/graovasco_pentecostes-3.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A música religiosa portuguesa do séc. XVI teve uma enorme vitalidade. Para além da corte que tinha uma capela com músicos, os diversos bispados (e arcebispados) mantinham capelas (a de Évora era a mais famosa) assim como alguns grandes mosteiros (Santa Cruz de Coimbra). Isso assegurava a existência de locais permanentes de ensino da música e um mercado de trabalho com continuidade, mantendo um alto nível de qualidade (a nível de composição e execução) e diferenças de estilo conforme a localização geográfica. Deste modo alguns compositores portugueses conseguiram ter uma carreira no exterior (Pedro de Escobar é o mais famoso) ou mantendo-se cá, ter as suas peças impressas no &lt;a href="http://music.barnesandnoble.com/search/product.asp?z=y&amp;EAN=730099431026&amp;ITM=1"&gt;&lt;/a&gt; estrangeiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-114846868362934277?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/114846868362934277/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=114846868362934277' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/114846868362934277'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/114846868362934277'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2006/05/msica.html' title='Música'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-114769637946131501</id><published>2006-05-15T13:31:00.000+01:00</published><updated>2006-05-15T13:32:59.470+01:00</updated><title type='text'>Mais sobre livros</title><content type='html'>No séc. XVI em Lisboa existia cerca de uma dúzia de livrarias (tendo ao todo cerca de 60 empregados). Ainda existiam pela cidade tendeiros que também se dedicavam à venda de livros e manuscritos. Com um número um pouco inferior, existiam diversas livrarias também em Coimbra (graças à universidade), em Évora (que também tinha uma universidade) e Porto. Esses livreiros eram considerados ricos dado o grande investimento que representava a posse desses livros para venda. Boa parte dos livros eram vendidos sem capa, encomendando o comprador uma capa de acordo com as suas posses.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-114769637946131501?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/114769637946131501/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=114769637946131501' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/114769637946131501'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/114769637946131501'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2006/05/mais-sobre-livros.html' title='Mais sobre livros'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-114742261216148945</id><published>2006-05-12T09:26:00.000+01:00</published><updated>2006-05-12T09:30:12.170+01:00</updated><title type='text'>Livros</title><content type='html'>Num trabalho efectuado no qual se recensearam os livros impressos em Portugal no séc. XVI (uma parte pelo menos), concluíu-se que quase 60% eram em português, cerca de 30% em latim, uns 10% em castelhano e o resto (cerca de 1%) seria em outras línguas (grego e hebraico).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-114742261216148945?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/114742261216148945/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=114742261216148945' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/114742261216148945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/114742261216148945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2006/05/livros.html' title='Livros'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-114727134320010693</id><published>2006-05-10T15:27:00.000+01:00</published><updated>2006-05-10T15:29:03.210+01:00</updated><title type='text'>Cisma</title><content type='html'>&lt;a href="http://atheisme.free.fr/Religion/Au_nom_de_Dieu/Pillage_de_Constantinople_par_les_croises_en_1204.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px;" src="http://atheisme.free.fr/Religion/Au_nom_de_Dieu/Pillage_de_Constantinople_par_les_croises_en_1204.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um facto curioso: durante anos, considerava-se que o cisma entre a Igreja católica Romana e Grega deveu-se à progressiva separação das duas comunidades, que foram perdendo o contacto e foram-se encarando de forma cada vez mais hostil, levando a fricções (a questão dos iconoclastas teria envenenado ainda mais a situação), até à ruptura final em 1054. &lt;br /&gt;Ora actualmente começa-se a encarar as coisas de forma completamente diversa: teria sido o retomar dos contactos entre as duas partes que teria levado a uma progressiva hostilidade.&lt;br /&gt;Se recuarmos até ao séc. V e VI, vemos que vários príncipes bárbaros tinham servido nas cortes de Ravena (enquanto durou) e Constantinopla. Com a queda do império do ocidente, o império do oriente tinha uma reconhecida superioridade cultural e intelectual; mesmo a nível político, os Papas viravam-se para Bizâncio quando precisavam de ajuda (sobretudo até Carlos Magno). Com o estender de competências da Igreja Católica Romana, a criação do Sacro-Império, a estabilização de vários estados no ocidente, este foi-se progressivamente autonomizando, desenvolvendo uma cultura e identidade próprias, que não eram apenas restos da cultura antiga. Ora a partir do séc. X intensificaram-se os contactos e as impressões foram pouco agradáveis: os latinos (estou a considerar do ponto de vista da Igreja) consideravam os gregos efeminados e intriguistas, os gregos consideravam os latinos rudes e bárbaros. Os problemas políticos e religiosos apenas vieram acentuar a questão e o rompimento não foi nenhum choque para ambos os lados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-114727134320010693?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/114727134320010693/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=114727134320010693' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/114727134320010693'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/114727134320010693'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2006/05/cisma.html' title='Cisma'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-114655820716411932</id><published>2006-05-02T09:21:00.000+01:00</published><updated>2006-05-02T09:23:27.556+01:00</updated><title type='text'>Destruição de cidade romana</title><content type='html'>Em espanha foi destruída uma cidade romana (os seus vestígios) para construir um parque de.&lt;a href="http://www.timesonline.co.uk/newspaper/0,,176-2157887,00.html"&gt;estacionamento&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-114655820716411932?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/114655820716411932/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=114655820716411932' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/114655820716411932'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/114655820716411932'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2006/05/destruio-de-cidade-romana.html' title='Destruição de cidade romana'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-114468091029830394</id><published>2006-04-10T15:54:00.000+01:00</published><updated>2006-04-10T15:58:22.903+01:00</updated><title type='text'>O mais antigo mapa</title><content type='html'>Foi encontrado o mais antigo &lt;a href="http://www.telegraph.co.uk/news/main.jhtml?xml=/news/2005/11/18/wmap18.xml"&gt;mapa&lt;/a&gt; na itália.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-114468091029830394?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/114468091029830394/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=114468091029830394' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/114468091029830394'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/114468091029830394'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2006/04/o-mais-antigo-mapa.html' title='O mais antigo mapa'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-114466971861467245</id><published>2006-04-10T12:39:00.000+01:00</published><updated>2006-04-10T12:48:39.303+01:00</updated><title type='text'>Aristóteles estava certo e Platão errado</title><content type='html'>Na "Science et vie" deste mês de abril está um artigo sobre o big-bang que refere a existência de várias galáxias que tem sido encontradas &lt;strong&gt;mais velhas &lt;/strong&gt;do que a data que se reconhece para a criação do universo (e da famosa explosão). Encontram-se várias teoria, desde as mais radicais, que implicam pôr de parte a teoria dada as falhas encontradas nos últimos anos, às que não aceitam qualquer modificação sendo essas falhas anomalias que deverão ser explicadas. Uma chamou-me a atenção: o big-bang teria criado a matéria conhecida (cerca de 5% da matéria existente) sendo os outros 95% (matéria negra e energia sombra (esta para mim é nova!) anteriores o que significaria que o universo não teria tido um princípio, mas sempre existira, sem ter um momento de criação (daí o título do meu post). Claro que os cientistas ainda estão à guerra entre eles, dado que não existe nenhuma teoria geral que explique também a existência do universo, mas é bom ver a ciência não repousar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-114466971861467245?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/114466971861467245/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=114466971861467245' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/114466971861467245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/114466971861467245'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2006/04/aristteles-estava-certo-e-plato-errado.html' title='Aristóteles estava certo e Platão errado'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-114431137247797427</id><published>2006-04-06T09:14:00.000+01:00</published><updated>2006-04-06T09:16:12.490+01:00</updated><title type='text'>E ainda mais Watteau...</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.artic.edu/aic/students/sciarttech/images/watteau.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px;" src="http://www.artic.edu/aic/students/sciarttech/images/watteau.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-114431137247797427?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/114431137247797427/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=114431137247797427' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/114431137247797427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/114431137247797427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2006/04/e-ainda-mais-watteau.html' title='E ainda mais Watteau...'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-114364790676750407</id><published>2006-03-29T16:53:00.000+01:00</published><updated>2006-03-29T16:58:26.780+01:00</updated><title type='text'>Cleómenes</title><content type='html'>Quando li coisas sobre Cleómenes, deparei-me com esta história que achei hilariante. Cleómenes amava profundamente a mulher (afinal, estava casado com ela desde criança e tinham-se dado bem, apesar de ser um casamento de conveniência). Quando ela morreu ao fim de 20 anos de casamento (ele devia ter uns 30 anos, ela um pouco mais), ele sofreu um grande desgosto, mas tendo sido educado por um estóico, tratou de guardar o desgosto apenas para os seus próximos, não o mostrando em público. E tratou de arranjar uma amante e um amante.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-114364790676750407?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/114364790676750407/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=114364790676750407' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/114364790676750407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/114364790676750407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2006/03/clemenes_29.html' title='Cleómenes'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-114354238289458034</id><published>2006-03-28T11:34:00.000+01:00</published><updated>2006-03-29T09:20:34.353+01:00</updated><title type='text'>Ajax</title><content type='html'>Via o blog &lt;a href="http://oinsurgente.blogspot.com/"&gt;o insurgente&lt;/a&gt;, vi a notícia de que tinha sido descoberto o palácio de &lt;a href="http://www.timesonline.co.uk/article/0,,13509-2106548,00.html"&gt;Ajax&lt;/a&gt;. Ok, descobriram um palácio micénico que corresponde à datação correcta, mas atendendo a que estamos a falar de um heroi mítico que combateu numa guerra que provavelmente nunca se deu, descrito num poema séculos posteriores e que descreve um sociedade que não é a micénica mas a do período posterior (a chamada idade das trevas gregas), parece-me arriscado fazer esse tipo de apresentação (mesmo que venda bem).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-114354238289458034?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/114354238289458034/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=114354238289458034' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/114354238289458034'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/114354238289458034'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2006/03/ajax.html' title='Ajax'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-114346907912630173</id><published>2006-03-27T15:15:00.000+01:00</published><updated>2006-03-27T15:18:00.046+01:00</updated><title type='text'>Shi Huang Di</title><content type='html'>Ontem vi um filme chamado "Herói" que deu na televisão. O filme era (na minha opinião) aborrecido mas isso é uma questão de gosto. A ideia de apresentar várias versões do que sucedeu (muito parecido com o Roshamon) prolongou desnecessariamente o filme (enquanto que no filme de Akira Kurosawa dava-lhe real interesse) e as lutas com as pessoas a voar (estilo manga), tiram-lhe qualquer tipo de credibilidade. &lt;br /&gt;Bem, mas vou falar do rei que aparece no filme: Shi Huang, o primeiro imperador da China. &lt;br /&gt;Shi, pertencia ao reino Quin, um dos numerosos reinos chineses. Depois de 500 anos de lutas, com a subida de Shi, as coisas modificaram-se: subindo ao trono em 247 AC, conseguiu numa vintena de anos conquistar os restantes reinos. Proclamou-se o equivalente a imperador em 221 AC depois da capitulação do último reino e começou a trabalhar para a unificação cultural, uma vez efectuada a política. Uniformizou pesos e medidas, a escrita, eliminou os intelectuais que se opunham sí (a bem dizer, qualquer pessoa que ele imaginasse que não o aprovasse), ordenou a destruição de todos os livros que considerasse que nefastos. Mas ficou mais conhecido por duas obras: a grande muralha que protegeria a China dos povos nómadas (a actual muralha, não é a que ele edificou, já que ela foi abandonada, recuperada e alargada em diferentes troços por várias vezes) e construiu um imenso mausoléu com figuras de terracota (costuma aparecer em programas da national geographic e do canal História). Tendo um medo paranóico da morte, acabou por falecer numa viagem em busca da imortalidade. O seu filho não conseguiu aguentar o império, e ao fim de um par de anos, a dinastia terminou, recomeçando as confusões.&lt;br /&gt;Foi um soberano duro, impiedoso, que espremeu a população, que não admitia qualquer tipo de oposição. Mas acabou (por um breve tempo) com as guerras que devastavam a China, e as dinastias que o seguiriam retomariam muitas das suas medidas (embora de forma mais suave).&lt;br /&gt;Uma nota pessoal: há uns anos atrás, o seu nome era ocidentalizado como Shi Huang Ti, mas agora é apresentado como Qui Shi Huang, que supostamente é mais fiel ao seu nome.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-114346907912630173?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/114346907912630173/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=114346907912630173' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/114346907912630173'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/114346907912630173'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2006/03/shi-huang-di.html' title='Shi Huang Di'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-114312160506171960</id><published>2006-03-23T13:46:00.000Z</published><updated>2006-03-23T13:46:45.073Z</updated><title type='text'>Cleómenes</title><content type='html'>Alguns anos depois, o rei Leónidas morreu e sucedeu-lhe o filho Cleómenes (casado com a viúva de Agis). Ora sendo este ainda criança quando casou, a mulher passou os primeiros anos a contar-lhe os feitos do seu falecido marido. Chegado à idade adulta, Cleómenes decidiu aplicar o programa de Agis. Para evitar ter um destino semelhante, decidiu fazer um golpe (Agis tivera sempre a preocupação de agir dentro da lei e evitar atacar quem quer que fosse e a sua execução sem julgamento foi ilegal), executando os éforos e banindo um número de cidadãos que se poderia opor a si. Distribuiu as terras, e criou cerca de 4000 novos cidadãos. Reformou o velho exército hoplita, copiando a falange macedónica. Mas entrou em conflito com uma liga (a liga Acaia), que via com maus olhos o novo governo revolucionário a fortalecer a velha cidade odiada. Cleómenes infligiu-lhes várias derrotas sendo acolhido como libertador por várias populações que esperavam que as medidas que tinham sido aplicadas em Esparta, o seriam noutros locais. Aratos, o principal chefe da liga, acabou por ter de pedir ajuda ao seu até então maior inimigo, o rei da Macedónia. Este que fora expulso de boa parte da Grécia por Aratos, entrou imediatamente na Grécia e com um exército superior bem treinado, equipado e alimentado derrotou o exército de Cleómenes (a batalha foi bastante sangrenta, morrendo grande parte dos novos cidadãos). Cleómenes teve de fugir e refugiou-se no Egipto que lhe fornecera subsídios durante algum tempo. Mas aborrecido com as intrigas da corte e com a inacção tentou com uns companheiros uma revolta que correndo mal, levou ao suicídio colectivo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-114312160506171960?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/114312160506171960/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=114312160506171960' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/114312160506171960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/114312160506171960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2006/03/clemenes.html' title='Cleómenes'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-114295866671980667</id><published>2006-03-21T16:29:00.000Z</published><updated>2006-03-21T16:31:06.733Z</updated><title type='text'>Agis</title><content type='html'>Esparta depois das derrotas de Leuctros e Mantineia no séc. IV AC sofreu um total apagamento. Perdeu a liderança das cidades da península do Peloponeso que lhe dera um imenso poder. A diminuição de cidadãos por motivos demográficos que já vinha de trás) acelerou-se: no séc. VII Ac tinha cerca de 9000 cidadãos, no séc V AC cerca de 4000, um século depois eram menos de 2000. Em meados do séc. III AC, só restavam 700, dos quais só 100 eram proprietários (tendo os lotes de terras que tinham pertencido aos 9000 cerca de 500 anos antes). Ora nesse período, um jovem rei subiu ao trono, Agis. Este decidiu restabelecer o antigo poder da cidade, voltando (na teoria) a aplicar a antiga constituição espartana. No seu programa pretendia em primeiro lugar abolir as dívidas, depois redistribuir as terras por todos os cidadãos e a criação de novos cidadãos num total de 5000 (entre estrangeiros e periecos residentes na cidade); mais cerca de 15000 pessoas teriam direito a distribuição de terras. Só conseguiu implementar a 1ª reforma, pois sob o pretexto de que deveria aplicar uma reforma de cada vez, a segunda foi sendo adiada até acabar por ser assassinado por opositores às mudanças em 241 Ac, quando tinha 24 anos (Esparta tinha um regime com dois reis, e o líder da conspiração foi o outro rei juntamente com os éforos). O líder da conspiração era o rei Leónidas, que mandou assassinar também a mãe de Agis e a avó; sendo estas ricas proprietárias, tudo passou para a viúva de Agis (que já era rica) que foi obrigada a casar com o filho de Leónidas que era ainda criança. Mas o futuro reservava uma ironia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-114295866671980667?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/114295866671980667/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=114295866671980667' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/114295866671980667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/114295866671980667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2006/03/agis.html' title='Agis'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-114250104868755888</id><published>2006-03-16T09:23:00.000Z</published><updated>2006-03-16T09:24:08.700Z</updated><title type='text'>Amor e sangue</title><content type='html'>Há uns anos atrás vi um filme chamado amor e sangue. O realizador era o Paul Verhoen (realizador do robocop), mas o filme surpreendeu-me bastante.&lt;br /&gt;O filme passa-se em 1500, sem uma localização exacta, mas dá-nos pistas para provavelmente ser em Itália. Um príncipe que foi expulso da sua cidade, está com um exército de mercenários a retomá-la. Assistimos ao cerco e ao saque. Às tantas o príncipe apercebe-se que os mercenários não lhe vão deixar grande coisa da cidade, e com uma guarda fiel, obriga os mercenários desorganizados a abandonar a cidade sem nada. Estes dispersam-se, mas um grupo decide vingar-se. Aprisionam com um golpe de sorte a noiva do filho do príncipe e depois de uma série de peripécias, os mercenários são massacrados, a noiva reencontra-se com o seu noivo e os nobres acabam bem. &lt;br /&gt;O que me agradou neste filme, foi o facto de não haver “bons”. Todos são cúpidos, cruéis, traiçoeiros e corajosos ao extremo ou cobardes conforme as situações (o filme nesse aspecto parece do Sérgio Leone, para pior). O personagem principal (um dos chefes dos mercenários) não hesita em enganar os companheiros quando lhe interessa, inclusive a companheira que traz (eventualmente) o seu filho na barriga. O filho do príncipe embora a princípio mole, só se preocupando com os seus livros, quando tem a sua vida em jogo arranja a energias para se safar das situações. A sua noiva que ouviu demasiadas histórias de belos cavaleiros, balança-se para o lado que mais lhe convém.&lt;br /&gt;Os cenários são tardo-medievais, e vemos exércitos renascentistas em toda a sua glória com os soldados, prostitutas e padres. &lt;br /&gt;É um filme bastante forte, mas mais realista do que numerosas outras produções (de repente vê-me à cabeça Braveheart ou o Reino dos Céus).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-114250104868755888?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/114250104868755888/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=114250104868755888' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/114250104868755888'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/114250104868755888'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2006/03/amor-e-sangue.html' title='Amor e sangue'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-114174398313936790</id><published>2006-03-07T15:04:00.000Z</published><updated>2006-03-07T15:06:23.153Z</updated><title type='text'>O batalhão sagrado</title><content type='html'>Era uma unidade de elite da cidade de Tebas, constituída por 150 casais de homossexuais (ou seja, 300 homens). Teriam sido constituídos em princípios do séc. IV, participaram nas batalhas decisivas contra Esparta que derram a hegemonia à sua cidade (Leucra, Mantineia). Viram o seu fim em 338, contra os macedónios de Filipe II e Alexandre: aí, Atenas e Tebas durante muito tempo inimigas reconciliaram-se ao ver o perigo macedónio e jogaram não só a sua independência como a democracia como regime independente viável no contexto de grandes nações. Os génios militares dos príncipes macedónios levaram a melhor em Queroneia, no que foi uma das batalhas mais duras desse período. Primeiro foram os atenienses, depois os tebanos, os exércitos aliados fugiram do exército macedónio, tendo ficado unicamente o batalhão sagrado a resistir até ao fim. Apenas um reduzido número foi capturado, já feridos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-114174398313936790?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/114174398313936790/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=114174398313936790' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/114174398313936790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/114174398313936790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2006/03/o-batalho-sagrado.html' title='O batalhão sagrado'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-114139886902801733</id><published>2006-03-03T15:05:00.000Z</published><updated>2006-03-03T15:14:29.043Z</updated><title type='text'>Chorar pelos vivos?</title><content type='html'>Quando se deu a batalha de Leuctros (371 AC), entre Esparta e Tebas, aquela sofreu uma pesada derrota, perdendo 400 cidadão (para uma população de cidadãos no total de 1500); os éforos (magistrados que governavam a cidade), pediram às famílias dos mortos para não chorarem, dado que iria desmoralizar ainda mais a cidade. No dia seguinte, as famílias dos mortos saíram à rua alegres e bem vestidos, pois os seus mortos não tinham desonrado a cidade, enquanto que os familiares dos sobreviventes fizeram luto pela sua desonra: um espartano não deveria ser derrotado a menos que estivesse morto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-114139886902801733?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/114139886902801733/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=114139886902801733' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/114139886902801733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/114139886902801733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2006/03/chorar-pelos-vivos.html' title='Chorar pelos vivos?'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-114070709348953577</id><published>2006-02-23T15:04:00.000Z</published><updated>2006-02-23T15:04:53.503Z</updated><title type='text'>Carnaval</title><content type='html'>A origem do Carnaval é incerta. Normalmente atribui-se a uma festa romana, as saturnalia, em que as pessoas gozavam de enorme liberdade, chegando os escravos a ser servidos pelos seus donos (o mundo às avessas), para além de se beber e comer muito. Passava-se no entanto no final de Dezembro (enquanto que o nosso Carnaval é em Fevereiro). &lt;br /&gt;Só na Idade Média, é que se pode falar em verdadeiro Carnaval, dado que tem esse nome e as características actuais: o hábito das pessoas se mascararem, um cortejo, um rei do Carnaval e muita troça. O nome vem aparentemente do latim ou do italiano (carnem vale-adeus carne, tanto podendo significar a despedida da carne como alimento devido à Quaresma ou carne como prazeres terrenos). A festa mais popular começou a ser a de Roma (sendo patrocinadas pelos Papas até ao Concílio de Trento), mas Veneza começou lentamente a suplanta-la, tornando-se (à medida que perdia a sua importância política) uma capital de prazeres. É um exclusivo dos países católicos (e ortodoxos), não se festejando nos países protestantes até muito recentemente. A partir de meados do séc. XX, o Carnaval brasileiro tornou-se o mais popular do mundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-114070709348953577?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/114070709348953577/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=114070709348953577' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/114070709348953577'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/114070709348953577'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2006/02/carnaval.html' title='Carnaval'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-114062194425136768</id><published>2006-02-22T15:24:00.000Z</published><updated>2006-02-22T15:25:44.290Z</updated><title type='text'>Um roubo bem sucedido.</title><content type='html'>Philetaerus era um eunuco da época de Alexandre o grande, que depois da morte deste e de algumas confusões recebeu ordens do seu novo senhor Lisímaco (301 AC,) para comandar a fortaleza de Pérgamo (no território da actual Turquia) e o tesouro acumulado. Sendo Philetaerus um eunuco, não haveria perigo de este se revoltar e tentar criar uma dinastia, certo? Errado, pois possuía sobrinhos. Uma vintena de anos depois, desertou para um outro diadoque, Seleuco (criador da dinastia Seleucida) e este eliminou Lisímaco, sendo assassinado pouco depois por um filho de Ptolomeu que acolhera. Philetaerus aproveitou para criar um pequeno estado, distribuindo dinheiro a templos e comunidades gregas necessitadas, arranjou amigos, manteve-se à margem dos conflitos da época tudo isto de forma discreta e reconhecendo e apoiando verbalmente o novo rei seleucida (Antíoco), mas tornando-se progressivamente independente. Quando faleceu, passou a sucessão para o seu sobrinho; por essa altura já era tarde demais para os seleúcidas reconquistarem o enclave de Pérgamo, dado que tinham outros problemas em mão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-114062194425136768?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/114062194425136768/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=114062194425136768' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/114062194425136768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/114062194425136768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2006/02/um-roubo-bem-sucedido.html' title='Um roubo bem sucedido.'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-114044974900041805</id><published>2006-02-20T15:33:00.000Z</published><updated>2006-02-20T15:35:49.793Z</updated><title type='text'>Alcibiades</title><content type='html'>&lt;a href="http://ccwf.cc.utexas.edu/~kallet/greece/Pic%20Alcibiades.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px;" src="http://ccwf.cc.utexas.edu/~kallet/greece/Pic%20Alcibiades.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabei de ler este fim-de-semana a guerra do Peloponeso de Tucidides. Portanto decidi escrever sobre a personagem que domina o final da obra (a bem dizer, a segunda metade), Alcibíades.&lt;br /&gt;Nascido por volta de 450 AC, era parente de Péricles, o que significa que pertencia a uma das mais ricas nobres e influentes famílias atenienses. Teve os melhores mestres da época, e foi mesmo discípulo de Sócrates (aparecendo mesmo nalguns diálogos de Platão). Bem parecido, rico, inteligente, culto, bom conversador tinha tudo para agradar; o problema é que era vaidoso, cínico, e muito, muito ambicioso; enquanto que o seu ilustre parente fora o primeiro homem da cidade, mas respeitara sempre a democracia e servia a cidade, Alcibíades pretendia (pelo menos assim foi apresentado) apenas o poder e as honrarias. Participou na guerra do Peloponeso, e depois de alguns combates, conseguiu convencer os seus concidadãos a romper a trégua assinada (421 AC) com os espartanos. Tendo entrado a princípio no partido aristocrático, como este o olhara com desconfiança, acabou por virar-se para o partido popular favorável à guerra (que o poderia dar a glória que pretendia). Conseguiu que fosse aprovada uma expedição contra Siracusa na Sicília, que forneceria dinheiro, homens e matérias-primas que dariam a vantagem definitiva contra Esparta. Mas então a sua sorte mudou. Foi acusado de várias blasfémias (a mutilação das estátuas de Hermes, a profanação dos mistérios de Eleusis, de que ainda hoje se discute se ele foi de facto culpado), e depois de uma série de peripécias teve de fugir. A expedição terminou num desastre, perdendo-se mais de 20.000, uma centena de barcos e muito dinheiro; expedição fora de facto decisiva, mas não como planeado. Refugiou-se junto dos espartanos e deu-lhes vários conselhos contra a sua pátria, que foram muito úteis (nomeadamente, a escolha do comandante que esmagaria os atenienses na sicília). Mas acabou por ter de fugir (por uma questão de amores com a mulher de um dos reis de Esparta (eram sempre 2) para a corte de um dos satrápas persas, que dominava a costa asiática. Convenceu este que em vez de apoiar os espartanos como fizera até então, devia manter um equilíbrio entre os dois adversários para se enfraquecerem e deixarem a Pérsia em paz. Entretanto, entrara em negociações com Atenas, e exigiu para o seu regresso (prometendo o apoio da Pérsia para esmagar Esparta), que fosse abolido o regime democrático e nomeado uma oligarquia. Atenas resignou-se mas a oligarquia não o chamou de volta. A frota de Atenas em Samos revoltou-se e considerou-se a única representante legal de Atenas seguindo a democracia (o resto das forças atenienses fieis à cidade foram esmagadas). Alcibiades conseguiu convencer as forças em Samos a reconhece-lo como chefe democrático, e venceu os espartanos em vários reencontros e reconquistando territórios; a oligarquia caiu. Voltou e foi recebido triunfalmente em Atenas (407). Mas no ano seguinte vários dos seus lugares-tenentes foram derrotados e acabou por se retirar. Tentou ir para a Pérsia para convencer o grande rei a atacar Esparta, mas um dos satrápas a comando dos espartanos mandou assassina-lo. Era um final algo inglório mas de certo modo apropriado para quem levara uma vida tão movimentada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-114044974900041805?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/114044974900041805/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=114044974900041805' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/114044974900041805'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/114044974900041805'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2006/02/alcibiades.html' title='Alcibiades'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-113932477050469319</id><published>2006-02-07T15:05:00.000Z</published><updated>2006-02-07T15:06:10.516Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://www.geerts.com/images/painters/night-watch-rembrandt.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px;" src="http://www.geerts.com/images/painters/night-watch-rembrandt.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A propósito da exposição na Holanda de Rembrandt, coloco aqui a "Ronda da Noite".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-113932477050469319?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/113932477050469319/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=113932477050469319' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/113932477050469319'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/113932477050469319'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2006/02/propsito-da-exposio-na-holanda-de.html' title=''/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-113862863398925285</id><published>2006-01-30T13:33:00.000Z</published><updated>2006-01-30T13:43:54.023Z</updated><title type='text'>O último samurai</title><content type='html'>Vi ontem a maior parte desse filme ontem. Gostei muito como filme de samurais e de aventura romântica. Do ponto de vista histórico, mistura muitas coisas. &lt;br /&gt;De facto, quando o Japão seguiu a via da modernização houve uma série de revoltas de samurais e daymios e que não queriam perder os seus privilégios; a mais grave foi em 1877. O imperador e o governo esmagaram essas revoltas que colocavam o progresso em causa; pretendendo o Japão tornar-se uma potência, não era com o código do bushido que se venceria as modernas armas de fogo. Mas para além dessas mudanças, existem outras mais subtis: no novo sistema, nunca mais poderia um samurai decapitar um camponês, porque este lhe dera um encontrão ao passar na rua; mesmo existindo hierarquias acentuadas, alguns direitos básico, igualavam todos os novos cidadãos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-113862863398925285?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/113862863398925285/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=113862863398925285' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/113862863398925285'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/113862863398925285'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2006/01/o-ltimo-samurai.html' title='O último samurai'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-113837032865087229</id><published>2006-01-27T13:52:00.000Z</published><updated>2006-01-27T13:58:48.663Z</updated><title type='text'>Mozart</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.r-ds.com/images/ImagesOpera/mozart.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px;" src="http://www.r-ds.com/images/ImagesOpera/mozart.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Embora não tenha tempo para escrever, não posso deixar de assinalar o nascimento de Mozart.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-113837032865087229?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/113837032865087229/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=113837032865087229' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/113837032865087229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/113837032865087229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2006/01/mozart.html' title='Mozart'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-113811299848033742</id><published>2006-01-24T14:26:00.000Z</published><updated>2006-01-24T14:29:58.496Z</updated><title type='text'>O nome da Rosa</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.theperlmanpages.i12.com/bsmovies/gfx/rose01a.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px;" src="http://www.theperlmanpages.i12.com/bsmovies/gfx/rose01a.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme é bom, o livro é muito melhor. Vou tentar descrever o livro. Um velho monge beneditino (Adso de Melk) de finais do séc. XIV relata um acontecimento terrível que assistiu quando era jovem. &lt;br /&gt;50 anos antes, sendo um noviço, viajou com um frade franciscano inglês. Este que fora inquisidor, é chamado pelo abade de um mosteiro beneditino do norte de Itália para resolver um problema. Este mosteiro, tem uma biblioteca famosa, onde se copiam e conservam manuscritos antigos (mas não recentes), mas que é vedada a entrada. O irmão Baskerville (o nome do frade) é informado que foi encontrado um jovem que poderá ter sido assassinado (ou cometido suicídio). Nos dias seguintes mais morte vão-se sucedendo, e progressivamente, vamos descobrindo que as mortes estão relacionadas com um manuscrito que seria nada mais, nada menos do que o 2º livro da poética de Aristóteles (já falei dele aqui). Porquê os homicídios? De uma forma muito resumida, porque legitimava o riso. Quanto aos crimes, o quem, é fácil de adivinhar, o como é bastante engenhoso. São apresentadas inúmeras obras na maioria da alta idade média (quantas delas já desaparecidas e outras inventadas por Ecco). Os livros tem um valor que ultrapassa em muito o facto de serem um mero suporte de transmissão de conhecimento, não devendo ser permitidos o seu livro acesso aos comuns, dado o perigo de má interpretação. &lt;br /&gt;Ao mesmo tempo assistimos a todos os conflitos internos da igreja da época. Vemos as divisões que se davam nas ordens religiosas que tinham diferenças que poderíamos chamar de ideológicas (beneditinos mais aristocráticos mas representando um mundo que estava a ficar para trás, os dominicanos apresentados comos os maus devido à sua ortodoxia e zelo de perseguir os que se desviassem, os franciscanos mais abertos ao mundo mas com imensas divisões que levariam à criação de novas ordens religiosas e vários heréticos), os conflitos entre o Papado e o império e a sombra da inquisição, as várias heresias. &lt;br /&gt;Para além da trama policial (que serve para qualquer época), fica um background e uma atmosfera que retratam muito bem a época. &lt;br /&gt;Temos uma gama de personagens todas bem caracterizadas (Malaquias o alemão, Jorge o hispânico e Salvatore um herético convertido à simpática vida dos beneditinos antes de ser apanhado- “excelência reverendíssima, io stupido”). O inquisidor (Bernardo de Gui) existiu efectivamente).&lt;br /&gt;O filme teve de cortar com todos os pormenores que dão valor ao livro, mas apesar de tudo, consegue fazer um bom trabalho de salvar o que pode. O melhor filme de idade média que vi.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-113811299848033742?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/113811299848033742/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=113811299848033742' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/113811299848033742'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/113811299848033742'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2006/01/o-nome-da-rosa.html' title='O nome da Rosa'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-113798743927384201</id><published>2006-01-23T03:17:00.000Z</published><updated>2006-01-23T03:37:32.010Z</updated><title type='text'>A Maldição de Marialva</title><content type='html'>Tive oportunidade de ver ontem na RTP Memória o filme "&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0356858/"&gt;A Maldição de Marialva&lt;/a&gt;", de António Macedo, que sendo talvez o único filme português que recria a Idade Média (apesar de ser sobre o fantástico, baseado no conto de Alexandre Herculano, A Dama de Pés de Cabra, com demónios, bruxas e um alquimista), consegue prender pela caractetização que faz do que seria um burgo no Portucale do sec. X, ao qual não falta até um maometano pedinte, que para matar a sede acaa por beber vinho, enquanto ouve os cristãos a gozarem com por ter bebido "o sangue de Cristo" (Tens fome? Come porco.)&lt;br /&gt;Desde o vestuário, a linguagem, os nomes, a música, o retrato das actividades quotidianas, tudo contribui para que este filme seja do agrado dos amantes desta época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já agora, será que é possível adquiri-lo em DVD?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-113798743927384201?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/113798743927384201/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=113798743927384201' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/113798743927384201'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/113798743927384201'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2006/01/maldio-de-marialva.html' title='A Maldição de Marialva'/><author><name>Luis Corujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04245277289603877087</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-113767945117066724</id><published>2006-01-19T13:51:00.000Z</published><updated>2006-01-19T14:04:11.203Z</updated><title type='text'>Música</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.music.indiana.edu/som/courses/m653/pictures/vermeer%20lute.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px;" src="http://www.music.indiana.edu/som/courses/m653/pictures/vermeer%20lute.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uns dias atrás estive a ouvir um cd de música do séc. XVII das Provincias Unidas (vulgo, Holanda) países baixos. A maior parte peças era para virginal e alaúde. Não existia uma corte e aristocracia palaciana, o que dava um carácter diferente à sua música;  a música era tocada dentro das casas por um dos membros da família (pertencentes à burguesia ou pequena aristocracia) como forma de distração ao serão, não podendo ser muito complicadas, dado que não eram interpretadas por músicos profissionais; os modelos eram habitualmente italianos ou ingleses.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-113767945117066724?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/113767945117066724/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=113767945117066724' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/113767945117066724'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/113767945117066724'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2006/01/msica.html' title='Música'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-113750759057145551</id><published>2006-01-17T14:18:00.000Z</published><updated>2006-01-17T14:19:50.583Z</updated><title type='text'>O Papa desenterrado</title><content type='html'>&lt;a href="http://content.answers.com/main/content/wp/en-commons/thumb/9/92/300px-Jean_Paul_Laurens_Le_Pape_Formose_et_Etienne_VII_1870.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px;" src="http://content.answers.com/main/content/wp/en-commons/thumb/9/92/300px-Jean_Paul_Laurens_Le_Pape_Formose_et_Etienne_VII_1870.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Formoso nasceu em Itália em princípios do séc. IX. Seguiu uma carreira clerical e como numerosos sacerdotes serviu reis como diplomata (por curiosidade: era bispo não residente do Porto, que estava em mãos muçulmanas). Entrou em conflito com o papa João VIII e foi excomungado e foi destituído das suas funções (nomeadamente como bispo). Mas foi perdoado, retomou os seus cargos e acabou por ser eleito Papa; morreu em 896. Ora a partir daqui é que a sua “vida” se torna interessante. Em 897, um dos seus sucessores (Estêvão) decidiu organizar um sínodo, mandou desenterrar o cadáver de Formoso, vesti-lo com as vestes Pontifícias e julga-lo. Foi considerado culpado das acusações, destituído, mutilado, atirado ao rio e todos os seus actos considerados inválidos, incluindo a consagração e nomeação de bispos e por aí além (de padres nomeados por esses bispos, dos sacramentos feitos por estes, etc). O resultado foi uma tremenda desorganização da Igreja (dado que se considerava nulos todos os actos recentes). Isto provocou uma reacção que levou à prisão e assassínio do Papa Estêvão. Depois de uma série de peripécias, um Papa acabou por considerar válidos todos os actos de Formoso, anular o seu julgamento e deposição (colocando um ponto final à situação de confusão que se dera). Todo o episódio foi considerado uma aberração, e serviria de base para a doutrina da Igreja de não anular actos de pessoas consagradas. Mas alguns séculos depois, a Igreja voltaria a efectuar julgamentos de pessoas acusadas de heresia já falecidas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-113750759057145551?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/113750759057145551/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=113750759057145551' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/113750759057145551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/113750759057145551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2006/01/o-papa-desenterrado.html' title='O Papa desenterrado'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-113690147045986378</id><published>2006-01-10T13:55:00.000Z</published><updated>2006-01-10T13:57:50.476Z</updated><title type='text'>Guilherme o marechal</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.berkshirehistory.com/bios/images/wmarshal.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px;" src="http://www.berkshirehistory.com/bios/images/wmarshal.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Guilherme o marechal representou para muitos o epíteto do cavaleiro perfeito. &lt;br /&gt;Era o filho mais novo de um nobre de alguma importância com cargos na casa real de Inglaterra. Mas sendo o benjamim, a herança familiar estava-lhe vedada. Foi criado por um tio materno (que era mais importante) e depois de ser tornado cavaleiro e equipado, foi deixado por sua conta. Começou a participar em torneios para ganhar a vida. Nos torneios na época (conhecidos por “melee”), duas equipas participavam e combatiam (evitando matar embora por vezes sucedessem os acidentes) por nações às ordens de um capitão; o objectivo era derrubar os adversários para capturá-los e pedir resgate. Venceu centenas de combates, nunca sendo derrotado; era procurado e requisitado para os torneios. Recebeu mesmo um pequeno feudo em França, e o convite por vários grandes senhores com pensão perpétua. Ganhou muito dinheiro, mas esse era todo gasto: ter as melhores montadas, armas, homens a acompanhar, pagar (como era costume) a arautos e escudeiros nos torneios e sustentar toda a comitiva o ano inteiro segundo um padrão de vida aristocrático ficava caro. Foi nomeado tutor do príncipe, e quando este morreu, manteve-se ao serviço do rei Henrique II. Combateu contra os seus filhos (Ricardo coração de Leão e João sem Terra). Quando Ricardo ascendeu ao trono, esqueceu os ressentimentos, e deu-lhe como noiva a 2ª mais rica herdeira de Inglaterra. Para Guilherme terminaram as preocupações pelo seu futuro (já tinha mais de 40 anos e só um pequeno feudo); por curiosidade, acabou por casar o filho mais velho com uma filha de João sem Terra. Guilherme sempre defendeu o soberano quem quer que ele fosse, contra os revoltosos (mesmo que fossem os herdeiros do trono): assim foi com Henrique II, Ricardo I, João sem Terra e Henrique III. Quando João estava a morrer entregou-lhe a custódia do filho menor, dado que deixava o reino em estado aflitivo: uma guerra contra a França (que invadiu a Inglaterra imediatamente) e os nobres em revolta. Guilherme conseguiu vencer em repetidos combates, negociando uma paz que levou à submissão dos nobres e retirada dos franceses. Conseguiu acalmar a situação (confirmou a magna carta), mas quando estava a agonizar (1219), nomeou o legado papal como regente, dada a sua desconfiança para com qualquer membro da nobreza ou clero.&lt;br /&gt;Georges Duby tinha um bom livro sobre esta figura, tendo-se baseado num poema épico encomendado pelo filho de Guilherme (também chamado Guilherme).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-113690147045986378?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/113690147045986378/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=113690147045986378' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/113690147045986378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/113690147045986378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2006/01/guilherme-o-marechal.html' title='Guilherme o marechal'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-113636906466471177</id><published>2006-01-04T10:02:00.000Z</published><updated>2006-01-04T10:04:24.676Z</updated><title type='text'>Aguirre o conquistador</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.cinetecamilano.it/2001/p_ago_set_ott01/aguirre.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px;" src="http://www.cinetecamilano.it/2001/p_ago_set_ott01/aguirre.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi o filme há uns anos atrás e lembro-me que me espantou a princípio: actores alemães a representarem conquistadores espanhóis? Mas acabei por gostar muito do filme; mais tarde li uma crónica do séc. XVI de um seu companheiro (creio que se chamava Eldorado o livro)  e vou começar por esta, dado que retrata parte da vida de Aguirre.&lt;br /&gt;Lopo de Aguirre nasceu no reino de Espanha em 1510 e era filho de um nobre. Partiu como outros para o novo mundo em busca de riquezas, que tinham feito a fama de Pizarro e Cortês. Ora se essas são as duas expedições mais conhecidas, numerosas outras existiram. Grupos de aventureiros procuravam descobrir novos impérios e atingir o El Dorado. Aguirre participou em várias expedições. Também se meteu em problemas e esteve foragido depois de um assassinato. Conseguiu um perdão da coroa e voluntariou-se (1560) numa outra expedição pelo rio amazonas, liderada por Pedro de Ursua. No ano seguinte (ainda na expedição) participou numa conspiração que substituiu Ursua por Fernando de Guzmão; Aguirre livrou-se dele mais tarde e tomou a liderança. Decidiu então proclamar-se senhor da América do sul e escreveu uma extraordinária carta a Carlos V dizendo-lhe para não se meter no território que era o seu por direito de conquista e esforço de tantos anos. Os seus seguidores mantinham-se fiéis devido à sua crueldade e pronta execução de potenciais traidores. Quando entrou em contacto com as tropas da Coroa, tudo se esborou, os seus seguidores abandonaram-no e depois de conseguir matar a filha, foi morto. &lt;br /&gt;O filme (Aguirre, a ira de Deus) acompanha unicamente a última expedição, embora contenha elementos retirados de outras expedições e contenha alterações em relação à história. Vemos Aguirre que é uma personagem relativamente menor, crescer de importância, as conspirações e a progressiva loucura de Aguirre. No final do filme, vemos os sobreviventes deitados em jangadas à deriva (sem sabermos se estão vivos ou mortos) com Aguirre a gritar as suas futuras conquistas e que criará uma nova estirpe com a sua filha, enquanto uma série de macacos estão nas jangadas indiferentes aos seus gritos. A maneira como a selva é filmada é opressiva: é um inimigo do homem que não devia lá estar e que parte para a morte. E as representações são excelentes, com bons retratos psicológicos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-113636906466471177?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/113636906466471177/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=113636906466471177' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/113636906466471177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/113636906466471177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2006/01/aguirre-o-conquistador.html' title='Aguirre o conquistador'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-113584778779378792</id><published>2005-12-29T09:11:00.000Z</published><updated>2005-12-29T09:16:27.810Z</updated><title type='text'>Textos primitivos-II</title><content type='html'>Este é o mais antigo texto em língua italiana que sobreviveu (séc. IX). É bastante semelhante ao latim (mais do que o texto francês que já apresentei anteriormente; no entanto já não usa as regras gramaticais que o definiria como tal. É um poema sobre a vida no campo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se pareba boues&lt;br /&gt;alba pratalia araba&lt;br /&gt;&amp; albo uersorio teneba&lt;br /&gt;&amp; negro semen seminaba.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-113584778779378792?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/113584778779378792/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=113584778779378792' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/113584778779378792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/113584778779378792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2005/12/textos-primitivos-ii.html' title='Textos primitivos-II'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-113578350119892075</id><published>2005-12-28T15:23:00.000Z</published><updated>2005-12-28T15:30:19.116Z</updated><title type='text'>A vida de Brian</title><content type='html'>&lt;a href="http://news.bbc.co.uk/olmedia/945000/images/_948331_brian300.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px;" src="http://news.bbc.co.uk/olmedia/945000/images/_948331_brian300.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste natal tive de ver vários filmes, a maioria para esquecer, mas ofereceram-me um que compensa todos os outros: “A vida de Brian”.&lt;br /&gt;Não sendo um filme histórico propriamente dito, é uma sátira bem concebida; já tinha visto o filme há uns anos atrás (sem legendas o que dificultava a compreensão de muitas piadas).&lt;br /&gt;Brian é um jovem que nasce na mesma altura que Jesus Cristo em Israel e leva uma vida paralela (mas não similar). Leva uma vida banal (assistindo a sermões e apedrejamentos), até que entra num grupo anti-romano (creio que é o Judean People's Front, mas não tenho a certeza), que passam o tempo a reunir-se para discutir a opressão romana mas que consideram o seu maior inimigo os outros movimentos. Sem querer torna-se num profeta seguido e adulado por uma multidão (quando ele lhes diz que devem pensar por eles próprios eles repetem em coro que devem pensar por si próprios; formam-se também 2 movimentos rivais, os seguidores da cabaça e os da sandália); acaba por ser preso e crucificado (com os outros crucificados a cantar). As piadas variam entre uma feroz critica ao fanatismo religioso e grupos políticos  e outras mais inofensivas, embora não sejam simples (romanes eunt domus). Pareceu-me curioso como muitas ideias apresentadas como nonsense iriam ter outro desenvolvimento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-113578350119892075?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/113578350119892075/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=113578350119892075' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/113578350119892075'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/113578350119892075'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2005/12/vida-de-brian.html' title='A vida de Brian'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-113567702746478394</id><published>2005-12-27T09:48:00.000Z</published><updated>2005-12-27T09:50:27.476Z</updated><title type='text'>Natal</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.wga.hu/art/p/piero/francesc/nativity.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px;" src="http://www.wga.hu/art/p/piero/francesc/nativity.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de atrasado, cá vai uma imagem alusiva à quadra (é de Piero de La Francesca).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-113567702746478394?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/113567702746478394/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=113567702746478394' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/113567702746478394'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/113567702746478394'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2005/12/natal.html' title='Natal'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-113554224188066650</id><published>2005-12-25T20:19:00.000Z</published><updated>2005-12-25T20:25:51.423Z</updated><title type='text'>Mapa de Piri Reis</title><content type='html'>Aqui está uma prenda natalícia:&lt;br /&gt;Considerado por muitos como o primeiro mapa com costa do continente americano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.lostinn.com/lworld/Immagini/pirimap.jpg"&gt;Mapa&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-113554224188066650?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/113554224188066650/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=113554224188066650' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/113554224188066650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/113554224188066650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2005/12/mapa-de-piri-reis.html' title='Mapa de Piri Reis'/><author><name>Luis Corujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04245277289603877087</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-113515913744496882</id><published>2005-12-21T09:57:00.000Z</published><updated>2005-12-21T09:58:57.456Z</updated><title type='text'>Barry Lyndon</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.cinematographers.nl/GreatDoPh/Films/BarryLyndon2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px;" src="http://www.cinematographers.nl/GreatDoPh/Films/BarryLyndon2.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um excelente filme (na minha opinião) de Stanley Kubrick. Embora não retrate um acontecimento real, descreve muito bem a segunda metade do séc. XVIII. &lt;br /&gt;Barry Lyndon é um jovem irlandês do que poderíamos chamar de classe média que depois de um escândalo de amores, é obrigado a fugir. Leva uma vida aventurosa na Europa sendo soldado de Frederico o grande, espião, e jogador. Torna-se amante de uma mulher rica inglesa e casa com ela depois de ela enviuvar. Leva uma vida de grande aristocrata (festas) e efectua alguns investimentos com maus resultados. Traindo a mulher e dando-se mal com o enteado acaba por ficar mutilado por este num duelo, tendo de sair de casa e voltando a uma semi-pobreza. &lt;br /&gt;A recriação da época a nível de roupas, decoração e costumes é primorosamente feita. A banda sonora embora não seja da época (há de tudo, desde Handel aos Chieftains) é adequada aos momentos do filme (sobretudo a sarabanda de Handel). O filme tem um ritmo lento e muito detalhado (a cena de sedução de Barry na mesa de jogo à que iria ser sua esposa ao som de Schubert é inesquecível).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-113515913744496882?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/113515913744496882/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=113515913744496882' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/113515913744496882'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/113515913744496882'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2005/12/barry-lyndon.html' title='Barry Lyndon'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-113496313669643389</id><published>2005-12-19T02:17:00.000Z</published><updated>2005-12-19T03:35:22.763Z</updated><title type='text'>Descodificado o ADN do Mamute</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://newsimg.bbc.co.uk/media/images/41133000/jpg/_41133680_mammoth_bbc_203.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 203px;" src="http://newsimg.bbc.co.uk/media/images/41133000/jpg/_41133680_mammoth_bbc_203.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://news.bbc.co.uk/2/hi/science/nature/4535190.stm"&gt;http://news.bbc.co.uk/2/hi/science/nature/4535190.stm&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com a notícia, a sequência das 5 mil letras que compõem o ADN mitocondrial do Mamute foram descodificados, permitindo descobrir , por exemplo, que teria um parentesco mais próximo ao do elefante asiático, do que ao elefante africano.&lt;br /&gt;Este ADN esteve preseservado nas camadas de Permafrost, tal como a de muitos outros animais do Plistoceno, sendo a primeira vez que se descodifica o ADN de um animal dessa época (o primeiro foi a Moa, uma ave que se extinguiu à cerca de 500 anos.&lt;br /&gt;A novidade desta descoberta prende-se também com a técnica utilizada, que permite utilizar mesmo pequenos vestígios de ossos fossilizados. Foram estudados 46 partes de ADN Mitocondrial, que foram comparados e organizados ordenadamente.&lt;br /&gt;O ADN Mitocondrial permite, entre outras coisas, estudar os parentescos evolucionários entre diferentes espécies.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-113496313669643389?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/113496313669643389/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=113496313669643389' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/113496313669643389'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/113496313669643389'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2005/12/descodificado-o-adn-do-mamute.html' title='Descodificado o ADN do Mamute'/><author><name>Luis Corujo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04245277289603877087</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-113463798575225957</id><published>2005-12-15T09:11:00.000Z</published><updated>2005-12-15T09:14:06.980Z</updated><title type='text'>Mais um site...</title><content type='html'>E este tem publicações&lt;a href="http://www.arqueotavira.com/"&gt; e tudo...&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-113463798575225957?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/113463798575225957/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=113463798575225957' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/113463798575225957'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/113463798575225957'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2005/12/mais-um-site.html' title='Mais um site...'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-113455120181258445</id><published>2005-12-14T09:04:00.000Z</published><updated>2005-12-14T09:06:41.826Z</updated><title type='text'>Novo blog</title><content type='html'>Descobri um novo blog de &lt;a href="http://www.neoarqueo.blogspot.com/"&gt;arqueologia&lt;/a&gt;, desejo-lhes as maiores felicidades!.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-113455120181258445?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/113455120181258445/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=113455120181258445' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/113455120181258445'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/113455120181258445'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2005/12/novo-blog.html' title='Novo blog'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-113448308865045035</id><published>2005-12-13T14:05:00.000Z</published><updated>2005-12-13T14:11:28.663Z</updated><title type='text'>Druidas</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.tribute.ca/tribute_objects/images/movies/druids/druids09.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px;" src="http://www.tribute.ca/tribute_objects/images/movies/druids/druids09.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de falar de um óptimo filme, vou falar de um péssimo. &lt;br /&gt;“Os druidas”, relatam o conflito de César com os gauleses, sendo Vercingetorix o herói. A história é relativamente fiel aos acontecimentos (com algumas aventuras pelo meio para entreter). O problema é que Vercingetorix é representado por Christopher Lambert (o que fez o filme “Os imortais”), tendo poucas capacidades de representação; nem a melhor representação dos outros actores (nomeadamente Max Von Sidow) o salvam. O filme apesar de tentar ser profundo e dramático não o consegue, e como filme de aventuras também falha. O armamento romano é posterior (mas imagino que tivessem aproveitado os materiais de outros filmes por razões orçamentais) e nem sequer as batalhas são minimamente credíveis (poucos actores e má coreografia: existe um plano filmado de cima que supostamente representa o ponto onde os soldados passam, mas percebe-se que são sempre os mesmos 6 ou 7). Enquanto que o gladiador atropelava completamente a história, inventando alegremente o que queria mas era um razoável filme de aventura, este é apenas aborrecido. É certo que o filme resiste à tentação muito comum de apresentar bons e maus: cada lado tenta defender os seus interesses; também comete muitos atropelos à história. Mas não compensa a má representação e o aborrecimento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-113448308865045035?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/113448308865045035/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=113448308865045035' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/113448308865045035'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/113448308865045035'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2005/12/druidas.html' title='Druidas'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-113439572781225557</id><published>2005-12-12T13:54:00.000Z</published><updated>2005-12-12T13:55:27.826Z</updated><title type='text'>Longevidade</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.familybible.org/Teaching/Religions/Meiji.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px;" src="http://www.familybible.org/Teaching/Religions/Meiji.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Imagem do imperador Meiji&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando no séc. XII, os samurais apoderaram-se das rédeas do poder no Japão, os Kuge (aristocracia palaciana aparentada com o imperador), ficaram reduzidos a um papel simbólico, preenchendo os cargos da corte que eram meramente honoríficos. Mas sobreviveram. A velha família fujiwara (que remontava a um período anterior ao séc. VII) com os seus vários ramos (Ichijo, Kujo, Nijo, Konoe and Takatsukasa), assim como outras famílias (Daigo, Hamuro, etc) mantiveram-se como nobres à volta do imperador na capital Quioto, e guardando o que restava dos cargos e terras. No séc. XVI, saiu nova legislação que acabou por os arruinar: todas as terras de uma província pertenciam ao daymio (senhor da província) ou a seus vassalos não se podendo ter terras espartilhadas. A partir do séc. XVII os shoguns atribuíram um rendimento ao imperador equivalente à mais pequena província, o que daria para sustentar a sua família, palácio e alguns servidores mais próximos. Os restante kuge ou ainda tinham terras nos arredores de Quioto, ou tinham de arranjar meio de subsistência. Através do ensino das artes aos samurais, e servindo de mestres de etiqueta e cerimónia, lá foram sobrevivendo até ao séc. XIX (ainda as mesmas famílias do séc. VII, a poligamia assim como um sistema flexível de sucessão com primos tem essas vantagens). Quando se dá a revolução Meiji, parte da nobreza samurai que se recusou a aceitar as mudanças foi destruída. Ora, o novo imperador decidiu criar uma nova aristocracia (Kazoku), e fundiu os kuge com os samurai, existindo uma hierarquia de 5 graus desde príncipes a barões (1884). Por mera coincidência, o grau mais elevado da hierarquia foi atribuído unicamente aos Fujiwara e parentes imperiais, com uma excepção: o último shogun Tokugawa que abdicara do poder pôde formar o seu próprio ramo principesco; todos os outros Tokugawa e daymios ficaram em escalões inferiores da nobreza (quando décadas antes dominavam o país), ainda por cima equiparados às velhas famílias kuge que há um milénio que não tinham qualquer influência real e que se vingavam agora… Toda esta nobreza representada na câmara dos pares, iria reconverter-se em banqueiros e industriais. Mas enquanto que os descendentes dos Kuge se dedicariam mais à política (grande parte dos ministros e primeiros ministros eram príncipes ou marqueses), parte dos descendentes dos antigos samurais iria para o exército. Na década de 20 e 30, com as dificuldades do país, os militares começaram novamente a exigir uma política mais agressiva e a apoderar-se das rédeas do poder em detrimento dos civis. Com a derrota na segunda guerra mundial, os títulos nobiliárquicos foram abolidos. Mas pouco importa: os Fujiwara, Tokugawa e toda as velhas nobrezas do país ainda são as famílias que importam na política e na economia. De facto, cada vez que sentiam um período de uma mudança, tomavam em mãos o processo em vez de esperar que outros o fizessem, de forma a poderem adaptar-se e manter-se como grupo dominante.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-113439572781225557?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/113439572781225557/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=113439572781225557' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/113439572781225557'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/113439572781225557'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2005/12/longevidade.html' title='Longevidade'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-113412241105334451</id><published>2005-12-09T09:58:00.000Z</published><updated>2005-12-09T10:00:11.066Z</updated><title type='text'>As revoltas francesa-V</title><content type='html'>&lt;a href="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/thumb/d/db/May_68_poster_1.png/250px-May_68_poster_1.png"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px;" src="http://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/thumb/d/db/May_68_poster_1.png/250px-May_68_poster_1.png" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O maio de 68 como outras revoltas surgiu aparentemente de pequenos factores. Os estudantes da Universidade de Paris que estavam em conflito latente com a universidade e, ao verem a ameaça de expulsão de colegas seus, juntaram-se em protesto na sorbonne (6 de Maio); as autoridades reagiram mandando prender alunos e começaram motins, terminando com centenas de prisões. Nos dias seguintes mais alunos foram à universidade em protesto (que entretanto fora encerrada) e deram-se mais confrontos (e prisões); a partir do dia 6 as coisas pioraram, na medida em que alunos do liceu, professores, trabalhadores apoiaram os estudantes da universidade, e continuaram os confrontos entre a polícia e os manifestantes mas agora pela cidade. No dia 13 os próprios sindicatos vieram em apoio dos estudantes (apesar das renitências do PC francês). Apesar de cedências do governo (libertação dos presos, negociação de reivindicações), a partir daí as coisas espalharam-se pelo país, deixando de ser uma mera coisa de estudantes, com trabalhadores a ocupar fábricas e greves gerais; as exigências feitas pelos sindicatos (aumentos de salários e condições de vida), tornavam-se muito moderadas comparadas com as atitudes dos trabalhadores. Curiosamente as coisas em Junho acalmaram: de Gaulle que recusara demitir-se, marcou eleições para o parlamento, conseguiu que os trabalhadores voltassem a trabalhar e a polícia ocupasse a sorbonne; conseguindo um resultado confortável nas eleições, o assunto ficou para trás.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-113412241105334451?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/113412241105334451/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=113412241105334451' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/113412241105334451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/113412241105334451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2005/12/as-revoltas-francesa-v.html' title='As revoltas francesa-V'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-113379069515847117</id><published>2005-12-05T13:48:00.000Z</published><updated>2005-12-05T13:51:35.173Z</updated><title type='text'>Ran</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.geocities.com/queeniemab/ran1.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px;" src="http://www.geocities.com/queeniemab/ran1.JPG" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decidi apresentar neste blog alguns filmes históricos ou vagamente históricos. E o primeiro vai ser um dos que considero um dos melhores do realizador Akira Kurosawa.&lt;br /&gt;O contexto do filme passa-se algures na segunda metade do séc. XVI (uma vez que os portugueses introduziram as armas de fogo em 1542 e demorou-se algum tempo a divulga-las). A estória é vagamente baseada na do rei Lear: um velho senhor (Hidetora) abdica em favor dos filhos (eram 3) esperando que eles se dêem bem, o terceiro discute com o pai dizendo que não deve fazer isso que o entendimento entre eles não durará e o pai exila-o; claro que rapidamente os dois irmãos se coligam contra o pai e assiste-se a batalhas excelentes do ponto de vista visual (nomeadamente o massacre do seu séquito e a destruição do castelo). Hidetora acaba por passar por um período de loucura e deambula acompanhado por dois servidores, encontrando antigas vítimas suas e reflectindo sobre o vazio em que se encontra. Quando percebe (e reconhece) que a razão estava do lado do seu filho mais velho, junta-se a ele, vendo-o ser assassinado às ordens de outro filho e morre de desgosto. &lt;br /&gt;O filme sem se basear numa história verídica, acaba por ser uma excelente amostra do que foi o séc. XVI japonês, com as suas traições e combates. Numa determinada cena, Hidetora pede aos seus filhos para tentarem partir 3 flechas juntas e nenhum o consegue, dando como lição de moral de que se ficassem juntos seriam invencíveis, mas o filho mais novo replica-lhe que o mundo real não se compadece com essas estórias e parte-lhe as flechas sozinhas; depois de tanto sangue que ele derramou, tem de manter o poder, se abdicar será destruído por todo o ódio que semeou (a parábola das flechas foi efectivamente contada por um daimyo do séc. XVI e admira-me ninguém ter feito uma mensagem das que se reencaminham nada na Internet com isso). Uma das personagens que ajudaria à sua destruição foi a mulher de um dos seus filhos que fora casada à força depois de ver o seu clã aniquilado pelo velho Hidetora.&lt;br /&gt;Por curiosidade: não conseguindo Kurosawa financiamentos para os seus filmes no Japão, foram admiradores seus no ocidente (Copola, George Lucas, Steven Spielberg) que lhe pagaram os últimos filmes, nomeadamente Ran.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-113379069515847117?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/113379069515847117/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=113379069515847117' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/113379069515847117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/113379069515847117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2005/12/ran.html' title='Ran'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-113336003170147604</id><published>2005-11-30T14:11:00.000Z</published><updated>2005-11-30T14:13:51.716Z</updated><title type='text'>As revoltas francesas-IV</title><content type='html'>&lt;a href="http://bnd.bn.pt/ed/eca_queiros/iconografia/imagens/je76_18710603_545/je76_18710603_545_2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px;" src="http://bnd.bn.pt/ed/eca_queiros/iconografia/imagens/je76_18710603_545/je76_18710603_545_2.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A comuna de Paris foi mais um episódio sangrento. Em 1870, o imperador Napoleão III declarara guerra à Prússia (que formaria o núcleo da Alemanha); a guerra foi um desastre para a França: os seus generais eram de forma geral incompetentes e invejosos, o equipamento e treino também inferiores. Napoleão III acabaria por ter de abdicar, e um governo auto-proclamado (do que seria a III república) iria receber as condições de paz. Parte da população de Paris que fora armada para uma eventual invasão (formando a guarda nacional), e que vira as suas condições de vida degradarem-se sensivelmente no período da guerra, começou a formar comités. O governo ordenou a desmilitarização das milícias pelo exército em Paris, mas este liquidou os oficias fieis ao governo e juntou-se aos agora revoltosos. O governo fugiu e deu ordem de evacuação a todos os que seguissem a sua autoridade. O comité da guarda nacional demitiu-se e nas eleições marcadas saiu um governo municipal (Março de 1871) chamado comuna (tinha nos seus membros desde operários a jornalistas, com tendências tão variadas como anarquistas e republicanos), que dava imenso poder aos comités eleitos localmente. &lt;br /&gt;O novo governo de Paris (pois o seu poder limitou-se à capital) era bastante moderado quando comparado com os governantes da revolução francesa: a propriedade privada não foi tocada (nem confiscações nem nacionalizações), não foram feitas perseguições políticas (embora se planeasse uma rigorosa separação entre Igreja e estado), concentrando-se as mudanças em reformas sociais e laborais (fim de horários laborais nocturnos, devolução das ferramentas aos trabalhadores que tinham sido requisitadas para o esforço de guerra). O governo da III república entretanto conseguiu formar um novo exército com o apoio dos prussianos e passou à ofensiva, conquistando bairro a bairro a cidade. Calcula-se que tinham sido mortos umas 30.000 pessoas, mais um número indeterminado de fuzilados (e depois os presos e exilados).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-113336003170147604?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/113336003170147604/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=113336003170147604' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/113336003170147604'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/113336003170147604'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2005/11/as-revoltas-francesas-iv.html' title='As revoltas francesas-IV'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-113327178903264273</id><published>2005-11-29T13:42:00.000Z</published><updated>2005-11-29T13:43:09.046Z</updated><title type='text'>Mais Watteau...</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.herodote.net/Images/Watteau.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px;" src="http://www.herodote.net/Images/Watteau.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-113327178903264273?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/113327178903264273/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=113327178903264273' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/113327178903264273'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/113327178903264273'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2005/11/mais-watteau.html' title='Mais Watteau...'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-113282943469894919</id><published>2005-11-24T10:42:00.000Z</published><updated>2005-11-24T10:51:35.236Z</updated><title type='text'>As revoltas francesas-III</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.americanvision.org/images/French_revolution.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px;" src="http://www.americanvision.org/images/French_revolution.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O assunto é tão complexo e tem tantas peripécias, que vou ter de fazer um resumo muito simplificado do que sucedeu.&lt;br /&gt;A França estava na segunda metade do séc. XVIII com uma crise financeira; várias tentativas foram levadas a cabo para as resolver. A nobreza e clero que eram isentas de impostos, defendiam-se que só a reunião dos estado gerais daria a legalidade ao rei de os obrigar a ser contribuintes. Foram marcados os estados (1789), mas dado que a votação era feita por grupo, os privilegiados tinham dois terços dos votos o que inviabilizava qualquer mudança; ora o grupo do 3º estado declarou-se representante de 98% da população e assembleia nacional. O rei pressionado pretendeu aí fazer marcha atrás mas a população de Paris reagiu e tomou a Bastilha (14 de Julho), considerada o símbolo do poder absoluto, uma vez que funcionara como prisão dos adversários do rei (nessa altura já não era assim). O rei teve de ceder, reconciliando-se aparentemente com a assembleia nacional; nos campos fez-se o saque de muitos castelos levando à fuga da aristocracia para o estrangeiro contando a sua versão do que sucedera. Em Agosto, são abolidos os privilégios e títulos de nobreza, levando à igualdade política; no ano seguinte seria a vez do clero perder os seus privilégios (pensões do governo, propriedades, taxas especiais, etc), antes de começar a ser efectivamente perseguida. No auge do terror chegou-se mesmo a fundar um culto de uma suprema divindade símbolo da razão; ao mesmo tempo que os padres deveriam ser tornados simples funcionários públicos recusando-se a aceitar Roma; os que se recusassem seriam destituídos. Tudo isso acabou numa concordata feita por Napoleão, que normalizaria as relações com Roma.&lt;br /&gt;Voltando à situação política, a assembleia era constituída por todo o espectro imaginável, desde defensores do absolutismo, até defensores do poder absoluto do povo (Robespierre); a maioria era ainda moderada (Mirabeau). Criaram-se grupos como os girondinos (defensores da redução do rei a figura decorativa ou mesmo a república, representando a burguesia, nesta altura eram radicais), os jacobinos (muito mais extremistas) e uma profusão de grupos menores.&lt;br /&gt;Marcaram-se eleições e foi-se elaborando uma constituição. A nova constituição espojava o rei dos seus poderes absolutos e acabava de liquidar o que restava do antigo regime (abolindo todos os privilégios pessoas ou colectividades, taxas internas, considerando todos os cidadãos iguais, etc). A morte de Mirabeau que sempre pusera um freio aos grupos radicais, iria complicar a situação, pois entretanto, o rei que não aceitara de boa mente o papel que tivera, apoiou as tentativas de sedição dos grupos conservadores e tentou mesmo fugir (1791); capturado, viu a assembleia (que não lhe era completamente hostil) tentar entrar em entendimento com ele. A assembleia legislativa que lhe sucedeu, teve de enfrentar tumultos internos (à medida que os grupos radicais ganhavam poder) e a guerra com as monarquias absolutas. A assembleia foi-se despojando dos seus membros até que se formou a convenção. Esta para fazer face às várias oposições instituiu o que se chamou o terror: os adversários (e mais tarde simples suspeitos) deveriam julgados (no final já nem isso, eram apenas condenados) e executados. Estavam incluídos no princípio os aristocratas e padres refractários. A Convenção acabaria por mandar guilhotinar Luís XVI e a Maria Antonieta (1793). Os jacobinos de Robespierre (que criou o comité de salvação nacional, um órgão todo poderoso para condenar potenciais traidores) acabariam por eliminar as facções moderadas dentro da convenção por traição assim como os seus adversários pessoais (neste momento, até os girondinos eram considerados moderados e liquidados por oposição), quer os extremistas revolucionários por excesso de zelo e mesmo jacobinos “moderados”. Até um revolucionário como Danton que fora um dos criadores do terror, acabou guilhotinado por mostrar falta de zelo revolucionários. A revolução devorava os seus filhos. Formou-se uma reacção que acabou por levar à destituição de Robespierre e partidários e sua execução (1794). Uma nova constituição e um órgão que controlaria o poder (o directório) levariam a uma acalmia da situação (sem negar qualquer das conquistas sociais da revolução), até que o descontentamento devido a problemas económicos e políticos levariam ao advento de Napoleão. &lt;br /&gt;Do ponto de vista ideológico, a maioria dos revolucionários se proclamava adeptos das doutrinas de figuras como Rousseau e Voltaire, a sua forma de as aplicar iria varia de acordo com as circunstâncias e com o tempo; o modelo inglês nunca foi bem visto por uma certa anglofobia por um lado e por outro pelo orgulho francês de querer criar algo de diferente, experimentado soluções novas (mesmo que pouco práticas). &lt;br /&gt;As imensas dificuldades quer internas (revolta de departamentos, oposição sistemática de certos grupos), quer externas (as monarquias absolutas que decidiram colocar um travão à revolução), aliadas aos problemas económicos (que nunca mais se resolviam), levaram à radicalização e uma constante fuga em frente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-113282943469894919?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/113282943469894919/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=113282943469894919' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/113282943469894919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/113282943469894919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2005/11/as-revoltas-francesas-iii.html' title='As revoltas francesas-III'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-113267468594879855</id><published>2005-11-22T15:33:00.000Z</published><updated>2005-11-22T15:51:25.996Z</updated><title type='text'>Flautista de Hamelin</title><content type='html'>Ando a ler "&lt;a href="http://www.amazon.com/gp/product/0316545562/102-5138125-8903362?v=glance&amp;n=283155&amp;v=glance"&gt;A World Lit Only By Fire&lt;/a&gt;", de William Manchester. A obra não prima pelo rigor científico: o autor era perito em história contemporânea (Churchill, nomeadamente) e só escreveu este livro sobre o fim da Idade Média e o Renascimento por mero acaso. Contudo, lê-se muito agradavelmente, estando muito bem escrito e cheio de episódios pitorescos.&lt;br /&gt;Contudo, alguns destes episódios suscitam-me dúvidas. Por exemplo, Manchester afirma que a história do Flautista de Hamelin é baseada num caso verídico, de um psicopata e pedófilo que atrairia as crianças para as violar e matar. O relato não especifica as fontes (uma grande lacuna do livro), pelo que desconheço a origem da história. Após alguma pesquisa descobri que, de facto, haverá &lt;a href="http://www.straightdope.com/mailbag/mpiedpiper.html"&gt;algum episódio real &lt;/a&gt;que terá inspirado a história, mas julgo não haver dados suficientes para se poderem fazer este tipo de afirmações.&lt;br /&gt;Algum sabe mais alguma coisa sobre este caso?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-113267468594879855?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/113267468594879855/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=113267468594879855' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/113267468594879855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/113267468594879855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2005/11/flautista-de-hamelin.html' title='Flautista de Hamelin'/><author><name>Jorge Palinhos</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5517376.post-113265110880871529</id><published>2005-11-22T09:15:00.000Z</published><updated>2005-11-22T09:18:28.820Z</updated><title type='text'>wikipedia</title><content type='html'>Saiu hoje um texto interessante na &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Main_Page"&gt;wikipedia&lt;/a&gt;sobre os Ta-Yuan. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;The Ta-Yuan were a people of Ferghana in Central Asia, described in the Chinese Chronicles and in the Chinese Former Han History, following the travels of Zhang Qian in 130 BCE, and the numerous embassies that followed him into Central Asia thereafter. These Chinese accounts describe the Ta-Yuan as urbanized dwellers with Indo-European features, living in walled cities and having "customs identical to those of the Greco-Bactrians", a Hellenistic kingdom that was ruling Bactria at that time in today’s northern Afghanistan. The Ta-Yuan are also described as manufacturers and great lovers of wine. The Ta-Yuan were probably the descendants of the Greek colonies that were established by Alexander the Great in Ferghana in 329 BCE, and prospered within the Hellenistic realm of the Seleucids and Greco-Bactrians, until they were isolated by the migrations of the Yueh-Chih around 160 BCE. It has also been suggested that the name “Yuan” was simply a transliteration of the words “Yona”, or “Yavana”, used throughout antiquity in Asia to designate Greeks (“Ionians”), so that Ta-Yuan (lit. “Great Yuan”) would mean "Great Ionians".&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5517376-113265110880871529?l=tempore.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tempore.blogspot.com/feeds/113265110880871529/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5517376&amp;postID=113265110880871529' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/113265110880871529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5517376/posts/default/113265110880871529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tempore.blogspot.com/2005/11/wikipedia.html' title='wikipedia'/><author><name>Fabiano</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13646481993706425838</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
